Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Mortes em UTI: técnicos de enfermagem presos demonstraram “frieza” ao serem interrogados, diz polícia

Segundo os investigadores da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), os técnicos de enfermagem presos suspeitos de matar ao menos três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), demonstraram “frieza total” quando prestaram depoimento após suas prisões.

Os suspeitos presos são: Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22. Segundo o delegado Maurício Iacozzilli, todos inicialmente negaram envolvimento nas mortes.

“O Marcos disse que tinha apenas seguido a receita passada pelo médico. Ao mostrarmos as filmagens, ele disse que ‘realmente tinha feito aquilo’, mas não deixou claro qual foi a motivação”, disse o delegado.

Marcela disse que não sabia o que estava aplicando e que estaria “arrependida” de não ter avisado a equipe do hospital sobre o que estava acontecendo.

Já a técnica Amanda negou a participação, alegando que achava que Marcos estava aplicando medicamentos normais, mas confirmou que não perguntou a ele que droga ele estava ministrando. Amanda não trabalhava na área da UTI onde ocorreram as mortes, mas tinha relação de amizade com Marcos. Já Marcela era nova na instituição e recebia instruções do técnico acerca do serviço no setor.


Leia mais:

Serial Killer de Maceió recebe mais de 27 anos de prisão

Por 10 a 1, STF derruba autorização de enfermeiros a realizarem abortos legais


Mortes na UTI

As três vítimas foram o servidor da Companhia de Abastecimento de Água e Esgoto (Caesb), João Clemente Pereira, de 63 anos; o servidor dos Correios, Marcos Moreira, 33, e uma professora aposentada de 75 anos, que ainda não teve a identidade revelada.

Marcos Vinícius é investigado por administrar doses letais de medicamentos a pacientes internados na UTI, com o objetivo de matá-los. Segundo os investigadores, ele atuava há pelo menos cinco anos como técnico de enfermagem. Em uma das tentativas, quando não obteve sucesso, ele recorreu a uma medida extrema, injetando desinfetante na veia de uma das vítimas.

Marcela e Amanda estão sendo investigadas por negligência e possível coautoria nos crimes.

O próprio hospital achou suspeitas as circunstâncias das três mortes e denunciou o caso às autoridades.

Segundo o delegado, o técnico entrava no sistema do hospital utilizando o login de um médico que não trabalhava mais lá. A PCDF investiga como Marcos conseguiu esse acesso.

Dentro do sistema, o suspeito prescrevia uma receita da medicação pura. Ao gerar o documento, ele seguia até a farmácia, pegava o remédio e o escondia em seu jaleco.

Marcos então se dirigia aos leitos, momento em que as técnicas iniciavam a participação na ação. Enquanto o técnico administrava a droga, as técnicas vigiavam a movimentação nos corredores e na porta dos leitos da UTI.

As aplicações ocorreram em duas datas: 17 de novembro do ano passado e 1º de dezembro. Para tentar encobrir sua ação, o técnico ainda realizava massagens cardíacas nos pacientes, simulando tentativas de reanimá-los.

As investigações indicam que, no caso da injeção de desinfetante, ele aplicou o produto dez vezes no mesmo dia, após a paciente em questão, a professora, ter sofrido várias paradas cardíacas.

A motivação para os crimes ainda segue desconhecida. A Polícia Civil segue apurando a possibilidade de outras ocorrências semelhantes em hospitais onde os técnicos trabalharam.

*Com informações de Metrópoles e CNN Brasil

- Publicidade -[adrotate group="7"]

Segundo os investigadores da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), os técnicos de enfermagem presos suspeitos de matar ao menos três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), demonstraram “frieza total” quando prestaram depoimento após suas prisões.

Os suspeitos presos são: Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22. Segundo o delegado Maurício Iacozzilli, todos inicialmente negaram envolvimento nas mortes.

“O Marcos disse que tinha apenas seguido a receita passada pelo médico. Ao mostrarmos as filmagens, ele disse que ‘realmente tinha feito aquilo’, mas não deixou claro qual foi a motivação”, disse o delegado.

Marcela disse que não sabia o que estava aplicando e que estaria “arrependida” de não ter avisado a equipe do hospital sobre o que estava acontecendo.

Já a técnica Amanda negou a participação, alegando que achava que Marcos estava aplicando medicamentos normais, mas confirmou que não perguntou a ele que droga ele estava ministrando. Amanda não trabalhava na área da UTI onde ocorreram as mortes, mas tinha relação de amizade com Marcos. Já Marcela era nova na instituição e recebia instruções do técnico acerca do serviço no setor.


