Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Defeito no celular não dá direito automático à troca ou dinheiro de volta, diz STJ 

Quem compra um celular e encontra um defeito no aparelho não tem, necessariamente, direito imediato à troca ou à devolução do dinheiro. A decisão é da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que entendeu que o celular não pode ser considerado automaticamente um produto essencial.

Na prática, isso significa que o fornecedor pode ter até 30 dias para tentar resolver o problema, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC). Somente depois desse prazo, caso o defeito não seja solucionado, o consumidor poderá exigir a substituição do produto, a restituição do valor pago ou o abatimento proporcional do preço.

O caso chegou ao STJ após uma ação civil pública apresentada pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro contra as operadoras Claro, Oi, Tim e Vivo.

A Defensoria defendia que o celular deveria ser considerado um produto essencial nos dias atuais, já que o aparelho é utilizado para comunicação, trabalho e outras atividades do cotidiano. Por isso, o consumidor deveria ter acesso imediato às alternativas previstas no CDC quando encontrasse um defeito.

STJ diz que cada caso deve ser analisado

O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, relator do caso, afirmou que a ampla utilização dos celulares não é suficiente para classificá-los automaticamente como produtos essenciais.

Segundo ele, a situação precisa ser analisada de acordo com as circunstâncias de cada caso. O ministro destacou que o CDC estabelece o prazo de até 30 dias justamente para que o fornecedor tenha a oportunidade de solucionar o defeito.

Para Cueva, retirar esse prazo de forma indiscriminada poderia aumentar os custos dos produtos e acabar pesando no bolso dos próprios consumidores.


Saiba mais: 

Flávio Bolsonaro muda planos e antecipa visita ao Amazonas para o dia 11

Brigadas comunitárias podem ser ampliadas para combater incêndios no AM, defende deputado


Ministra defendeu troca imediata

A ministra Nancy Andrighi apresentou entendimento diferente. Para ela, o celular já se tornou um item básico da sociedade moderna e é fundamental para a comunicação pessoal e profissional.

Na avaliação da ministra, quando um aparelho apresentar defeito, o consumidor deveria poder escolher imediatamente entre a troca do produto, a devolução do dinheiro ou o abatimento proporcional do preço.

O entendimento do ministro Cueva prevaleceu no julgamento e foi acompanhado pelos ministros Humberto Martins e Moura Ribeiro. A posição de Nancy Andrighi foi seguida pela ministra Daniela Teixeira.

Com a decisão, um celular com defeito não garante automaticamente a troca imediata ou o dinheiro de volta. A aplicação da exceção ao prazo de 30 dias dependerá das circunstâncias específicas de cada caso.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

Quem compra um celular e encontra um defeito no aparelho não tem, necessariamente, direito imediato à troca ou à devolução do dinheiro. A decisão é da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que entendeu que o celular não pode ser considerado automaticamente um produto essencial.

Na prática, isso significa que o fornecedor pode ter até 30 dias para tentar resolver o problema, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC). Somente depois desse prazo, caso o defeito não seja solucionado, o consumidor poderá exigir a substituição do produto, a restituição do valor pago ou o abatimento proporcional do preço.

O caso chegou ao STJ após uma ação civil pública apresentada pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro contra as operadoras Claro, Oi, Tim e Vivo.

A Defensoria defendia que o celular deveria ser considerado um produto essencial nos dias atuais, já que o aparelho é utilizado para comunicação, trabalho e outras atividades do cotidiano. Por isso, o consumidor deveria ter acesso imediato às alternativas previstas no CDC quando encontrasse um defeito.

STJ diz que cada caso deve ser analisado

O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, relator do caso, afirmou que a ampla utilização dos celulares não é suficiente para classificá-los automaticamente como produtos essenciais.

Segundo ele, a situação precisa ser analisada de acordo com as circunstâncias de cada caso. O ministro destacou que o CDC estabelece o prazo de até 30 dias justamente para que o fornecedor tenha a oportunidade de solucionar o defeito.

