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Sindipetro: “A Ream deu o recado, ou aceita nossos preços ou anda de ônibus”

Coordenador-geral do Sindipetro-AM falou à Onda Digital sobre recente redução do preço dos combustíveis no estado, mas não comemora.

Marcos Ribeiro, coordenador geral do Sindipetro-AM (Sindicato dos Petroleiros), participou hoje, 22, do programa Fiscaliza Geral da rede Onda Digital. Ele comentou sobre a situação do preço dos combustíveis no estado, e a recente redução de R$ 0,30 nos postos promovida pela Refinaria de Manaus (Ream).

Ele disse:

“A redução de R$ 0,30 foi fruto da pressão que foi colocada na semana passada. Mesmo assim, nós do Amazonas, o povo da Região Norte, ainda está pagando a gasolina mais cara do país. Existem cidades com a gasolina a R$ 5, já sabemos de casos de R$ 4,50, mas R$ 6,30 ainda é um preço muito caro para a população local”.


Leia mais:

Ream anuncia redução nos preços da gasolina, diesel e gás de cozinha

Petrobras anuncia fim da paridade com o preço internacional do petróleo


Ribeiro também comentou a postura do Grupo Atem, que administra a Ream, e sua resistência em abaixar os preços dos combustíveis no estado:

“Li a nota da Ream no final da semana passada, ela é dura e seca: basicamente diz que vamos continuar com nossos preços e quem não gostar, pode andar de ônibus. É preciso ressaltar: a Petrobras não dita mais nada aqui, em termo de preço dos combustíveis não só no nosso estado, mas na região Norte. Ela não dita mais as regras, porque a única refinaria da região Norte está sob controle de grupo privado. O recado deles foi dado: apesar do presidente Lula ter abrasileirado o preço dos combustíveis, eles vão continuar seguindo o PPI [a política de paridade de preços com o mercado internacional], porque é mais rentável para eles”.

Ele também mencionou o silêncio da classe política do Amazonas em torno do tema:

“Vereadores, deputados tanto estaduais quanto federais, senadores, não vemos quase ninguém falando sobre assunto. Sabemos que o Grupo Atem tem influência política no nosso estado, e sentimos isso quando vamos falar com parlamentares. Parece que há medo em enfrentar a questão. Mas vamos cobrar a Petrobras, continuar cobrando a classe política.  Parece haver uma disposição do Governo Federal em rever os processos de privatização do governo anterior, cheios de irregularidades. A população é que não pode pagar o pato”.

Veja trecho da entrevista abaixo:

Veja a entrevista completa com Marcos Ribeiro do Sindipetro-AM clicando aqui.

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Marcos Ribeiro, coordenador geral do Sindipetro-AM (Sindicato dos Petroleiros), participou hoje, 22, do programa Fiscaliza Geral da rede Onda Digital. Ele comentou sobre a situação do preço dos combustíveis no estado, e a recente redução de R$ 0,30 nos postos promovida pela Refinaria de Manaus (Ream).

Ele disse:

“A redução de R$ 0,30 foi fruto da pressão que foi colocada na semana passada. Mesmo assim, nós do Amazonas, o povo da Região Norte, ainda está pagando a gasolina mais cara do país. Existem cidades com a gasolina a R$ 5, já sabemos de casos de R$ 4,50, mas R$ 6,30 ainda é um preço muito caro para a população local”.


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Ribeiro também comentou a postura do Grupo Atem, que administra a Ream, e sua resistência em abaixar os preços dos combustíveis no estado:

“Li a nota da Ream no final da semana passada, ela é dura e seca: basicamente diz que vamos continuar com nossos preços e quem não gostar, pode andar de ônibus. É preciso ressaltar: a Petrobras não dita mais nada aqui, em termo de preço dos combustíveis não só no nosso estado, mas na região Norte. Ela não dita mais as regras, porque a única refinaria da região Norte está sob controle de grupo privado. O recado deles foi dado: apesar do presidente Lula ter abrasileirado o preço dos combustíveis, eles vão continuar seguindo o PPI [a política de paridade de preços com o mercado internacional], porque é mais rentável para eles”.

Ele também mencionou o silêncio da classe política do Amazonas em torno do tema:

“Vereadores, deputados tanto estaduais quanto federais, senadores, não vemos quase ninguém falando sobre assunto. Sabemos que o Grupo Atem tem influência política no nosso estado, e sentimos isso quando vamos falar com parlamentares. Parece que há medo em enfrentar a questão. Mas vamos cobrar a Petrobras, continuar cobrando a classe política.  Parece haver uma disposição do Governo Federal em rever os processos de privatização do governo anterior, cheios de irregularidades. A população é que não pode pagar o pato”.

Veja trecho da entrevista abaixo:

Veja a entrevista completa com Marcos Ribeiro do Sindipetro-AM clicando aqui.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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