Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Seminário internacional do G20 realizado em Manaus alerta: “Amazônia pede socorro”

Pesquisadores e cientistas internacionais apontam ações para a Amazônia em meio a crise ambiental; seminário acontece no INPA.

Acontece em Manaus entre os dias 17 e 18 de setembro o Seminário Internacional do G20 sobre a Amazônia e Florestas Tropicais, realizado na sede do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia). No primeiro dia do evento, houve discussões sobre a importância da implementação de políticas e tecnologias voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa, além de estratégias para adaptação e resiliência de ecossistemas e comunidades locais.

Osvaldo Moraes, Diretor do Departamento para o Clima e Sustentabilidade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), destacou a necessidade de comunicar eficazmente o conhecimento científico:

“O maior desafio não é explicar a ciência ao cidadão comum, que já está atento às questões ambientais, mas sim dialogar com gestores e tomadores de decisão que, por vezes, ignoram ou negam a ciência”.


Leia mais:

Governo federal pede ajuda internacional para combater queimadas na Amazônia

Flávio Dino autoriza créditos extraordinários para combater incêndios na Amazônia e Pantanal


Outro panelista, Keizo Hirai, diretor do Instituto de Pesquisa para Florestas e Produtos Florestais, apresentou dados alarmantes sobre a devastação e queimadas na Amazônia. Desde 2020, mais de 10 mil quilômetros quadrados foram desmatados e esta degradação tem impacto direto na absorção de carbono, essencial para mitigar o aquecimento global. Hirai apresentou estudos que demonstram o longo tempo de recuperação da biomassa em florestas devastadas: em algumas regiões, esse processo pode levar até 60 anos.

Outro ponto de destaque veio do pesquisador Carlos Alberto Quesada, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), que apresentou o projeto Amazon Face, um experimento de larga escala que simula o aumento de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera para estudar como a Floresta Amazônica responde às mudanças climáticas. O CO2 é o principal gás do efeito estufa.

Quesada lançou um alerta dramático:

“A Amazônia pede socorro. Mesmo que você não perceba, ela é extremamente importante para a vida de todos nós, independentemente de onde você esteja. Por isso, é urgente que o mundo ouça esse pedido de socorro”.

Quesada ainda destaca que os debates mostram que a Amazônia está perdendo sua capacidade de absorver carbono, que segundo ele representa um sinal alarmante da crise climática. Ele disse:

“Neste contexto, o G20 é apontado como peça-chave para liderar as políticas globais de combate às mudanças do clima, visto que as nações mais ricas são as maiores responsáveis pelas emissões. No entanto, essas políticas devem incluir também os mais vulneráveis, que sofrem mais com os impactos climáticos, apesar de contribuírem menos para o problema”.

O seminário internacional foi organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), com apoio do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

Com informações de G20 Brasil 2024. 

- Publicidade -[adrotate group="7"]

Acontece em Manaus entre os dias 17 e 18 de setembro o Seminário Internacional do G20 sobre a Amazônia e Florestas Tropicais, realizado na sede do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia). No primeiro dia do evento, houve discussões sobre a importância da implementação de políticas e tecnologias voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa, além de estratégias para adaptação e resiliência de ecossistemas e comunidades locais.

Osvaldo Moraes, Diretor do Departamento para o Clima e Sustentabilidade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), destacou a necessidade de comunicar eficazmente o conhecimento científico:

“O maior desafio não é explicar a ciência ao cidadão comum, que já está atento às questões ambientais, mas sim dialogar com gestores e tomadores de decisão que, por vezes, ignoram ou negam a ciência”.


Leia mais:

Governo federal pede ajuda internacional para combater queimadas na Amazônia

Flávio Dino autoriza créditos extraordinários para combater incêndios na Amazônia e Pantanal


Outro panelista, Keizo Hirai, diretor do Instituto de Pesquisa para Florestas e Produtos Florestais, apresentou dados alarmantes sobre a devastação e queimadas na Amazônia. Desde 2020, mais de 10 mil quilômetros quadrados foram desmatados e esta degradação tem impacto direto na absorção de carbono, essencial para mitigar o aquecimento global. Hirai apresentou estudos que demonstram o longo tempo de recuperação da biomassa em florestas devastadas: em algumas regiões, esse processo pode levar até 60 anos.

