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O que se sabe sobre as mortes investigadas após aplicação da vacina da dengue

O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (8/6) que os três casos mais graves registrados após a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan ocorreram em profissionais da atenção primária à saúde. Entre os episódios investigados estão duas mortes e uma internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com recuperação da paciente.

Os casos fazem parte de um total de 42 eventos adversos graves registrados após a aplicação de cerca de 500 mil doses do imunizante em todo o país. Diante das notificações, o governo federal decidiu suspender temporariamente a estratégia de vacinação para aprofundar as investigações.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, aproximadamente 417 mil das 500 mil doses aplicadas foram destinadas a profissionais da atenção primária à saúde, grupo considerado mais exposto ao risco de infecção por dengue devido ao contato direto com a população.

Além dos trabalhadores da saúde, a vacina também foi aplicada em estratégias de vacinação ampliada realizadas nos municípios de Botucatu (SP), Nova Lima (MG), Maranguape (CE) e na região de Araguaína (TO), alcançando cerca de 83 mil pessoas entre 15 e 59 anos.

De acordo com o Ministério da Saúde, os três casos mais graves não ocorreram nas cidades que participaram da vacinação em massa. Os dois óbitos investigados também não foram registrados nessas localidades.

Entre os episódios analisados está o caso de uma mulher de 39 anos que apresentou febre, dores musculares e náuseas seis dias após receber a vacina. Ela desenvolveu um quadro compatível com dengue grave, precisou ser internada em uma UTI, mas recebeu alta após tratamento.


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Outro caso envolve uma mulher de 48 anos que apresentou sintomas de dengue grave com comprometimento neurológico 19 dias após a vacinação e morreu. O terceiro registro é de um homem de 58 anos que desenvolveu sintomas cinco dias após receber a dose e também evoluiu para óbito.

Todos os casos foram analisados pelo Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e Outros Imunobiológicos (CIFAVI), responsável por acompanhar eventos adversos relacionados à vacinação.

O Ministério da Saúde ressaltou que, até o momento, não há evidências suficientes para estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre a vacina e os casos graves registrados. As investigações continuam e envolvem a participação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Instituto Butantan, especialistas independentes e órgãos de vigilância estaduais e municipais.

As análises incluem a avaliação do histórico clínico dos pacientes, possíveis fatores de risco em comum, condições de armazenamento e aplicação das doses, além de outras hipóteses que possam explicar os episódios.

A vacina Butantan-DV foi incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) e vinha sendo aplicada de forma controlada em grupos específicos e em projetos de vacinação ampliada. A suspensão temporária da estratégia permanecerá em vigor até a conclusão das investigações.

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O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (8/6) que os três casos mais graves registrados após a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan ocorreram em profissionais da atenção primária à saúde. Entre os episódios investigados estão duas mortes e uma internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com recuperação da paciente.

Os casos fazem parte de um total de 42 eventos adversos graves registrados após a aplicação de cerca de 500 mil doses do imunizante em todo o país. Diante das notificações, o governo federal decidiu suspender temporariamente a estratégia de vacinação para aprofundar as investigações.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, aproximadamente 417 mil das 500 mil doses aplicadas foram destinadas a profissionais da atenção primária à saúde, grupo considerado mais exposto ao risco de infecção por dengue devido ao contato direto com a população.

Além dos trabalhadores da saúde, a vacina também foi aplicada em estratégias de vacinação ampliada realizadas nos municípios de Botucatu (SP), Nova Lima (MG), Maranguape (CE) e na região de Araguaína (TO), alcançando cerca de 83 mil pessoas entre 15 e 59 anos.

De acordo com o Ministério da Saúde, os três casos mais graves não ocorreram nas cidades que participaram da vacinação em massa. Os dois óbitos investigados também não foram registrados nessas localidades.

Entre os episódios analisados está o caso de uma mulher de 39 anos que apresentou febre, dores musculares e náuseas seis dias após receber a vacina. Ela desenvolveu um quadro compatível com dengue grave, precisou ser internada em uma UTI, mas recebeu alta após tratamento.


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