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‘Raízes do Autismo’: autora transforma vivências com TEA em livro

A escritora, fisioterapeuta, educadora física e palestrante doutora Gizele Aguiar lança na quinta-feira (20/8) o livro “Raízes do Autismo”, durante solenidade na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Na ocasião, ela também será empossada na Academia de Literatura, Arte e Cultura da Amazônia (ALACA) como imortal da instituição, na cadeira 431.

Gizele é graduada em Fisioterapia e Educação Física e atualmente cursa Psicologia e Acupuntura. Possui pós-graduações em Neuropsicologia, Inteligência Socioemocional, Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), Síndrome da Alienação Parental e Terapia Ocupacional. É idealizadora do Centro de Bem-Estar e Desenvolvimento Humano Casa Vida, em Teresópolis, no Rio de Janeiro, e da Associação Casa Ana João, iniciativa voltada ao apoio às mães de pessoas com deficiência e à capacitação de jovens e adultos com deficiência.

Nascida no Rio de Janeiro, filha de amazonenses, Gizele passou a adolescência em Manaus. Ela foi diagnosticada tardiamente com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH e Altas Habilidades, e usou suas próprias experiências na escrita do livro, que propõe reflexões sobre autismo, diferenças, acolhimento e compreensão da pessoa neurodivergente.

Em entrevista à Onda Digital, a escritora contou como a convivência com essas famílias influenciou a decisão de transformar suas experiências em literatura.

“A motivação que eu tive para fazer esse livro foi o próprio contato com as famílias atípicas nesses onze anos de clínica Casa Vida, que começou no quintal da minha casa para ser um spa. A partir do momento em que atendi uma criança de nove anos, tetraplégica, a chave virou. Tudo mudou: o meu olhar, o meu sentimento, o que essa criança me falou pelo olhar, porque ela não falava oralmente. Depois disso, a Casa Vida só foi crescendo, e a escuta dessas famílias era similar: muito sofrimento, dores, invisibilidade”, contou.

Posteriormente, aos 42 anos, Gizele passou por uma avaliação neuropsicológica que identificou o autismo. Para ela, o diagnóstico ajudou a compreender experiências que até então não tinham explicação.

“E depois, quando eu fiz 42 anos, entrei em depressão. Fiz uma avaliação neuropsicológica e descobri que era autista. Aí tudo fez sentido. A produção do livro foi extremamente rápida. Foi uma construção longa de percepção, de observação, mas a escrita foi um desabafo, uma explosão. Foi tão grande que eu fiz um livro com mais de quatrocentas páginas, e na hora da produção a pessoa que estava me auxiliando sugeriu dividir a obra em duas partes, para não ficar longa demais. Fiz essa primeira parte, e a segunda já está praticamente pronta, só passando por revisão. Estou bem feliz com o resultado”, completou.


Leia mais:

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Sobre a obra

Na obra, Gizele propõe uma abordagem que busca apresentar o autismo a partir das experiências vividas por pessoas neurodivergentes e suas famílias. A autora afirma que pretende mostrar aspectos que normalmente ficam fora do olhar público.

“Quando escrevi, eu queria colocar o autismo pelo avesso, mostrar o que está dentro do casaco do autismo. Eu queria mostrar aquilo que eu via nos bastidores dessas famílias, dessas crianças, dos tratamentos e também da minha própria vida. O livro fala desse olhar, de dentro para fora do autismo”, explicou.

Questionada sobre como o livro pode contribuir para combater o preconceito e ampliar o conhecimento sobre o transtorno, Gizele destacou os efeitos da falta de informação desde a infância.

“Desinformação é um câncer. Começa pelo bullying, que às vezes se inicia dentro de casa, com a desinformação e a negação dos pais. Esse bullying, essa rejeição, essa inabilidade de lidar com o diferente continua na escola e depois no trabalho, continua nas ruas, na sociedade. A ignorância domina e o sofrimento cresce”.

Segundo a escritora, a obra também busca ajudar pessoas que se identificam com características de neurodivergência a compreenderem melhor suas próprias experiências e a reconhecerem o lugar que ocupam na sociedade.

“O livro ajuda muito para que a pessoa possa primeiro se compreender e se aceitar, saber que existe um lugar para ela, caso se sinta diferente. E também ajuda a entender outras pessoas que se sentem assim. O livro não tem romantismo, mas também não tem drama. É a vida real, nua e crua, de forma direta, com uma comunicação limpa e de fácil compreensão”, finalizou.

O lançamento de “Raízes do Autismo” acontece nesta quinta-feira (20/08), às 9h, na Aleam.

