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Apesar de queda, Brasil ainda é líder global em assassinatos de pessoas trans

O Brasil continuou, em 2025, como o país que mais mata pessoas trans no mundo pelo 18º ano consecutivo. Segundo o Dossiê Assassinatos e Violências Contra Travestis e Transexuais Brasileiras, que será divulgado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) nesta segunda-feira (26/1), foram 80 assassinatos registrados em crimes transfóbicos pelo país no ano que passou.

Apesar da queda no número absoluto de mortes, de 122 em 2024 para 80 em 2025 (uma redução de 34%), a Antra afirma que os dados não indicam melhora no cenário.

Junto com esse dado, o levantamento também revela que aumentaram as tentativas de homicídio, que passaram de 57 para 75 no período. Na visão da entidade, isso mostra que a redução estatística dos assassinatos não representa diminuição real da violência contra a população trans.

Ceará e Minas Gerais lideram o ranking de assassinatos, com oito casos cada. Bahia e Pernambuco aparecem em seguida, com sete registros. Goiás e Mato Grosso têm cinco casos. Paraíba, Rio Grande do Norte, Paraná e São Paulo registraram quatro assassinatos cada, enquanto o Distrito Federal teve dois em 2025.

As principais vítimas são travestis e mulheres trans, majoritariamente jovens, entre 18 e 35 anos, com predominância de pessoas negras. A violência permanece mais concentrada na Região Nordeste, com destaque para estados que historicamente figuram entre os mais letais, como Ceará e Bahia, além de São Paulo no Sudeste.


Leia mais:

Ciúmes teriam motivado mulher trans a matar ex-companheira a facadas em SP

Inclusão: Proposta garante uso do nome social por pessoas trans e travestis em órgãos públicos no AM


Na opinião da Antra, há subnotificação e falta de dados governamentais, o que ainda piora a situação. A presidenta da entidade e autora do dossiê, Bruna Benevides, afirma:

“É revoltante termos 80 pessoas assassinadas por serem quem são. Trata-se de um problema recorrente, sustentado por omissões do Estado e pela naturalização social da morte de corpos trans”.

O documento será entregue oficialmente a representantes do governo federal em cerimônia no auditório do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, em Brasília.

Depois do Brasil, aparecem México, Estados Unidos, Colômbia e Honduras como os países com maior número de registros de mortes dessa população.

*Com informações de Folha de S. Paulo

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O Brasil continuou, em 2025, como o país que mais mata pessoas trans no mundo pelo 18º ano consecutivo. Segundo o Dossiê Assassinatos e Violências Contra Travestis e Transexuais Brasileiras, que será divulgado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) nesta segunda-feira (26/1), foram 80 assassinatos registrados em crimes transfóbicos pelo país no ano que passou.

Apesar da queda no número absoluto de mortes, de 122 em 2024 para 80 em 2025 (uma redução de 34%), a Antra afirma que os dados não indicam melhora no cenário.

Junto com esse dado, o levantamento também revela que aumentaram as tentativas de homicídio, que passaram de 57 para 75 no período. Na visão da entidade, isso mostra que a redução estatística dos assassinatos não representa diminuição real da violência contra a população trans.

Ceará e Minas Gerais lideram o ranking de assassinatos, com oito casos cada. Bahia e Pernambuco aparecem em seguida, com sete registros. Goiás e Mato Grosso têm cinco casos. Paraíba, Rio Grande do Norte, Paraná e São Paulo registraram quatro assassinatos cada, enquanto o Distrito Federal teve dois em 2025.

As principais vítimas são travestis e mulheres trans, majoritariamente jovens, entre 18 e 35 anos, com predominância de pessoas negras. A violência permanece mais concentrada na Região Nordeste, com destaque para estados que historicamente figuram entre os mais letais, como Ceará e Bahia, além de São Paulo no Sudeste.


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“É revoltante termos 80 pessoas assassinadas por serem quem são. Trata-se de um problema recorrente, sustentado por omissões do Estado e pela naturalização social da morte de corpos trans”.

O documento será entregue oficialmente a representantes do governo federal em cerimônia no auditório do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, em Brasília.

Depois do Brasil, aparecem México, Estados Unidos, Colômbia e Honduras como os países com maior número de registros de mortes dessa população.

*Com informações de Folha de S. Paulo

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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