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Seminário internacional do G20 realizado em Manaus alerta: “Amazônia pede socorro”

Pesquisadores e cientistas internacionais apontam ações para a Amazônia em meio a crise ambiental; seminário acontece no INPA.

Acontece em Manaus entre os dias 17 e 18 de setembro o Seminário Internacional do G20 sobre a Amazônia e Florestas Tropicais, realizado na sede do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia). No primeiro dia do evento, houve discussões sobre a importância da implementação de políticas e tecnologias voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa, além de estratégias para adaptação e resiliência de ecossistemas e comunidades locais.

Osvaldo Moraes, Diretor do Departamento para o Clima e Sustentabilidade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), destacou a necessidade de comunicar eficazmente o conhecimento científico:

“O maior desafio não é explicar a ciência ao cidadão comum, que já está atento às questões ambientais, mas sim dialogar com gestores e tomadores de decisão que, por vezes, ignoram ou negam a ciência”.


Leia mais:

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Outro panelista, Keizo Hirai, diretor do Instituto de Pesquisa para Florestas e Produtos Florestais, apresentou dados alarmantes sobre a devastação e queimadas na Amazônia. Desde 2020, mais de 10 mil quilômetros quadrados foram desmatados e esta degradação tem impacto direto na absorção de carbono, essencial para mitigar o aquecimento global. Hirai apresentou estudos que demonstram o longo tempo de recuperação da biomassa em florestas devastadas: em algumas regiões, esse processo pode levar até 60 anos.

Outro ponto de destaque veio do pesquisador Carlos Alberto Quesada, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), que apresentou o projeto Amazon Face, um experimento de larga escala que simula o aumento de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera para estudar como a Floresta Amazônica responde às mudanças climáticas. O CO2 é o principal gás do efeito estufa.

Quesada lançou um alerta dramático:

“A Amazônia pede socorro. Mesmo que você não perceba, ela é extremamente importante para a vida de todos nós, independentemente de onde você esteja. Por isso, é urgente que o mundo ouça esse pedido de socorro”.

Quesada ainda destaca que os debates mostram que a Amazônia está perdendo sua capacidade de absorver carbono, que segundo ele representa um sinal alarmante da crise climática. Ele disse:

“Neste contexto, o G20 é apontado como peça-chave para liderar as políticas globais de combate às mudanças do clima, visto que as nações mais ricas são as maiores responsáveis pelas emissões. No entanto, essas políticas devem incluir também os mais vulneráveis, que sofrem mais com os impactos climáticos, apesar de contribuírem menos para o problema”.

O seminário internacional foi organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), com apoio do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

Com informações de G20 Brasil 2024. 

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Acontece em Manaus entre os dias 17 e 18 de setembro o Seminário Internacional do G20 sobre a Amazônia e Florestas Tropicais, realizado na sede do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia). No primeiro dia do evento, houve discussões sobre a importância da implementação de políticas e tecnologias voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa, além de estratégias para adaptação e resiliência de ecossistemas e comunidades locais.

Osvaldo Moraes, Diretor do Departamento para o Clima e Sustentabilidade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), destacou a necessidade de comunicar eficazmente o conhecimento científico:

“O maior desafio não é explicar a ciência ao cidadão comum, que já está atento às questões ambientais, mas sim dialogar com gestores e tomadores de decisão que, por vezes, ignoram ou negam a ciência”.


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Outro ponto de destaque veio do pesquisador Carlos Alberto Quesada, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), que apresentou o projeto Amazon Face, um experimento de larga escala que simula o aumento de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera para estudar como a Floresta Amazônica responde às mudanças climáticas. O CO2 é o principal gás do efeito estufa.

Quesada lançou um alerta dramático:

“A Amazônia pede socorro. Mesmo que você não perceba, ela é extremamente importante para a vida de todos nós, independentemente de onde você esteja. Por isso, é urgente que o mundo ouça esse pedido de socorro”.

Quesada ainda destaca que os debates mostram que a Amazônia está perdendo sua capacidade de absorver carbono, que segundo ele representa um sinal alarmante da crise climática. Ele disse:

“Neste contexto, o G20 é apontado como peça-chave para liderar as políticas globais de combate às mudanças do clima, visto que as nações mais ricas são as maiores responsáveis pelas emissões. No entanto, essas políticas devem incluir também os mais vulneráveis, que sofrem mais com os impactos climáticos, apesar de contribuírem menos para o problema”.

O seminário internacional foi organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), com apoio do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

Com informações de G20 Brasil 2024. 

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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