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Casas Bahia pede recuperação judicial e tenta renegociar R$ 17,3 bi em dívidas

O grupo Casas Bahia protocolou, na noite deste domingo (16), um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. A empresa busca renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.

O pedido foi apresentado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em processos de falências e recuperações judiciais. Segundo a companhia, a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador.

A crise financeira ocorre em meio a resultados negativos. No segundo trimestre, o grupo registrou prejuízo de R$ 1 bilhão, valor 18 vezes superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Em comunicado, a empresa afirmou que o pedido decorre de um cenário de liquidez restrita e integra o processo de reestruturação financeira. A companhia também citou as taxas de juros elevadas, a restrição de crédito, o aumento dos custos financeiros e a pressão sobre o consumo e o capital de giro como fatores que agravaram a situação.


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O pedido de recuperação judicial inclui, além da Casas Bahia, outras empresas do grupo, entre elas ASAP Log, CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística, Cnova Comércio Eletrônico, Integra Soluções para Varejo Digital, Casas Bahia Tecnologia e Indústria de Móveis Bartira.

Esta não é a primeira vez que a companhia recorre a mecanismos para reorganizar suas dívidas. Em 2024, a Casas Bahia realizou uma recuperação extrajudicial e renegociou aproximadamente R$ 4,1 bilhões em débitos com instituições financeiras.

Mudanças na administração

O pedido de recuperação judicial também foi acompanhado por mudanças na alta administração da empresa. Fábio Spina deixou o cargo de vice-presidente Jurídico e Tributário, função que ocupava havia dois anos. Para substituí-lo, foi nomeada Sírley Lima, executiva com mais de 20 anos de experiência e passagens por empresas como Heineken, Pernod Ricard, Souza Cruz e EY.

Também deixaram o conselho da companhia Jackson Schneider e Rogério Calderón. Cláudia Quintella Woods assumirá uma vaga no Comitê de Auditoria Estatutário, enquanto André Luiz Helmeister passará a integrar o Comitê de Finanças.

A recuperação judicial será utilizada pelo grupo para reorganizar as obrigações financeiras e buscar condições para manter as atividades da companhia durante o processo de reestruturação.

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O grupo Casas Bahia protocolou, na noite deste domingo (16), um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. A empresa busca renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.

O pedido foi apresentado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em processos de falências e recuperações judiciais. Segundo a companhia, a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador.

A crise financeira ocorre em meio a resultados negativos. No segundo trimestre, o grupo registrou prejuízo de R$ 1 bilhão, valor 18 vezes superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Em comunicado, a empresa afirmou que o pedido decorre de um cenário de liquidez restrita e integra o processo de reestruturação financeira. A companhia também citou as taxas de juros elevadas, a restrição de crédito, o aumento dos custos financeiros e a pressão sobre o consumo e o capital de giro como fatores que agravaram a situação.


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