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7 em cada 10 alunos brasileiros faltam à escola, revela Pisa 2025

O Brasil registra um dos piores índices de frequência escolar entre os países avaliados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025, divulgado nesta terça-feira (8/9) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Apenas 30,7% dos estudantes brasileiros de 15 anos disseram não ter faltado a nenhuma aula ou dia de escola nas duas semanas anteriores à aplicação da prova, contra uma média de 66,1% entre os países da OCDE. Na prática, cerca de sete em cada dez alunos brasileiros faltaram à escola ao menos uma vez nesse período.

O resultado brasileiro contrasta com o de outros países da América Latina, como Peru e Chile, que também registram índices de frequência abaixo da média da OCDE, mas superiores ao brasileiro. Já países como Vietnã e Japão apresentam frequência acima de 90%.

O impacto da origem socioeconômica sobre o desempenho escolar também é maior no Brasil do que na média dos países da OCDE. O nível social, econômico e cultural das famílias explica 15,9% da variação nas notas de ciências dos estudantes brasileiros, acima da média da OCDE, de 11,6%. A diferença de desempenho entre alunos de famílias mais favorecidas e menos favorecidas é de 96 pontos no Brasil, equivalente a quase um ano e meio de aprendizado, ante 85 pontos na média da OCDE.

Meninas leem muito melhor, mas diferença cai em matemática e ciências

Os dados também mostram um padrão de gênero mais acentuado no Brasil do que em boa parte dos países avaliados. Em leitura, as meninas brasileiras obtiveram 419 pontos, contra 397 dos meninos, uma diferença de 21 pontos a favor delas, uma das maiores entre os países do levantamento.

Em ciências, o desempenho é praticamente igual entre os sexos, com meninos em leve vantagem, 409 a 408. Já em matemática, os meninos brasileiros tiraram 380 pontos, contra 373 das meninas.

Menos brasileiros acreditam que podem “ficar mais inteligentes” com esforço

O Pisa 2025 também avaliou, pela primeira vez de forma mais aprofundada, atitudes dos estudantes em relação à própria aprendizagem. No Brasil, 52,3% dos alunos concordam com a chamada “mentalidade de crescimento”, a crença de que a inteligência pode ser desenvolvida por meio do esforço, abaixo da média da OCDE, de 69,3%.

O país também tem taxa mais alta de respostas dadas de forma apressada e incorreta durante a prova, 12,3%, ante 8,9% na média da OCDE, o que pode indicar menor persistência dos estudantes diante de questões mais difíceis.


Leia mais

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Apesar dos desafios, o Brasil foi um dos poucos países a registrar melhora em ciências desde a última edição do exame, em 2022, com alta de 6 pontos. O resultado contrasta com o de países mais ricos, como Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido, que tiveram estagnação ou queda no mesmo período, dentro de uma tendência mais ampla identificada pela OCDE de retração no desempenho educacional em nações desenvolvidas ao longo da série histórica do Pisa.

Ainda assim, o Brasil segue distante da média da OCDE: 409 pontos em ciências, ante 482 pontos da média, com apenas 1,8% dos estudantes brasileiros entre os de melhor desempenho, contra 11,9% na OCDE, e 43,8% no grupo de baixo desempenho nas três áreas avaliadas pelo exame.

Confira o levantamento na íntegra.

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O Brasil registra um dos piores índices de frequência escolar entre os países avaliados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025, divulgado nesta terça-feira (8/9) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Apenas 30,7% dos estudantes brasileiros de 15 anos disseram não ter faltado a nenhuma aula ou dia de escola nas duas semanas anteriores à aplicação da prova, contra uma média de 66,1% entre os países da OCDE. Na prática, cerca de sete em cada dez alunos brasileiros faltaram à escola ao menos uma vez nesse período.

O resultado brasileiro contrasta com o de outros países da América Latina, como Peru e Chile, que também registram índices de frequência abaixo da média da OCDE, mas superiores ao brasileiro. Já países como Vietnã e Japão apresentam frequência acima de 90%.

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Em ciências, o desempenho é praticamente igual entre os sexos, com meninos em leve vantagem, 409 a 408. Já em matemática, os meninos brasileiros tiraram 380 pontos, contra 373 das meninas.

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