Deixar de pagar a conta de luz, atrasar o telefone ou ficar com o nome sujo para continuar apostando é a situação de parte dos brasileiros que jogam em plataformas on-line. Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil aponta que 24% dos apostadores ficaram inadimplentes por causa das apostas.
O levantamento mostra que 23% já gastaram com jogos valores que comprometeram a renda ou o bem-estar financeiro. Outros 43% afirmaram ter deixado de comprar algo do dia a dia para reservar dinheiro às apostas.
Negativação e aumento do gasto
Entre os entrevistados que tiveram o nome negativado por causa dos jogos, 13% regularizaram a situação, e 11% continuavam com o nome restrito.
O gasto também cresceu. Em 2025, os jogadores gastavam, em média, R$ 187 por mês. Neste ano, o valor chegou a R$ 213, alta de cerca de 14%. Além disso, 62% dos apostadores acessam as plataformas pelo menos uma vez por semana.
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Quando o dinheiro destinado aos jogos faz falta no orçamento, as consequências podem ir além das contas atrasadas. Juros, multas e restrições no crédito podem dificultar a contratação de empréstimos, o uso de cartões e as compras parceladas.
Medida provisória proíbe apostas on-line
No fim de setembro, o governo federal publicou uma medida provisória que proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas on-line no Brasil. A medida foi questionada no Supremo Tribunal Federal (STF), onde ações judiciais discutem sua validade.
