Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Canetas emagrecedoras podem causar pancreatite em crianças e adolescentes, alerta SBP

O uso de medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras” por crianças e adolescentes sem indicação e acompanhamento médico pode provocar complicações graves, incluindo pancreatite aguda, alerta a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). A entidade publicou uma nota técnica para chamar atenção à banalização do uso dos chamados agonistas do receptor GLP-1, especialmente para fins estéticos.

A pancreatite aguda está entre os eventos adversos potencialmente graves associados a esses medicamentos e exige avaliação médica. A SBP também cita hipoglicemia e problemas na vesícula, como a colelitíase, entre as possíveis complicações.

O alerta ocorre diante da popularização desses medicamentos nas redes sociais, onde são frequentemente apresentados como uma solução rápida para a perda de peso. Para os pediatras, porém, o uso em crianças e adolescentes precisa seguir critérios médicos específicos e não deve ser associado apenas à busca por um determinado padrão de aparência.

Uso estético preocupa pediatras

Segundo a SBP, adolescentes com peso adequado não devem utilizar esses medicamentos simplesmente para modificar a aparência corporal ou alcançar padrões estéticos.

A entidade destaca que os medicamentos podem ter indicação para condições específicas, como obesidade e diabetes tipo 2, mas mesmo nesses casos a prescrição não é automática. A decisão deve considerar a gravidade da doença, possíveis comorbidades, tratamentos anteriores, riscos, possibilidade de acompanhamento e as expectativas da família e do paciente.

O uso com finalidade estética também pode aumentar a pressão sobre a imagem corporal e, segundo a entidade, funcionar como gatilho para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e depressão.

Pancreatite está entre os riscos mais graves

A SBP afirma que os efeitos colaterais mais comuns dos medicamentos da classe são gastrointestinais, principalmente durante o aumento gradual das doses. Entre eles estão náuseas, vômitos, refluxo, azia, diarreia e constipação.

A preocupação aumenta diante de eventos considerados potencialmente graves. A pancreatite aguda é um deles, além de hipoglicemia e colelitíase, caracterizada pela formação de cálculos na vesícula biliar.

Outro ponto destacado pelos pediatras é a possibilidade de perda de massa magra, o que reforça a necessidade de acompanhamento profissional durante o tratamento. O uso inadequado também pode provocar desidratação e alterações nos níveis de eletrólitos, além de possíveis impactos sobre crescimento e desenvolvimento.


Leia mais

Estudo liga canetas emagrecedoras a risco de herpes

Anvisa aprova cinco novas canetas emagrecedoras de semaglutida


SBP pede mudança na forma de falar sobre os medicamentos

A entidade recomenda que o termo popular “canetas emagrecedoras” seja substituído por “medicamentos para tratar a obesidade”.

Segundo a SBP, a mudança ajuda a reforçar que a obesidade é uma doença crônica e que o tratamento tem como objetivo melhorar a saúde e a qualidade de vida, e não simplesmente provocar perda de peso. Para os pediatras, expressões relacionadas exclusivamente ao emagrecimento podem banalizar o tratamento e reforçar o estigma enfrentado por pessoas com obesidade que necessitam de medicamentos.

A SBP ressalta que as evidências científicas disponíveis apontam eficácia e segurança dos medicamentos em adolescentes quando utilizados dentro dos critérios estudados e associados a mudanças no estilo de vida. O principal problema, segundo a entidade, está na banalização do uso, especialmente nas redes sociais.

Produtos clandestinos também são alvo de alerta

A Sociedade Brasileira de Pediatria contraindica ainda o uso de produtos sem procedência ou registro sanitário, incluindo preparações clandestinas, manipuladas ou importadas sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A entidade também aponta contraindicações para pessoas com hipersensibilidade ao princípio ativo ou a componentes da formulação, gestantes e lactantes e pacientes com histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2. Já casos de pancreatite anterior exigem avaliação médica individualizada, sendo considerados uma contraindicação relativa.

O alerta da SBP reforça que, para crianças e adolescentes, o uso desses medicamentos não deve ser tratado como uma alternativa estética ou uma solução rápida para emagrecer. A indicação precisa partir de avaliação médica e considerar os riscos, benefícios e condições individuais de cada paciente.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O uso de medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras” por crianças e adolescentes sem indicação e acompanhamento médico pode provocar complicações graves, incluindo pancreatite aguda, alerta a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). A entidade publicou uma nota técnica para chamar atenção à banalização do uso dos chamados agonistas do receptor GLP-1, especialmente para fins estéticos.

A pancreatite aguda está entre os eventos adversos potencialmente graves associados a esses medicamentos e exige avaliação médica. A SBP também cita hipoglicemia e problemas na vesícula, como a colelitíase, entre as possíveis complicações.

O alerta ocorre diante da popularização desses medicamentos nas redes sociais, onde são frequentemente apresentados como uma solução rápida para a perda de peso. Para os pediatras, porém, o uso em crianças e adolescentes precisa seguir critérios médicos específicos e não deve ser associado apenas à busca por um determinado padrão de aparência.

Uso estético preocupa pediatras

Segundo a SBP, adolescentes com peso adequado não devem utilizar esses medicamentos simplesmente para modificar a aparência corporal ou alcançar padrões estéticos.

A entidade destaca que os medicamentos podem ter indicação para condições específicas, como obesidade e diabetes tipo 2, mas mesmo nesses casos a prescrição não é automática. A decisão deve considerar a gravidade da doença, possíveis comorbidades, tratamentos anteriores, riscos, possibilidade de acompanhamento e as expectativas da família e do paciente.

