Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Árvores da Amazônia são usadas na produção de instrumentos musicais

As árvores da Amazônia vão muito além de sua importância ambiental, elas também inspiram sons, ritmos e melodias. As madeiras da floresta são a base de uma tradição que transforma matéria-prima natural em instrumentos musicais. Violões, tambores, flautas e marimbas produzidos com madeiras amazônicas reúnem ciência, arte e ancestralidade.

A combinação de textura, densidade e ressonância torna essas espécies especialmente valorizadas por luthiers e músicos em todo o mundo. Quando manejadas de forma correta, garantem instrumentos com timbres únicos, duradouros e de alta qualidade sonora. Essa prática, porém, exige atenção: a extração deve ser feita em áreas sob manejo florestal sustentável, com rastreabilidade e autorização ambiental.

Entre as madeiras mais tradicionais utilizadas na produção de instrumentos estão o jacarandá-da-Amazônia (Dalbergia spruceana), o mogno (Swietenia macrophylla) e a andiroba (Carapa guianensis). Uma pesquisa conduzida pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em 1993, destacou o papel acústico de cada espécie.

O jacarandá, por exemplo, é muito usado em violões e guitarras por refletir o som sem o abafar. Já o mogno, com sua tonalidade avermelhada e leveza, é preferido para corpos e braços de guitarras, oferecendo timbres encorpados e quentes.

“As espécies Cedro, Mogno e Urucú da mata são adequadas para a confecção de braços, cabeças e joelho do violão, por causa da sua leveza, resistência e estabilidade dimensional”, destacam os autores do estudo Hany Jan Van Der Slooten e Mário Rabelo de Souza.


Leia mais:

Madeira em tora, lenha e açaí impulsionaram extrativismo recorde no Amazonas em 2024

Gigantes da Amazônia: especialistas explicam como as árvores fazem o papel de ‘guardiãs do clima’


Outras espécies, como o pau-amarelo (Euxylophora paraensis) e o angelim (Hymenolobium spp.), são empregadas em instrumentos de sopro e percussão, graças à leveza e estabilidade, ideais para flautas, reco-recos e marimbas. Muitas dessas peças são produzidas artesanalmente por comunidades indígenas e ribeirinhas, que dominam o manejo da madeira e respeitam os ciclos da floresta.

O trabalho dos luthiers amazônicos, que unem tradição e inovação, tem sido essencial para valorizar a cultura sonora regional. Oficinas em cidades como Manaus, Santarém e Belém transformam madeiras locais em instrumentos de alta precisão acústica. Pesquisas conduzidas pelo INPA e universidades federais também têm buscado novas alternativas sustentáveis para reduzir a exploração de espécies ameaçadas.

*Com informações do Inpa e do Sebrae 

- Publicidade -[adrotate group="7"]

As árvores da Amazônia vão muito além de sua importância ambiental, elas também inspiram sons, ritmos e melodias. As madeiras da floresta são a base de uma tradição que transforma matéria-prima natural em instrumentos musicais. Violões, tambores, flautas e marimbas produzidos com madeiras amazônicas reúnem ciência, arte e ancestralidade.

A combinação de textura, densidade e ressonância torna essas espécies especialmente valorizadas por luthiers e músicos em todo o mundo. Quando manejadas de forma correta, garantem instrumentos com timbres únicos, duradouros e de alta qualidade sonora. Essa prática, porém, exige atenção: a extração deve ser feita em áreas sob manejo florestal sustentável, com rastreabilidade e autorização ambiental.

Entre as madeiras mais tradicionais utilizadas na produção de instrumentos estão o jacarandá-da-Amazônia (Dalbergia spruceana), o mogno (Swietenia macrophylla) e a andiroba (Carapa guianensis). Uma pesquisa conduzida pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em 1993, destacou o papel acústico de cada espécie.

O jacarandá, por exemplo, é muito usado em violões e guitarras por refletir o som sem o abafar. Já o mogno, com sua tonalidade avermelhada e leveza, é preferido para corpos e braços de guitarras, oferecendo timbres encorpados e quentes.

