O programa Gás do Povo entra, nesta segunda-feira (23/3), em uma nova fase de operacionalização e que demandará o investimento de R$ 957,2 milhões para incluir 9,4 milhões de famílias nesta etapa. Conforme o governo, a meta do programa é viabilizar aproximadamente 644 milhões de recargas por ano às famílias atendidas pelo programa. No Amazonas, o programa espera atingir 546 mil famílias, sendo que 183 mil delas em Manaus e o restante nos municípios do interior.
Os beneficiários, contudo, precisam ficar atentos ao passo a passo para conseguir acesso às recargas.
De acordo com o governo, para ter aceso ao Gás do Povo é preciso que o beneficiário tenha ao menos duas pessoas na compomsição familiar, ter renda per capita de até meio salário mínimo e Cadastro Único (CAD-Único) atualizado nos últimos 24 meses. O CPF do responsável familiar deve estar regular e o cadastro não pode apresentar pendências, como averigaução cadastral ou indício de óbito do responsável. Quem recebe o Bolsa Família tem prioridade nas inscrições.
Com esses requisitos alcançados, o cidadão deve consultar o aplicativo “Meu Social – Gás do Povo” para verificar a situação do vale e localizar as revendas credenciadas mais próximas. Não é necessário ir até um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou postos do Cadastro Único e as revendas estarão identificadas com a logo do Gás do Povo.
Quem não tem celular ou acesso à internet pode utilizar o cartão do Programa Bolsa Família (com chip), o cartão de débito da CAIXA, ou informar o CPF do Responsável Familiar na maquininha “Azulzinha” ou no aplicativo “Azulzinha Aproxima”, meio de pagamento utilizado nas revendas credenciadas.
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Combate à pobreza energética
Ao garantir a recarga gratuita do botijão, o programa Gás do Povo enfrenta diretamente a pobreza energética, diz o Governo Federal. O alto custo da recarga e as dificuldades de distribuição, principalmente em áreas mais afastadas, impediam muitas famílias de acessar energia limpa e segura. Como consequência, era comum o uso de alternativas precárias, como lenha, carvão e querosene, que expõem principalmente mulheres e crianças à fumaça tóxica, doenças respiratórias e risco de queimaduras. A política atua para transformar esse cenário, ao mesmo tempo em que fortalece a segurança alimentar e movimenta economias locais.
A recente transformação do Gás do Povo em Lei Federal reforça esse caminho. Mais do que uma ação pontual, o programa se consolida como uma política pública estruturante, que combina proteção social, planejamento energético e desenvolvimento econômico.
A nova política pública também institui o Programa Nacional de Acesso ao Cozimento Limpo, que passa a estruturar as ações de combate à pobreza energética. O modelo integra a gratuidade do botijão e outras modalidades de cocção limpa, com fontes diversificadas de financiamento, mecanismos de monitoramento e governança reforçada, incluindo comitê gestor permanente e publicação periódica de relatórios.