Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Univaja contesta contrato e diz que foi vítima de “cowboys do crédito de carbono”

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) afirmou, em nota enviada à Rede Onda Digital, nesta terça-feira (1º/10), que não reconhece a legitimidade do contrato firmado com três empresas para a comercialização de Soluções Baseadas na Natureza (SBN). A validade deste contrato é contestada na Justiça Federal pelo Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM).

A direção da entidade, formada pela união de oito associações comunitárias que representam as etnias do Vale do Javari, atribuiu ao grupo conhecido na Amazônia como “Cowboys do crédito de carbono” a cooptação de lideranças para a assinatura do contrato que concede o direito de uso exclusivo dos SBNs às empresas Comtaxae (brasileira), Biotapass (espanhola) e Biota (argentina). Os créditos de carbono gerados pela floresta em pé localizada na Terra Indígena Vale do Javari são classificados como SBNs.

“A UNIVAJA reitera que não assumiu qualquer compromisso ou contrato de venda de créditos de carbono e não reconhece a legalidade de qualquer documento ou menção ao seu nome nesse sentido. Portanto, qualquer negociação que mencione nossa instituição sem essa legitimidade é nula de pleno direito”, diz nota enviada ao ‘Segundo a segundo’.


Saiba mais:

MPF denuncia empresas e ONG que exploram riquezas dos indígenas do Vale do Javari

Carne de porco, do preconceito ao sucesso em bares e restaurantes de Manaus 


Ação Civil Pública quer anulação do contrato

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública para anular um contrato de comercialização de Soluções Baseadas na Natureza (SbN) na Terra Indígena Vale do Javari, no oeste do Amazonas. A área é a segunda maior terra indígena do Brasil, atrás apenas da TI Yanomami.

No contrato assinado em 2022, a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) — que agora nega ter firmado o acordo — se apresenta como proprietária do território e concede à empresa brasileira Comtaxae, à espanhola Biotapass e à argentina Biota o direito exclusivo de registrar, certificar e comercializar as SBNs dentro da terra indígena.

Segundo a Univaja, os chamados “cowboys do crédito de carbono” teriam se aproveitado da fragilidade emocional de algumas lideranças das oito associações que compõem a entidade para “empurrar” a assinatura do contrato, que, segundo a organização, não foi formalizado conforme os trâmites regulamentares.

Leia a nota da Univaja:

“Estas empresas apresentaram suas iniciativas em momento de extrema fragilidade, no ano de 2022, quando os povos do Vale do Javari se encontravam sob intensa pressão e violência contra seus modos de vida. Além disso, os povos indígenas se viram diante de uma complexa situação sobre a qual não havia na época nenhuma diretriz ou lei, portanto, não havia parâmetros ou exemplos sobre os quais pudessem estudar para tomar tais decisões. Diante de tais fatos, vemos um quadro no qual fica claro que tais empresas agiram com má-fé, na manipulação de informações e seduzindo comunidades com promessas de altos ganhos financeiros atrelados à preservação ambiental, sem oferecer qualquer segurança jurídica ou respeito às normas que regem a vida coletiva dos povos originários”.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) afirmou, em nota enviada à Rede Onda Digital, nesta terça-feira (1º/10), que não reconhece a legitimidade do contrato firmado com três empresas para a comercialização de Soluções Baseadas na Natureza (SBN). A validade deste contrato é contestada na Justiça Federal pelo Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM).

A direção da entidade, formada pela união de oito associações comunitárias que representam as etnias do Vale do Javari, atribuiu ao grupo conhecido na Amazônia como “Cowboys do crédito de carbono” a cooptação de lideranças para a assinatura do contrato que concede o direito de uso exclusivo dos SBNs às empresas Comtaxae (brasileira), Biotapass (espanhola) e Biota (argentina). Os créditos de carbono gerados pela floresta em pé localizada na Terra Indígena Vale do Javari são classificados como SBNs.

“A UNIVAJA reitera que não assumiu qualquer compromisso ou contrato de venda de créditos de carbono e não reconhece a legalidade de qualquer documento ou menção ao seu nome nesse sentido. Portanto, qualquer negociação que mencione nossa instituição sem essa legitimidade é nula de pleno direito”, diz nota enviada ao ‘Segundo a segundo’.


