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Infectologista explica como ocorre a transmissão do ebola

O ebola voltou a chamar atenção após casos suspeitos investigados no Brasil, mas especialistas reforçam que não há motivo para pânico. A doença é grave e tem alta taxa de mortalidade, porém sua transmissão é diferente da de doenças respiratórias, o que reduz o risco de disseminação em países onde o vírus não circula.

A infectologista Rita Medeiros, do Hospital Universitário João de Barros Barreto, integrante do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (CHU-UFPA) e vinculado à Rede HU Brasil, explica que o contágio ocorre por contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas infectadas ou de animais contaminados.

“Esse vírus pode ser transmitido aos seres humanos pelo contato com animais infectados e também por contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas doentes. Diferentemente de doenças transmitidas pelo ar, o contágio exige contato próximo com materiais contaminados, excretas de animais infectados, como o morcego, ou com pacientes que apresentam sintomas da doença”, explica.

Os sintomas podem surgir entre dois e 21 dias após a infecção e incluem febre alta, dores no corpo, fadiga, dor de cabeça e garganta. Em casos mais graves, podem ocorrer vômitos, diarreia, sangramentos e falência de órgãos.


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Surto de ebola no Congo chega a 452 casos e já soma 82 mortes


Segundo a médica, o diagnóstico pode ser confundido com outras doenças comuns em regiões tropicais. “Malária, dengue, febre tifoide, meningite e outras infecções podem apresentar manifestações semelhantes nas fases iniciais. Por isso, a confirmação depende de exames laboratoriais específicos e de uma investigação epidemiológica cuidadosa”, afirma.

Ela destaca que o Brasil possui estrutura para identificar e monitorar casos suspeitos. “O Brasil possui uma rede estruturada de vigilância epidemiológica e protocolos bem definidos para identificação e manejo de casos suspeitos. Quando há uma suspeita, o paciente é isolado imediatamente, e as autoridades sanitárias iniciam a investigação e o monitoramento dos contatos”, ressalta.

Para a população, a orientação é buscar informações confiáveis e procurar atendimento médico em caso de sintomas após viagens para áreas com transmissão da doença. “A principal recomendação para a população brasileira é buscar informações em fontes oficiais e procurar assistência médica diante de sintomas associados a viagens recentes para áreas com transmissão da doença, especialmente na República Democrática do Congo e em Uganda. O conhecimento e a vigilância são as melhores ferramentas de prevenção”, orienta Rita Medeiros.

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O ebola voltou a chamar atenção após casos suspeitos investigados no Brasil, mas especialistas reforçam que não há motivo para pânico. A doença é grave e tem alta taxa de mortalidade, porém sua transmissão é diferente da de doenças respiratórias, o que reduz o risco de disseminação em países onde o vírus não circula.

A infectologista Rita Medeiros, do Hospital Universitário João de Barros Barreto, integrante do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (CHU-UFPA) e vinculado à Rede HU Brasil, explica que o contágio ocorre por contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas infectadas ou de animais contaminados.

“Esse vírus pode ser transmitido aos seres humanos pelo contato com animais infectados e também por contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas doentes. Diferentemente de doenças transmitidas pelo ar, o contágio exige contato próximo com materiais contaminados, excretas de animais infectados, como o morcego, ou com pacientes que apresentam sintomas da doença”, explica.

Os sintomas podem surgir entre dois e 21 dias após a infecção e incluem febre alta, dores no corpo, fadiga, dor de cabeça e garganta. Em casos mais graves, podem ocorrer vômitos, diarreia, sangramentos e falência de órgãos.


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Ela destaca que o Brasil possui estrutura para identificar e monitorar casos suspeitos. “O Brasil possui uma rede estruturada de vigilância epidemiológica e protocolos bem definidos para identificação e manejo de casos suspeitos. Quando há uma suspeita, o paciente é isolado imediatamente, e as autoridades sanitárias iniciam a investigação e o monitoramento dos contatos”, ressalta.

Para a população, a orientação é buscar informações confiáveis e procurar atendimento médico em caso de sintomas após viagens para áreas com transmissão da doença. “A principal recomendação para a população brasileira é buscar informações em fontes oficiais e procurar assistência médica diante de sintomas associados a viagens recentes para áreas com transmissão da doença, especialmente na República Democrática do Congo e em Uganda. O conhecimento e a vigilância são as melhores ferramentas de prevenção”, orienta Rita Medeiros.

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