“As espécies Cedro, Mogno e Urucú da mata são adequadas para a confecção de braços, cabeças e joelho do violão, por causa da sua leveza, resistência e estabilidade dimensional”, destacam os autores do estudo Hany Jan Van Der Slooten e Mário Rabelo de Souza.


Leia mais:

Madeira em tora, lenha e açaí impulsionaram extrativismo recorde no Amazonas em 2024

Gigantes da Amazônia: especialistas explicam como as árvores fazem o papel de ‘guardiãs do clima’


Outras espécies, como o pau-amarelo (Euxylophora paraensis) e o angelim (Hymenolobium spp.), são empregadas em instrumentos de sopro e percussão, graças à leveza e estabilidade, ideais para flautas, reco-recos e marimbas. Muitas dessas peças são produzidas artesanalmente por comunidades indígenas e ribeirinhas, que dominam o manejo da madeira e respeitam os ciclos da floresta.

O trabalho dos luthiers amazônicos, que unem tradição e inovação, tem sido essencial para valorizar a cultura sonora regional. Oficinas em cidades como Manaus, Santarém e Belém transformam madeiras locais em instrumentos de alta precisão acústica. Pesquisas conduzidas pelo INPA e universidades federais também têm buscado novas alternativas sustentáveis para reduzir a exploração de espécies ameaçadas.

*Com informações do Inpa e do Sebrae 

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Após paralisação no governo Bolsonaro, Fundo Amazônia quadruplica ritmo de investimentos

Após permanecer praticamente paralisado entre 2019 e 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Fundo Amazônia voltou a operar em 2023 e...

Da floresta à cozinha: buriti ganha usos diferentes na alimentação regional

O buriti ocupa espaço tradicional na alimentação amazônica e no extrativismo de comunidades ribeirinhas e indígenas da região Norte. Presente em áreas alagadas e...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Conheça frutas da Amazônia que fortalecem a imunidade e ajudam o coração

Muito antes de entrarem nos laboratórios, as frutas amazônicas já estavam nas cuias, feiras e quintais da região. Hoje, pesquisas confirmam aquilo que comunidades...

Especialistas alertam o Senado para os riscos do El Niño na Amazônia

Especialistas e representantes do governo federal alertaram, durante debate no Senado nesta quinta-feira (28), que o Brasil precisa se preparar para um possível El...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Amazonas vira destaque nacional por redução no desmatamento em 2025

O Amazonas registrou redução de 14,6% na área desmatada em 2025, conforme aponta o Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD 2025), divulgado no...

BR-319: licença é liberada e obras no “trecho do meio” podem avançar

O Governo do Amazonas, por meio do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), emitiu nesta quarta-feira (27/5) a Licença de Operação (LO) que...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Após paralisação no governo Bolsonaro, Fundo Amazônia quadruplica ritmo de investimentos

Após permanecer praticamente paralisado entre 2019 e 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Fundo Amazônia voltou a operar em 2023 e...

Da floresta à cozinha: buriti ganha usos diferentes na alimentação regional

O buriti ocupa espaço tradicional na alimentação amazônica e no extrativismo de comunidades ribeirinhas e indígenas da região Norte. Presente em áreas alagadas e...

Conheça frutas da Amazônia que fortalecem a imunidade e ajudam o coração

Muito antes de entrarem nos laboratórios, as frutas amazônicas já estavam nas cuias, feiras e quintais da região. Hoje, pesquisas confirmam aquilo que comunidades...

Especialistas alertam o Senado para os riscos do El Niño na Amazônia

Especialistas e representantes do governo federal alertaram, durante debate no Senado nesta quinta-feira (28), que o Brasil precisa se preparar para um possível El...

Amazonas vira destaque nacional por redução no desmatamento em 2025

O Amazonas registrou redução de 14,6% na área desmatada em 2025, conforme aponta o Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD 2025), divulgado no...

BR-319: licença é liberada e obras no “trecho do meio” podem avançar

O Governo do Amazonas, por meio do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), emitiu nesta quarta-feira (27/5) a Licença de Operação (LO) que...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]