A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em parceria com o Ministério da Justiça, deflagrou nesta terça-feira (4/8) a operação Rede Interrompida, com o objetivo de desarticular um grupo suspeito de planejar ataques a prédios públicos, como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, durante o período eleitoral. Segundo as investigações, o grupo se autodenominava “contra o sistema” e atuava por meio das redes sociais.
Oito pessoas são investigadas em cinco estados
Oito pessoas são investigadas nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. A operação contou com apoio das Polícias Civis dos respectivos estados.
Segundo as autoridades, os integrantes do grupo se conheciam apenas pela internet e têm idades entre 19 e 31 anos. As ações eram articuladas pelo aplicativo Telegram. De acordo com a investigação, os suspeitos planejavam realizar os ataques em outubro, durante o período eleitoral, e compartilhavam plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de edifícios localizados na região central de Brasília.
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Investigadores encontraram manuais para fabricação de explosivos
Os investigadores identificaram ainda o compartilhamento de manuais para fabricação de artefatos explosivos, o que motivou o cumprimento de medidas cautelares. Um inquérito foi instaurado para apurar tentativa de atentado, além dos crimes de associação criminosa, incitação ao crime e apologia de crime, entre outros delitos. Segundo a polícia, foram apreendidos material com apologia ao nazismo, facas e armas de fogo.
Investigação começou a partir de relatório do Ciberlab
A investigação teve início após relatório técnico elaborado pelo Ciberlab, vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A partir desse relatório, a Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV), da Polícia Civil, instaurou inquérito policial. A investigação segue sob sigilo.
A PCDF ressaltou que, nesta fase da diligência policial, os fatos não foram enquadrados na Lei de Terrorismo.