Leia mais:

Serial Killer de Maceió recebe mais de 27 anos de prisão

Por 10 a 1, STF derruba autorização de enfermeiros a realizarem abortos legais


Mortes na UTI

As três vítimas foram o servidor da Companhia de Abastecimento de Água e Esgoto (Caesb), João Clemente Pereira, de 63 anos; o servidor dos Correios, Marcos Moreira, 33, e uma professora aposentada de 75 anos, que ainda não teve a identidade revelada.

Marcos Vinícius é investigado por administrar doses letais de medicamentos a pacientes internados na UTI, com o objetivo de matá-los. Segundo os investigadores, ele atuava há pelo menos cinco anos como técnico de enfermagem. Em uma das tentativas, quando não obteve sucesso, ele recorreu a uma medida extrema, injetando desinfetante na veia de uma das vítimas.

Marcela e Amanda estão sendo investigadas por negligência e possível coautoria nos crimes.

O próprio hospital achou suspeitas as circunstâncias das três mortes e denunciou o caso às autoridades.

Segundo o delegado, o técnico entrava no sistema do hospital utilizando o login de um médico que não trabalhava mais lá. A PCDF investiga como Marcos conseguiu esse acesso.

Dentro do sistema, o suspeito prescrevia uma receita da medicação pura. Ao gerar o documento, ele seguia até a farmácia, pegava o remédio e o escondia em seu jaleco.

Marcos então se dirigia aos leitos, momento em que as técnicas iniciavam a participação na ação. Enquanto o técnico administrava a droga, as técnicas vigiavam a movimentação nos corredores e na porta dos leitos da UTI.

As aplicações ocorreram em duas datas: 17 de novembro do ano passado e 1º de dezembro. Para tentar encobrir sua ação, o técnico ainda realizava massagens cardíacas nos pacientes, simulando tentativas de reanimá-los.

As investigações indicam que, no caso da injeção de desinfetante, ele aplicou o produto dez vezes no mesmo dia, após a paciente em questão, a professora, ter sofrido várias paradas cardíacas.

A motivação para os crimes ainda segue desconhecida. A Polícia Civil segue apurando a possibilidade de outras ocorrências semelhantes em hospitais onde os técnicos trabalharam.

*Com informações de Metrópoles e CNN Brasil

- Publicidade -[adrotate group="9"]
Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

Mais lidas

Brasil alcança metas internacionais para eliminar transmissão da hepatite B de mãe para filho

O Brasil atingiu os critérios internacionais para solicitar a certificação da eliminação da transmissão da hepatite B de mãe para filho como problema de...

“Saúde não é para rico”: Lula pede que diretor da OMS leve recado a Trump sobre SUS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (28/7) que o Sistema Único de Saúde (SUS) passa por uma "revolução" e...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

MEC abre edital para receber artigos sobre educação bilíngue e inclusão

O Ministério da Educação (MEC) lançou o Caderno Equidade e abriu duas chamadas públicas para seleção de artigos que vão compor a publicação. A...

Brasil avalia acionar OMC contra veto da União Europeia às exportações de carne

O governo brasileiro estuda acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar a decisão da União Europeia de suspender as exportações brasileiras de...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

50 mil vagas estão abertas para curso grátis sobre desnutrição infantil e materna

Gestores e profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) já podem se inscrever em um novo curso gratuito voltado ao enfrentamento da desnutrição no...

Brasil pode ter 1 milhão de presos em 2027, aponta Anuário de Segurança Pública

O Brasil pode atingir a marca de 1 milhão de presos em 2027 caso seja mantido o ritmo de crescimento da população carcerária registrado...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Brasil alcança metas internacionais para eliminar transmissão da hepatite B de mãe para filho

O Brasil atingiu os critérios internacionais para solicitar a certificação da eliminação da transmissão da hepatite B de mãe para filho como problema de...

“Saúde não é para rico”: Lula pede que diretor da OMS leve recado a Trump sobre SUS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (28/7) que o Sistema Único de Saúde (SUS) passa por uma "revolução" e...

MEC abre edital para receber artigos sobre educação bilíngue e inclusão

O Ministério da Educação (MEC) lançou o Caderno Equidade e abriu duas chamadas públicas para seleção de artigos que vão compor a publicação. A...

Brasil avalia acionar OMC contra veto da União Europeia às exportações de carne

O governo brasileiro estuda acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar a decisão da União Europeia de suspender as exportações brasileiras de...

50 mil vagas estão abertas para curso grátis sobre desnutrição infantil e materna

Gestores e profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) já podem se inscrever em um novo curso gratuito voltado ao enfrentamento da desnutrição no...

Brasil pode ter 1 milhão de presos em 2027, aponta Anuário de Segurança Pública

O Brasil pode atingir a marca de 1 milhão de presos em 2027 caso seja mantido o ritmo de crescimento da população carcerária registrado...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]