O Brasil aparece entre os destinos mais bem avaliados por estrangeiros em 2026. O país ocupa a 5ª posição no ranking Expat Insider, elaborado pela InterNations, que avaliou 31 países a partir da experiência de pessoas que vivem fora de seus países de origem.
O resultado coloca o Brasil à frente de destinos tradicionalmente procurados por expatriados e evidencia uma combinação de fatores que favorecem a adaptação, o custo de vida e a experiência cotidiana no país.
O Panamá lidera o ranking pelo terceiro ano consecutivo, seguido por México, Tailândia e Emirados Árabes Unidos. O Brasil completa o grupo dos cinco primeiros colocados. Na outra ponta, a Noruega ficou na última posição.
Facilidade para se adaptar é um dos destaques
Um dos principais pontos positivos do Brasil no levantamento é a facilidade de adaptação. O país ficou em 4º lugar no índice de facilidade para se estabelecer, o que indica uma percepção favorável dos expatriados em relação à integração e à construção de uma vida no país.
Outro destaque está nas finanças pessoais. O Brasil aparece na 6ª colocação nesse indicador, com uma avaliação relativamente positiva sobre a capacidade de estrangeiros administrarem seus recursos e manterem uma condição financeira adequada no país.
Esses fatores ajudam a explicar a presença brasileira entre os destinos mais bem classificados da pesquisa.
Segurança e transporte ainda pesam contra
Apesar da boa colocação geral, o levantamento também revela problemas enfrentados por quem vive no Brasil.
Segurança e transporte aparecem entre os principais pontos negativos apontados pelos expatriados. As avaliações mostram que, embora o país seja considerado acolhedor e relativamente acessível para estabelecer uma vida, questões relacionadas à mobilidade urbana e à segurança continuam afetando a experiência cotidiana.
O contraste demonstra que a boa posição do Brasil não significa uma avaliação positiva em todas as áreas.
Mercado de trabalho é o principal ponto fraco
A situação é menos favorável quando o assunto é carreira profissional. O Brasil ficou apenas na 24ª posição no índice de trabalho no exterior.
Entre os fatores que contribuíram para a avaliação negativa estão preocupações com segurança no emprego, situação econômica e equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
Assim, o país apresenta uma característica ambígua para estrangeiros: é considerado um destino atraente para viver e se adaptar, mas oferece uma experiência menos competitiva para quem prioriza oportunidades de carreira e estabilidade profissional.
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O ranking também chama atenção pela presença de países europeus nas posições inferiores. Oito dos dez últimos colocados são europeus.
A Alemanha aparece na 30ª posição, enquanto a Noruega ocupa a 31ª e última colocação. O Canadá ficou em 27º.
O resultado mostra que a percepção dos expatriados não está necessariamente relacionada ao nível de desenvolvimento econômico de cada país. Aspectos como custo de vida, facilidade de integração, relações sociais e qualidade da experiência cotidiana também pesam na avaliação.
Quase 8 mil expatriados participaram
A pesquisa reuniu quase 8 mil expatriados de 162 nacionalidades, que avaliaram diferentes aspectos da vida nos países analisados.
Entre os critérios considerados estão qualidade de vida, finanças pessoais, trabalho, facilidade de adaptação e serviços essenciais.
No caso brasileiro, o resultado aponta para um país que combina boa capacidade de acolhimento e adaptação com desafios estruturais, especialmente nas áreas de segurança, mobilidade e mercado de trabalho.