O uso com finalidade estética também pode aumentar a pressão sobre a imagem corporal e, segundo a entidade, funcionar como gatilho para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e depressão.

Pancreatite está entre os riscos mais graves

A SBP afirma que os efeitos colaterais mais comuns dos medicamentos da classe são gastrointestinais, principalmente durante o aumento gradual das doses. Entre eles estão náuseas, vômitos, refluxo, azia, diarreia e constipação.

A preocupação aumenta diante de eventos considerados potencialmente graves. A pancreatite aguda é um deles, além de hipoglicemia e colelitíase, caracterizada pela formação de cálculos na vesícula biliar.

Outro ponto destacado pelos pediatras é a possibilidade de perda de massa magra, o que reforça a necessidade de acompanhamento profissional durante o tratamento. O uso inadequado também pode provocar desidratação e alterações nos níveis de eletrólitos, além de possíveis impactos sobre crescimento e desenvolvimento.


Leia mais

Estudo liga canetas emagrecedoras a risco de herpes

Anvisa aprova cinco novas canetas emagrecedoras de semaglutida


SBP pede mudança na forma de falar sobre os medicamentos

A entidade recomenda que o termo popular “canetas emagrecedoras” seja substituído por “medicamentos para tratar a obesidade”.

Segundo a SBP, a mudança ajuda a reforçar que a obesidade é uma doença crônica e que o tratamento tem como objetivo melhorar a saúde e a qualidade de vida, e não simplesmente provocar perda de peso. Para os pediatras, expressões relacionadas exclusivamente ao emagrecimento podem banalizar o tratamento e reforçar o estigma enfrentado por pessoas com obesidade que necessitam de medicamentos.

A SBP ressalta que as evidências científicas disponíveis apontam eficácia e segurança dos medicamentos em adolescentes quando utilizados dentro dos critérios estudados e associados a mudanças no estilo de vida. O principal problema, segundo a entidade, está na banalização do uso, especialmente nas redes sociais.

Produtos clandestinos também são alvo de alerta

A Sociedade Brasileira de Pediatria contraindica ainda o uso de produtos sem procedência ou registro sanitário, incluindo preparações clandestinas, manipuladas ou importadas sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A entidade também aponta contraindicações para pessoas com hipersensibilidade ao princípio ativo ou a componentes da formulação, gestantes e lactantes e pacientes com histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2. Já casos de pancreatite anterior exigem avaliação médica individualizada, sendo considerados uma contraindicação relativa.

O alerta da SBP reforça que, para crianças e adolescentes, o uso desses medicamentos não deve ser tratado como uma alternativa estética ou uma solução rápida para emagrecer. A indicação precisa partir de avaliação médica e considerar os riscos, benefícios e condições individuais de cada paciente.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Anvisa suspende testes rápidos de rotavírus 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda e o uso de diferentes dispositivos médicos por irregularidades identificadas em inspeções e análises...

MEI poderá deixar de emitir nota fiscal para pessoa física a partir de 2027

Os Microempreendedores Individuais (MEIs) poderão deixar de emitir nota fiscal eletrônica nas operações destinadas a pessoas físicas a partir de 2027. A medida foi...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Mais Médicos Especialistas abre seleção com vagas imediatas

Médicos e médicas especialistas podem se inscrever até 29 de outubro na nova seleção do Projeto Mais Médicos Especialistas. A chamada oferece 224 vagas...

PGR pede ao STF que negue acesso a visitas de esposa de Moraes e Vorcaro ao Senado

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta quinta-feira (22) que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeite a solicitação de um vereador de Curitiba para...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Programa Futuras Cientistas abre 470 vagas gratuitas para mulheres

O programa Futuras Cientistas está com inscrições abertas até 26 de outubro para a Imersão Científica 2027. São oferecidas 470 vagas gratuitas para atividades...

Brasil registra menor volume de gases do efeito estufa desde 2012

O Brasil registrou, em 2025, o menor volume líquido de emissões de gases de efeito estufa desde 2012: 1,41 bilhão de toneladas de CO₂...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Anvisa suspende testes rápidos de rotavírus 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda e o uso de diferentes dispositivos médicos por irregularidades identificadas em inspeções e análises...

MEI poderá deixar de emitir nota fiscal para pessoa física a partir de 2027

Os Microempreendedores Individuais (MEIs) poderão deixar de emitir nota fiscal eletrônica nas operações destinadas a pessoas físicas a partir de 2027. A medida foi...

Mais Médicos Especialistas abre seleção com vagas imediatas

Médicos e médicas especialistas podem se inscrever até 29 de outubro na nova seleção do Projeto Mais Médicos Especialistas. A chamada oferece 224 vagas...

PGR pede ao STF que negue acesso a visitas de esposa de Moraes e Vorcaro ao Senado

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta quinta-feira (22) que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeite a solicitação de um vereador de Curitiba para...

Programa Futuras Cientistas abre 470 vagas gratuitas para mulheres

O programa Futuras Cientistas está com inscrições abertas até 26 de outubro para a Imersão Científica 2027. São oferecidas 470 vagas gratuitas para atividades...

Brasil registra menor volume de gases do efeito estufa desde 2012

O Brasil registrou, em 2025, o menor volume líquido de emissões de gases de efeito estufa desde 2012: 1,41 bilhão de toneladas de CO₂...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]