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Janja pede bloqueio do Discord no Brasil após morte de menina de 13 anos

A primeira-dama Janja Lula da Silva pediu na quinta-feira (6) que o Discord seja retirado do ar no Brasil após a morte de uma menina de 13 anos, que teria transmitido o próprio suicídio pela plataforma. O apelo foi feito durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de ministros do governo.

Em tom de desabafo, Janja afirmou que o caso não pode ser tratado como um episódio isolado e defendeu que o governo encontre instrumentos legais para bloquear a plataforma no país.

“Eu acho que a gente precisa retirar imediatamente o Discord do ar. A gente precisa bloquear o Discord no Brasil de qualquer forma”, afirmou.

A primeira-dama também criticou a atuação da plataforma na proteção de crianças e adolescentes e disse que o problema atinge também mulheres. Ao comentar o caso da adolescente, Janja afirmou que não consegue aceitar que uma menina tenha morrido em uma transmissão pela internet.

“Esse não é um caso isolado, são muitos e muitos casos e a gente precisa atuar junto ao Judiciário para tirar essa rede horrorosa do ar”, declarou.

Caso é investigado

O episódio citado por Janja ocorreu no mês passado, em Naviraí, no Mato Grosso do Sul. A adolescente morreu dentro de casa em um ato que teria sido transmitido pelo Discord. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do estado.

Durante a cerimônia, o secretário de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Victor Oliveira Fernandes, afirmou que a pasta identificou “falhas sistêmicas” no Discord relacionadas aos mecanismos de proteção de crianças e adolescentes.

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, também determinou que as informações sobre o caso sejam encaminhadas ao órgão. A AGU avalia medidas judiciais contra a plataforma, incluindo a possibilidade de uma ação civil pública para buscar responsabilização.


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Governo endurece punição para crimes digitais

A manifestação de Janja ocorreu no mesmo evento em que o presidente Lula sancionou o Projeto de Lei nº 3066/2025, que aumenta as penas para crimes sexuais cometidos contra crianças e adolescentes em ambientes digitais.

A medida faz parte de uma discussão mais ampla sobre a proteção de menores na internet e a responsabilidade das plataformas digitais diante de conteúdos que envolvam violência, exploração sexual, automutilação e outros riscos.

Ao defender o bloqueio do Discord, Janja afirmou que é necessário ampliar a atuação conjunta entre governo e Judiciário para enfrentar o que classificou como uma rede que representa riscos especialmente para crianças, adolescentes e mulheres.

A eventual retirada do Discord do ar, no entanto, depende de medidas legais e judiciais. A plataforma ainda não se manifestou sobre as declarações da primeira-dama e sobre as acusações relacionadas ao caso.

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A primeira-dama Janja Lula da Silva pediu na quinta-feira (6) que o Discord seja retirado do ar no Brasil após a morte de uma menina de 13 anos, que teria transmitido o próprio suicídio pela plataforma. O apelo foi feito durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de ministros do governo.

Em tom de desabafo, Janja afirmou que o caso não pode ser tratado como um episódio isolado e defendeu que o governo encontre instrumentos legais para bloquear a plataforma no país.

“Eu acho que a gente precisa retirar imediatamente o Discord do ar. A gente precisa bloquear o Discord no Brasil de qualquer forma”, afirmou.

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O episódio citado por Janja ocorreu no mês passado, em Naviraí, no Mato Grosso do Sul. A adolescente morreu dentro de casa em um ato que teria sido transmitido pelo Discord. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do estado.

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