O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, nesta terça-feira (29/9), o encerramento da greve nacional dos empregados da Caixa Econômica Federal. A paralisação começou no dia 10 de setembro, e os trabalhadores deverão retornar às atividades até esta quarta-feira (30).
A decisão foi tomada por unanimidade pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC), que acompanhou o voto do relator, ministro Mauricio Godinho Delgado. Embora tenha determinado o fim do movimento, o colegiado considerou que a greve não foi abusiva.
O julgamento também estabeleceu reajuste de 4,6% para os salários e benefícios da categoria. O percentual corresponde à reposição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescida de ganho real de 0,6%, com vigência a partir de 1º de setembro de 2026.
Leia mais:
TST manda Caixa manter 60% dos funcionários trabalhando durante greve
Greve dos Correios chega ao fim; trabalhadores terão reajuste de 4,09%
Saúde Caixa
Um dos principais pontos do impasse entre a estatal e os trabalhadores envolvia o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. O TST fixou reajuste de 4,6% e manteve a contribuição dos trabalhadores em 3,5% da remuneração, limitada ao teto de 7% previsto no acordo coletivo anterior.
As regras anteriores relacionadas aos dependentes e à coparticipação também foram preservadas. O tribunal rejeitou o pedido de realização de perícia apresentado pelas entidades sindicais e estabeleceu normas para os próximos dois anos.
Durante a paralisação, o TST havia determinado a manutenção de pelo menos 60% dos empregados em atividade, presencialmente ou de forma remota, por considerar essenciais os serviços bancários prestados pela Caixa. A greve afetou o atendimento em agências e operações como a liberação de recursos e a formalização de financiamentos imobiliários.