Outro ponto de destaque veio do pesquisador Carlos Alberto Quesada, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), que apresentou o projeto Amazon Face, um experimento de larga escala que simula o aumento de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera para estudar como a Floresta Amazônica responde às mudanças climáticas. O CO2 é o principal gás do efeito estufa.

Quesada lançou um alerta dramático:

“A Amazônia pede socorro. Mesmo que você não perceba, ela é extremamente importante para a vida de todos nós, independentemente de onde você esteja. Por isso, é urgente que o mundo ouça esse pedido de socorro”.

Quesada ainda destaca que os debates mostram que a Amazônia está perdendo sua capacidade de absorver carbono, que segundo ele representa um sinal alarmante da crise climática. Ele disse:

“Neste contexto, o G20 é apontado como peça-chave para liderar as políticas globais de combate às mudanças do clima, visto que as nações mais ricas são as maiores responsáveis pelas emissões. No entanto, essas políticas devem incluir também os mais vulneráveis, que sofrem mais com os impactos climáticos, apesar de contribuírem menos para o problema”.

O seminário internacional foi organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), com apoio do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

Com informações de G20 Brasil 2024. 

- Publicidade -[adrotate group="9"]
Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

Mais lidas

Manaus bate novo recorde de consumo de energia e supera 2 mil MW

Este é o quinto recorde de consumo registrado no sistema elétrico que atende a capital amazonense e os municípios da região metropolitana desde agosto....

Amazonas antecipa monitoramento dos rios para prever vazante de 2027

O Amazonas já começa a monitorar os possíveis impactos da vazante de 2027. A avaliação considera o comportamento do nível dos rios neste ano...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Selva Park: a história de um negócio que marcou Manaus e deixou uma lição sobre longevidade empresarial

Parque criado em 1986 fez parte da rotina de gerações de manauaras, cresceu, ganhou estrutura e encerrou as atividades em 2012. Sua trajetória também...

Sine Amazonas oferta 290 vagas para PcDs em Manaus

Mais de 290 vagas de emprego estarão disponíveis nesta sexta-feira (25), em Manaus, durante o Dia D do Sine Amazonas, ação voltada à inclusão...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Por que a fumaça piora no amanhecer? Defesa Civil explica o fenômeno em Manaus

Quem acorda em Manaus nos últimos dias tem encontrado o céu tomado pela fumaça e uma qualidade do ar ainda mais prejudicada durante as...

Fumaça deixa ar de Manaus mais de duas vezes acima do limite da OMS

A qualidade do ar em Manaus está mais de duas vezes acima do nível recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a concentração...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Manaus bate novo recorde de consumo de energia e supera 2 mil MW

Este é o quinto recorde de consumo registrado no sistema elétrico que atende a capital amazonense e os municípios da região metropolitana desde agosto....

Amazonas antecipa monitoramento dos rios para prever vazante de 2027

O Amazonas já começa a monitorar os possíveis impactos da vazante de 2027. A avaliação considera o comportamento do nível dos rios neste ano...

Selva Park: a história de um negócio que marcou Manaus e deixou uma lição sobre longevidade empresarial

Parque criado em 1986 fez parte da rotina de gerações de manauaras, cresceu, ganhou estrutura e encerrou as atividades em 2012. Sua trajetória também...

Sine Amazonas oferta 290 vagas para PcDs em Manaus

Mais de 290 vagas de emprego estarão disponíveis nesta sexta-feira (25), em Manaus, durante o Dia D do Sine Amazonas, ação voltada à inclusão...

Por que a fumaça piora no amanhecer? Defesa Civil explica o fenômeno em Manaus

Quem acorda em Manaus nos últimos dias tem encontrado o céu tomado pela fumaça e uma qualidade do ar ainda mais prejudicada durante as...

Fumaça deixa ar de Manaus mais de duas vezes acima do limite da OMS

A qualidade do ar em Manaus está mais de duas vezes acima do nível recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a concentração...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]