Para Cueva, retirar esse prazo de forma indiscriminada poderia aumentar os custos dos produtos e acabar pesando no bolso dos próprios consumidores.


Saiba mais: 

Flávio Bolsonaro muda planos e antecipa visita ao Amazonas para o dia 11

Brigadas comunitárias podem ser ampliadas para combater incêndios no AM, defende deputado


Ministra defendeu troca imediata

A ministra Nancy Andrighi apresentou entendimento diferente. Para ela, o celular já se tornou um item básico da sociedade moderna e é fundamental para a comunicação pessoal e profissional.

Na avaliação da ministra, quando um aparelho apresentar defeito, o consumidor deveria poder escolher imediatamente entre a troca do produto, a devolução do dinheiro ou o abatimento proporcional do preço.

O entendimento do ministro Cueva prevaleceu no julgamento e foi acompanhado pelos ministros Humberto Martins e Moura Ribeiro. A posição de Nancy Andrighi foi seguida pela ministra Daniela Teixeira.

Com a decisão, um celular com defeito não garante automaticamente a troca imediata ou o dinheiro de volta. A aplicação da exceção ao prazo de 30 dias dependerá das circunstâncias específicas de cada caso.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Leilão da Receita reúne eletrônicos e carros com lances a partir de R$ 554; saiba como participar

A Receita Federal de São Paulo promove, no dia 15 de setembro, um novo leilão eletrônico com produtos apreendidos ou abandonados. Entre os itens...

Calor e banhos prolongados aumentam risco de otite externa; especialista orienta sobre prevenção

Praias, rios, igarapés, piscinas e balneários são destinos frequentes nos períodos de calor, mas a exposição prolongada à água pode favorecer a otite externa,...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Apenas 30% dos brasileiros consideram o país seguro para jovens, aponta estudo

Apenas 30% dos brasileiros consideram o país seguro para crianças e adolescentes, segundo o Education Monitor 2026, pesquisa realizada pela Ipsos com 23.537 adultos...

Mendonça deixa sociedade de instituto e diz que nunca lucrou com entidade

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça anunciou nesta quinta-feira (3/9) que deixará a sociedade do Instituto Iter, entidade criada em 2024...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Telegram remove 18 grupos que vendiam comprovantes e passaportes de vacinação falsos

O Telegram removeu 18 grupos e canais que comercializavam comprovantes e passaportes de vacinação falsificados após ser notificado pela Advocacia-Geral da União (AGU). Os...

Estudantes internados podem fazer Enem sem sair de hospitais; entenda

Estudantes internados que recebem atendimento educacional em classe hospitalar podem realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) dentro da unidade de saúde. A...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Leilão da Receita reúne eletrônicos e carros com lances a partir de R$ 554; saiba como participar

A Receita Federal de São Paulo promove, no dia 15 de setembro, um novo leilão eletrônico com produtos apreendidos ou abandonados. Entre os itens...

Calor e banhos prolongados aumentam risco de otite externa; especialista orienta sobre prevenção

Praias, rios, igarapés, piscinas e balneários são destinos frequentes nos períodos de calor, mas a exposição prolongada à água pode favorecer a otite externa,...

Apenas 30% dos brasileiros consideram o país seguro para jovens, aponta estudo

Apenas 30% dos brasileiros consideram o país seguro para crianças e adolescentes, segundo o Education Monitor 2026, pesquisa realizada pela Ipsos com 23.537 adultos...

Mendonça deixa sociedade de instituto e diz que nunca lucrou com entidade

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça anunciou nesta quinta-feira (3/9) que deixará a sociedade do Instituto Iter, entidade criada em 2024...

Telegram remove 18 grupos que vendiam comprovantes e passaportes de vacinação falsos

O Telegram removeu 18 grupos e canais que comercializavam comprovantes e passaportes de vacinação falsificados após ser notificado pela Advocacia-Geral da União (AGU). Os...

Estudantes internados podem fazer Enem sem sair de hospitais; entenda

Estudantes internados que recebem atendimento educacional em classe hospitalar podem realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) dentro da unidade de saúde. A...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]