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“Postos aumentam preço da gasolina por ganância”, diz Sindipetro

Marcos Ribeiro do Sindipetro falou hoje à Onda Digital sobre situação dos preços dos combustíveis no AM e liminar do Grupo Atem.

Marcos Ribeiro, coordenador geral do Sindipetro-AM (Sindicato dos Petroleiros), participou hoje, 7, do programa Fiscaliza Geral da Rede Onda Digital. Ele falou sobre a situação do preço dos combustíveis no Amazonas, atualmente sob controle do Grupo Atem que adquiriu a Refinaria da Amazônia (Ream), a única da região Norte, no final do ano passado. Enquanto o resto do Brasil tem observado reduções nos preços, o povo amazonense tem pago a gasolina mais cara do país.

Ribeiro comentou a situação do Grupo Atem, que não paga PIS nem Cofins sobre os combustíveis:

“Nós questionamos a justiça, como pode haver uma liminar que já vai completar seis anos que garante ao grupo benefício de não-pagamento de PIS e Cofins dos combustíveis que circulam em Manaus? Isso só demonstra que há algo errado nesse processo, e aguardamos que a justiça mude essa posição. Afinal, quando trabalhadores ganham na justiça uma liminar, eles comemoram por um dia, porque elas sempre caem rápido. Quando é um grupo de empresários, parece que a justiça tampa os olhos”.


Leia mais:

Após aumento da gasolina, Procon-AM faz fiscalização em postos

Amazonas tem gasolina mais cara do país, aponta ANP


Sobre o recente novo aumento de preços nos postos de Manaus, mesmo com a Ream anunciando uma redução, Ribeiro declarou:

“Hoje é o Grupo Atem quem determina os preços. É um empresa privada, que tem compromisso totalmente diferente de uma empresa estatal como a Petrobras. Mesmo com a Ream alegando que já teve quatro reduções, eles alegam que a responsabilidade é das distribuidoras. O Grupo Atem parece que subestima a inteligência do povo amazonense. Ora, eles também controlam a distribuição, é o grupo que manda. O povo está pagando caro pelo interesse de um pequeno grupo de empresários, que quer lucrar nas costas das pessoas”.

Ele completou:

“Temos que mudar esse cenário, senão a tendência é piorar. Nós estamos pagando a gasolina mais cara do Brasil, o diesel mais caro, e o botijão de gás mais caro também. Um item essencial para o trabalhador, R$ 130, R$ 135. Tem famílias que voltaram a cozinhar a lenha, porque não conseguem comprar.

Muitas vezes percebemos aumentos dos preços por má-fé, ganância mesmo, dos donos dos postos. Se sair um anúncio de aumento às 8h da manhã, às 13h da tarde já tem posto aumentando a gasolina. O último aumento, de R$ 6,29, veio no meio da tarde. Fico impressionado com o silêncio e com a falta de fiscalização das autoridades. Isso me preocupa. Tem que haver uma CPI pra investigar a venda da refinaria, pra investigar a liminar do grupo Atem. Precisamos encorajar os nossos parlamentares a fazer CPI”.

Veja trecho da entrevista abaixo:

A entrevista completa com Marcos Ribeiro do Sindipetro pode ser assistida aqui.

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Marcos Ribeiro, coordenador geral do Sindipetro-AM (Sindicato dos Petroleiros), participou hoje, 7, do programa Fiscaliza Geral da Rede Onda Digital. Ele falou sobre a situação do preço dos combustíveis no Amazonas, atualmente sob controle do Grupo Atem que adquiriu a Refinaria da Amazônia (Ream), a única da região Norte, no final do ano passado. Enquanto o resto do Brasil tem observado reduções nos preços, o povo amazonense tem pago a gasolina mais cara do país.

Ribeiro comentou a situação do Grupo Atem, que não paga PIS nem Cofins sobre os combustíveis:

“Nós questionamos a justiça, como pode haver uma liminar que já vai completar seis anos que garante ao grupo benefício de não-pagamento de PIS e Cofins dos combustíveis que circulam em Manaus? Isso só demonstra que há algo errado nesse processo, e aguardamos que a justiça mude essa posição. Afinal, quando trabalhadores ganham na justiça uma liminar, eles comemoram por um dia, porque elas sempre caem rápido. Quando é um grupo de empresários, parece que a justiça tampa os olhos”.


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Sobre o recente novo aumento de preços nos postos de Manaus, mesmo com a Ream anunciando uma redução, Ribeiro declarou:

“Hoje é o Grupo Atem quem determina os preços. É um empresa privada, que tem compromisso totalmente diferente de uma empresa estatal como a Petrobras. Mesmo com a Ream alegando que já teve quatro reduções, eles alegam que a responsabilidade é das distribuidoras. O Grupo Atem parece que subestima a inteligência do povo amazonense. Ora, eles também controlam a distribuição, é o grupo que manda. O povo está pagando caro pelo interesse de um pequeno grupo de empresários, que quer lucrar nas costas das pessoas”.

Ele completou:

“Temos que mudar esse cenário, senão a tendência é piorar. Nós estamos pagando a gasolina mais cara do Brasil, o diesel mais caro, e o botijão de gás mais caro também. Um item essencial para o trabalhador, R$ 130, R$ 135. Tem famílias que voltaram a cozinhar a lenha, porque não conseguem comprar.

Muitas vezes percebemos aumentos dos preços por má-fé, ganância mesmo, dos donos dos postos. Se sair um anúncio de aumento às 8h da manhã, às 13h da tarde já tem posto aumentando a gasolina. O último aumento, de R$ 6,29, veio no meio da tarde. Fico impressionado com o silêncio e com a falta de fiscalização das autoridades. Isso me preocupa. Tem que haver uma CPI pra investigar a venda da refinaria, pra investigar a liminar do grupo Atem. Precisamos encorajar os nossos parlamentares a fazer CPI”.

Veja trecho da entrevista abaixo:

A entrevista completa com Marcos Ribeiro do Sindipetro pode ser assistida aqui.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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