Saiba mais:

MPF denuncia empresas e ONG que exploram riquezas dos indígenas do Vale do Javari

Carne de porco, do preconceito ao sucesso em bares e restaurantes de Manaus 


Ação Civil Pública quer anulação do contrato

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública para anular um contrato de comercialização de Soluções Baseadas na Natureza (SbN) na Terra Indígena Vale do Javari, no oeste do Amazonas. A área é a segunda maior terra indígena do Brasil, atrás apenas da TI Yanomami.

No contrato assinado em 2022, a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) — que agora nega ter firmado o acordo — se apresenta como proprietária do território e concede à empresa brasileira Comtaxae, à espanhola Biotapass e à argentina Biota o direito exclusivo de registrar, certificar e comercializar as SBNs dentro da terra indígena.

Segundo a Univaja, os chamados “cowboys do crédito de carbono” teriam se aproveitado da fragilidade emocional de algumas lideranças das oito associações que compõem a entidade para “empurrar” a assinatura do contrato, que, segundo a organização, não foi formalizado conforme os trâmites regulamentares.

Leia a nota da Univaja:

“Estas empresas apresentaram suas iniciativas em momento de extrema fragilidade, no ano de 2022, quando os povos do Vale do Javari se encontravam sob intensa pressão e violência contra seus modos de vida. Além disso, os povos indígenas se viram diante de uma complexa situação sobre a qual não havia na época nenhuma diretriz ou lei, portanto, não havia parâmetros ou exemplos sobre os quais pudessem estudar para tomar tais decisões. Diante de tais fatos, vemos um quadro no qual fica claro que tais empresas agiram com má-fé, na manipulação de informações e seduzindo comunidades com promessas de altos ganhos financeiros atrelados à preservação ambiental, sem oferecer qualquer segurança jurídica ou respeito às normas que regem a vida coletiva dos povos originários”.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Antigo hospital de Manaus será transformado em centro para autistas

O Governo do Amazonas deu mais um passo na ampliação da rede de atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), nesta quarta-feira...

Sou Manaus 2026 abre terceiro lote de reservas nesta quarta-feira (26); veja como garantir

O terceiro lote de reservas do ‘#SouManaus Passo a Paço 2026’ será liberado às 19h desta quarta-feira (26), o cadastro vai garantir a retirada das...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Comerciantes já podem se inscrever no Sou Manaus Passo a Paço 2026

A Prefeitura de Manaus iniciou, nesta terça-feira (25), o cadastramento de trabalhadores do comércio informal interessados em atuar durante o Sou Manaus Passo a...

Confira os bairros de Manaus que terão interrupção de energia nesta quarta (26/8)

Moradores de diferentes regiões de Manaus terão o fornecimento de energia elétrica temporariamente interrompido nesta quarta-feira (26/8). Os desligamentos programados ocorrerão para a execução...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Incêndio em lixão de Iranduba expõe riscos e pode gerar indenizações, explica advogada

O incêndio registrado no lixão de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, acende um alerta para os riscos enfrentados por municípios que ainda utilizam...

Quem passou mal com vazamento de estireno pode ser indenizado? advogada explica

Pessoas que passaram mal ou tiveram a rotina afetada pelo vazamento de estireno registrado no Distrito Industrial de Manaus podem ter direito a indenização....
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Antigo hospital de Manaus será transformado em centro para autistas

O Governo do Amazonas deu mais um passo na ampliação da rede de atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), nesta quarta-feira...

Sou Manaus 2026 abre terceiro lote de reservas nesta quarta-feira (26); veja como garantir

O terceiro lote de reservas do ‘#SouManaus Passo a Paço 2026’ será liberado às 19h desta quarta-feira (26), o cadastro vai garantir a retirada das...

Comerciantes já podem se inscrever no Sou Manaus Passo a Paço 2026

A Prefeitura de Manaus iniciou, nesta terça-feira (25), o cadastramento de trabalhadores do comércio informal interessados em atuar durante o Sou Manaus Passo a...

Confira os bairros de Manaus que terão interrupção de energia nesta quarta (26/8)

Moradores de diferentes regiões de Manaus terão o fornecimento de energia elétrica temporariamente interrompido nesta quarta-feira (26/8). Os desligamentos programados ocorrerão para a execução...

Incêndio em lixão de Iranduba expõe riscos e pode gerar indenizações, explica advogada

O incêndio registrado no lixão de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, acende um alerta para os riscos enfrentados por municípios que ainda utilizam...

Quem passou mal com vazamento de estireno pode ser indenizado? advogada explica

Pessoas que passaram mal ou tiveram a rotina afetada pelo vazamento de estireno registrado no Distrito Industrial de Manaus podem ter direito a indenização....
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]