O número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil caiu 9,2% em 2025, chegando a 1,499 milhão de pessoas entre 5 e 17 anos. O resultado é o menor já registrado na série histórica, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Do total, 1,141 milhão realizavam atividades econômicas, enquanto 358 mil trabalhavam na produção para o próprio consumo. Mesmo com a redução, o problema ainda atingia 4% da população brasileira nessa faixa etária.
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A Região Norte apresentou o maior percentual de trabalho infantil do país, com 6,3%. Já o Sudeste registrou a menor proporção, de 3,3%.
Outro destaque foi a redução entre famílias beneficiárias do Bolsa Família. Nesses domicílios, o número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil caiu 20,1% em relação a 2024, representando 144 mil pessoas a menos nessa condição.
Apesar dos avanços, o desafio continua. Entre os adolescentes de 16 e 17 anos que estavam em situação de trabalho infantil, apenas 79,6% frequentavam a escola.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), é considerado trabalho infantil aquele que prejudica a saúde, o desenvolvimento ou os estudos de crianças e adolescentes.
