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Uso intenso de celular impacta notas e solidão de adolescentes, diz pesquisa

O avanço do uso de smartphones entre adolescentes tem levantado alertas entre especialistas em educação e saúde mental. Um estudo conduzido pela Universidade de San Diego, nos Estados Unidos, identificou que países que registraram maior crescimento no acesso a celulares também apresentaram aumento significativo nos índices de solidão entre jovens e uma queda mais acentuada no desempenho escolar.

A pesquisa analisou dados de mais de 1,78 milhão de estudantes de 15 e 16 anos em 36 países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). As informações foram coletadas pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) entre os anos de 2000 e 2022.

Os resultados apontam que, nos países onde o uso de smartphones cresceu mais de 25% em uma década, o percentual de adolescentes que afirmam se sentir sozinhos na escola passou de 8,7% para 19,5%. Já nas nações em que o crescimento do uso de celulares foi menor, o índice variou de 9,7% para 10,3% no mesmo período.

No cenário global, o número de estudantes que relatam sentimentos de solidão no ambiente escolar aumentou 68% nas últimas duas décadas. O dado tem preocupado pesquisadores por indicar possíveis impactos na saúde emocional dos jovens e na convivência social dentro das escolas.

Além dos efeitos emocionais, o estudo também encontrou reflexos no rendimento acadêmico. Entre 2012 e 2022, os países com maior expansão no uso de smartphones registraram reduções médias de 25,09 pontos em matemática, 25,43 pontos em ciências e 32,33 pontos em leitura nas avaliações do Pisa.


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Apesar dos resultados, os autores ressaltam que o estudo identifica uma correlação entre os fatores, mas não comprova uma relação direta de causa e efeito. A pesquisadora Jean Marie Twenge, responsável pelo levantamento, destaca que não é possível afirmar que os celulares sejam os únicos responsáveis pelas mudanças observadas, embora exista uma associação consistente entre o aumento do uso dos aparelhos e os indicadores analisados.

A pesquisa também observou diferenças entre os países. Nações como México e República Tcheca, que tiveram crescimento acelerado no acesso a smartphones nos últimos anos, apresentaram mudanças mais expressivas. Já países como Noruega e Coreia do Sul, onde o acesso à tecnologia já era elevado anteriormente, registraram menor variação nos indicadores.

Diante dos resultados, especialistas defendem medidas para reduzir os impactos do uso excessivo das telas. Entre as recomendações estão a limitação do uso de celulares durante o período escolar, o estabelecimento de regras para o tempo de utilização dos aparelhos e o incentivo a atividades presenciais de convivência social.

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O avanço do uso de smartphones entre adolescentes tem levantado alertas entre especialistas em educação e saúde mental. Um estudo conduzido pela Universidade de San Diego, nos Estados Unidos, identificou que países que registraram maior crescimento no acesso a celulares também apresentaram aumento significativo nos índices de solidão entre jovens e uma queda mais acentuada no desempenho escolar.

A pesquisa analisou dados de mais de 1,78 milhão de estudantes de 15 e 16 anos em 36 países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). As informações foram coletadas pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) entre os anos de 2000 e 2022.

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