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Vacina contra a dependência da nicotina é desenvolvida no Brasil; veja como funciona

Uma pesquisa brasileira busca desenvolver uma vacina contra a dependência da nicotina. O projeto, conduzido pelo Laboratório Cristália, pretende estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos capazes de combater a substância presente no cigarro.

A pesquisa está na fase inicial, chamada Early Discovery, que envolve a seleção de protótipos e testes em modelos animais. A vacina ainda não foi testada em seres humanos e não tem previsão de uso no curto prazo.

A proposta busca reduzir o efeito da nicotina no cérebro, em vez de atuar apenas sobre os sintomas da abstinência.

Como funcionaria a vacina

A nicotina chega rapidamente ao cérebro e se liga a receptores que estimulam a liberação de dopamina, neurotransmissor associado à sensação de prazer e recompensa. Esse mecanismo contribui para a dependência e dificulta a interrupção do consumo.

A estratégia do Cristália pretende fazer com que o organismo produza anticorpos contra a nicotina. Como a molécula é pequena e provoca uma resposta imunológica limitada, os pesquisadores associam a ela estruturas que facilitam seu reconhecimento pelo sistema de defesa.

A expectativa é que os anticorpos se liguem à nicotina na corrente sanguínea e dificultem sua passagem para o cérebro.

“É justamente a recaída que a vacina do Cristália pretende prevenir”, afirma Ogari Pacheco, fundador e presidente do Conselho Diretivo do laboratório e um dos responsáveis pela iniciativa.


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Previsão de chegar ao mercado

O projeto precisa avançar pelas etapas de pesquisa pré-clínica, desenvolvimento da formulação e produção em escala. Caso os resultados sejam positivos, serão necessários ensaios clínicos em humanos e avaliações das autoridades regulatórias, incluindo a Anvisa.

A tentativa de criar uma vacina contra a nicotina também já ocorreu em outros países. A NicVAX, desenvolvida pela norte-americana Nabi Biopharmaceuticals, chegou a estudos clínicos avançados, mas não apresentou eficácia superior ao placebo em larga escala e teve o programa encerrado.

O histórico mostra que transformar a estratégia em um tratamento eficaz ainda representa um desafio científico. Por isso, a vacina pesquisada no Brasil não deve ser considerada uma solução imediata para quem deseja parar de fumar.

 

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Uma pesquisa brasileira busca desenvolver uma vacina contra a dependência da nicotina. O projeto, conduzido pelo Laboratório Cristália, pretende estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos capazes de combater a substância presente no cigarro.

A pesquisa está na fase inicial, chamada Early Discovery, que envolve a seleção de protótipos e testes em modelos animais. A vacina ainda não foi testada em seres humanos e não tem previsão de uso no curto prazo.

A proposta busca reduzir o efeito da nicotina no cérebro, em vez de atuar apenas sobre os sintomas da abstinência.

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A estratégia do Cristália pretende fazer com que o organismo produza anticorpos contra a nicotina. Como a molécula é pequena e provoca uma resposta imunológica limitada, os pesquisadores associam a ela estruturas que facilitam seu reconhecimento pelo sistema de defesa.

A expectativa é que os anticorpos se liguem à nicotina na corrente sanguínea e dificultem sua passagem para o cérebro.

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