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A escritora, fisioterapeuta, educadora física e palestrante doutora Gizele Aguiar lança na quinta-feira (20/8) o livro “Raízes do Autismo”, durante solenidade na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Na ocasião, ela também será empossada na Academia de Literatura, Arte e Cultura da Amazônia (ALACA) como imortal da instituição, na cadeira 431.

Gizele é graduada em Fisioterapia e Educação Física e atualmente cursa Psicologia e Acupuntura. Possui pós-graduações em Neuropsicologia, Inteligência Socioemocional, Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), Síndrome da Alienação Parental e Terapia Ocupacional. É idealizadora do Centro de Bem-Estar e Desenvolvimento Humano Casa Vida, em Teresópolis, no Rio de Janeiro, e da Associação Casa Ana João, iniciativa voltada ao apoio às mães de pessoas com deficiência e à capacitação de jovens e adultos com deficiência.

Nascida no Rio de Janeiro, filha de amazonenses, Gizele passou a adolescência em Manaus. Ela foi diagnosticada tardiamente com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH e Altas Habilidades, e usou suas próprias experiências na escrita do livro, que propõe reflexões sobre autismo, diferenças, acolhimento e compreensão da pessoa neurodivergente.

Em entrevista à Onda Digital, a escritora contou como a convivência com essas famílias influenciou a decisão de transformar suas experiências em literatura.

“A motivação que eu tive para fazer esse livro foi o próprio contato com as famílias atípicas nesses onze anos de clínica Casa Vida, que começou no quintal da minha casa para ser um spa. A partir do momento em que atendi uma criança de nove anos, tetraplégica, a chave virou. Tudo mudou: o meu olhar, o meu sentimento, o que essa criança me falou pelo olhar, porque ela não falava oralmente. Depois disso, a Casa Vida só foi crescendo, e a escuta dessas famílias era similar: muito sofrimento, dores, invisibilidade”, contou.

Posteriormente, aos 42 anos, Gizele passou por uma avaliação neuropsicológica que identificou o autismo. Para ela, o diagnóstico ajudou a compreender experiências que até então não tinham explicação.

“E depois, quando eu fiz 42 anos, entrei em depressão. Fiz uma avaliação neuropsicológica e descobri que era autista. Aí tudo fez sentido. A produção do livro foi extremamente rápida. Foi uma construção longa de percepção, de observação, mas a escrita foi um desabafo, uma explosão. Foi tão grande que eu fiz um livro com mais de quatrocentas páginas, e na hora da produção a pessoa que estava me auxiliando sugeriu dividir a obra em duas partes, para não ficar longa demais. Fiz essa primeira parte, e a segunda já está praticamente pronta, só passando por revisão. Estou bem feliz com o resultado”, completou.


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Sobre a obra

Na obra, Gizele propõe uma abordagem que busca apresentar o autismo a partir das experiências vividas por pessoas neurodivergentes e suas famílias. A autora afirma que pretende mostrar aspectos que normalmente ficam fora do olhar público.

“Quando escrevi, eu queria colocar o autismo pelo avesso, mostrar o que está dentro do casaco do autismo. Eu queria mostrar aquilo que eu via nos bastidores dessas famílias, dessas crianças, dos tratamentos e também da minha própria vida. O livro fala desse olhar, de dentro para fora do autismo”, explicou.

Questionada sobre como o livro pode contribuir para combater o preconceito e ampliar o conhecimento sobre o transtorno, Gizele destacou os efeitos da falta de informação desde a infância.

“Desinformação é um câncer. Começa pelo bullying, que às vezes se inicia dentro de casa, com a desinformação e a negação dos pais. Esse bullying, essa rejeição, essa inabilidade de lidar com o diferente continua na escola e depois no trabalho, continua nas ruas, na sociedade. A ignorância domina e o sofrimento cresce”.

Segundo a escritora, a obra também busca ajudar pessoas que se identificam com características de neurodivergência a compreenderem melhor suas próprias experiências e a reconhecerem o lugar que ocupam na sociedade.

“O livro ajuda muito para que a pessoa possa primeiro se compreender e se aceitar, saber que existe um lugar para ela, caso se sinta diferente. E também ajuda a entender outras pessoas que se sentem assim. O livro não tem romantismo, mas também não tem drama. É a vida real, nua e crua, de forma direta, com uma comunicação limpa e de fácil compreensão”, finalizou.

O lançamento de “Raízes do Autismo” acontece nesta quinta-feira (20/08), às 9h, na Aleam.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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