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Itamaraty pede que brasileiros evitem viagens ao Oriente Médio

O Ministério das Relações Exteriores emitiu, nesta terça-feira (21), um alerta consular pedindo que brasileiros evitem viagens não essenciais ao Oriente Médio devido à escalada das tensões na região. A recomendação abrange 11 países e ocorre em meio à intensificação dos confrontos entre Estados Unidos e Irã.

O Itamaraty recomenda que brasileiros não viajem para Irã, Israel, sul do Líbano, Palestina (Faixa de Gaza) e Iêmen. Para Palestina (Cisjordânia), Síria, Iraque, Líbano, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita, o órgão pede que viagens não essenciais sejam evitadas. Ainda não há restrições a conexões aéreas nesses países.

Recomendações de segurança

O Itamaraty orienta os brasileiros que estão nesses países a acompanhar as notícias nos sites e nas redes sociais das embaixadas brasileiras na região e a seguir rigorosamente as recomendações de segurança das autoridades locais.

Entre as orientações, o governo brasileiro pede que as pessoas evitem multidões e protestos e que não filmem ou fotografem instalações, veículos ou pessoal militar, “tampouco ataques ou quaisquer outros eventos relacionados ao conflito, uma vez que tal conduta pode, à luz da legislação local, resultar em detenção”.

O ministério também solicita que os brasileiros não divulguem, em redes sociais, imagens, vídeos ou textos relacionados ao conflito que possam ser considerados pelas autoridades locais como ofensivos à segurança nacional. Outra orientação é não deixar os locais de residência sem se certificar de que as condições de segurança permitem o deslocamento.

Em caso de voos cancelados, os brasileiros devem procurar a companhia aérea para remarcação dos bilhetes. O Itamaraty também recomenda verificar se os documentos de viagem estão em dia e com ao menos seis meses de validade.

Escalada do conflito entre EUA e Irã

O alerta do Itamaraty ocorre em meio a novas evoluções do conflito no Oriente Médio. Na terça-feira (21), o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou que realizou um ataque a uma central de dados da empresa Amazon, dos Estados Unidos, sediada no Bahrein. O Exército do Bahrein confirmou os ataques contra civis e afirmou ter destruído diversos ataques aéreos iranianos.

Os militares iranianos anunciaram também novos ataques contra radares de alerta e de defesa antimíssil dos EUA no Kuwait, na Base Aérea de Jaber, e contra bases norte-americanas na Jordânia. Os confrontos foram retomados na semana retrasada, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o fim do Memorando de Islamabad, que estendia o cessar-fogo de abril e abria um prazo de 60 dias para negociação de um acordo de paz.

Em resposta, Trump anunciou nesta quarta-feira (22) que as forças americanas vão bombardear uma ponte ou uma usina de energia do Irã a cada ataque do regime islâmico a navios no Estreito de Ormuz.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que, a partir de agora, sempre que o Irã disparar contra um navio no Estreito de Ormuz, com míssil, foguete, drone ou qualquer outro dispositivo, os Estados Unidos bombardearão e destruirão uma ponte ou usina de energia, incluindo aquelas localizadas nas proximidades ou dentro de Teerã.

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O Ministério das Relações Exteriores emitiu, nesta terça-feira (21), um alerta consular pedindo que brasileiros evitem viagens não essenciais ao Oriente Médio devido à escalada das tensões na região. A recomendação abrange 11 países e ocorre em meio à intensificação dos confrontos entre Estados Unidos e Irã.

O Itamaraty recomenda que brasileiros não viajem para Irã, Israel, sul do Líbano, Palestina (Faixa de Gaza) e Iêmen. Para Palestina (Cisjordânia), Síria, Iraque, Líbano, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita, o órgão pede que viagens não essenciais sejam evitadas. Ainda não há restrições a conexões aéreas nesses países.

Recomendações de segurança

O Itamaraty orienta os brasileiros que estão nesses países a acompanhar as notícias nos sites e nas redes sociais das embaixadas brasileiras na região e a seguir rigorosamente as recomendações de segurança das autoridades locais.

Entre as orientações, o governo brasileiro pede que as pessoas evitem multidões e protestos e que não filmem ou fotografem instalações, veículos ou pessoal militar, “tampouco ataques ou quaisquer outros eventos relacionados ao conflito, uma vez que tal conduta pode, à luz da legislação local, resultar em detenção”.

O ministério também solicita que os brasileiros não divulguem, em redes sociais, imagens, vídeos ou textos relacionados ao conflito que possam ser considerados pelas autoridades locais como ofensivos à segurança nacional. Outra orientação é não deixar os locais de residência sem se certificar de que as condições de segurança permitem o deslocamento.

Em caso de voos cancelados, os brasileiros devem procurar a companhia aérea para remarcação dos bilhetes. O Itamaraty também recomenda verificar se os documentos de viagem estão em dia e com ao menos seis meses de validade.

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O alerta do Itamaraty ocorre em meio a novas evoluções do conflito no Oriente Médio. Na terça-feira (21), o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou que realizou um ataque a uma central de dados da empresa Amazon, dos Estados Unidos, sediada no Bahrein. O Exército do Bahrein confirmou os ataques contra civis e afirmou ter destruído diversos ataques aéreos iranianos.

Os militares iranianos anunciaram também novos ataques contra radares de alerta e de defesa antimíssil dos EUA no Kuwait, na Base Aérea de Jaber, e contra bases norte-americanas na Jordânia. Os confrontos foram retomados na semana retrasada, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o fim do Memorando de Islamabad, que estendia o cessar-fogo de abril e abria um prazo de 60 dias para negociação de um acordo de paz.

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Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que, a partir de agora, sempre que o Irã disparar contra um navio no Estreito de Ormuz, com míssil, foguete, drone ou qualquer outro dispositivo, os Estados Unidos bombardearão e destruirão uma ponte ou usina de energia, incluindo aquelas localizadas nas proximidades ou dentro de Teerã.

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