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Campanha ganha espaço na agenda de vereadores enquanto CMM fica sem sessões

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) ficará dez dias sem sessões ordinárias justamente durante um dos períodos mais estratégicos da campanha eleitoral de 2026. Os vereadores não terão reuniões regulares no plenário e só retomam as atividades ordinárias em 14 de setembro.

O intervalo ocorre quando 18 dos 41 vereadores, 43,9% da Casa, disputam vagas na Assembleia Legislativa do Amazonas e na Câmara dos Deputados. Os demais também estão envolvidos na eleição, principalmente no apoio a outros candidatos. Para quem está na disputa, a campanha exige presença nas ruas, reuniões, visitas e articulação com lideranças.

Sem as sessões ordinárias, desaparece também um dos compromissos presenciais mais importantes da agenda semanal dos parlamentares, que é o debate público e a fiscalização das ações do Poder Executivo.

A questão que se coloca, portanto, não é apenas se a Câmara cumpriu formalmente seu calendário, mas qual será o efeito político dessa reorganização justamente no período eleitoral.

Compensação no papel

A CMM antecipou as sessões que ocorreriam nos dias 8 e 9 de setembro para os dias 31 de agosto e 2 de setembro. Com isso, a direção da Casa pode sustentar que não houve redução formal no número de sessões previstas no calendário.

O problema é que sessões extraordinárias de compensação não necessariamente reproduzem a dinâmica de uma semana normal de trabalhos legislativos. Geralmente, como aconteceu na última segunda-feira, os vereadores registram presença no plenário, mas seguem para os gabinetes, deixando o debate esvaziado.

Câmara esvaziada pela eleição

O cenário eleitoral já vinha alterando a rotina da Câmara. Vereadores que normalmente estariam concentrados na produção legislativa passaram a dividir a agenda com compromissos de campanha. É o chamado recesso branco, quando as atividades formais acontecem, mas não reproduzem exatamente o que deve ser o debate público entre os parlamentares.

A situação produz um fenômeno incomum, o de uma parcela significativa do Legislativo municipal exercendo mandato e disputando, ao mesmo tempo, uma eleição para outro cargo.

A ausência de sessões ordinárias durante dez dias não impede que os vereadores continuem exercendo suas funções, nem os coloca fora das regras eleitorais. Mas elimina da agenda um compromisso que exige presença física no plenário e abre mais espaço para atividades políticas fora da Câmara.

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A Câmara Municipal de Manaus (CMM) ficará dez dias sem sessões ordinárias justamente durante um dos períodos mais estratégicos da campanha eleitoral de 2026. Os vereadores não terão reuniões regulares no plenário e só retomam as atividades ordinárias em 14 de setembro.

O intervalo ocorre quando 18 dos 41 vereadores, 43,9% da Casa, disputam vagas na Assembleia Legislativa do Amazonas e na Câmara dos Deputados. Os demais também estão envolvidos na eleição, principalmente no apoio a outros candidatos. Para quem está na disputa, a campanha exige presença nas ruas, reuniões, visitas e articulação com lideranças.

Sem as sessões ordinárias, desaparece também um dos compromissos presenciais mais importantes da agenda semanal dos parlamentares, que é o debate público e a fiscalização das ações do Poder Executivo.

A questão que se coloca, portanto, não é apenas se a Câmara cumpriu formalmente seu calendário, mas qual será o efeito político dessa reorganização justamente no período eleitoral.

Compensação no papel

A CMM antecipou as sessões que ocorreriam nos dias 8 e 9 de setembro para os dias 31 de agosto e 2 de setembro. Com isso, a direção da Casa pode sustentar que não houve redução formal no número de sessões previstas no calendário.

O problema é que sessões extraordinárias de compensação não necessariamente reproduzem a dinâmica de uma semana normal de trabalhos legislativos. Geralmente, como aconteceu na última segunda-feira, os vereadores registram presença no plenário, mas seguem para os gabinetes, deixando o debate esvaziado.

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A ausência de sessões ordinárias durante dez dias não impede que os vereadores continuem exercendo suas funções, nem os coloca fora das regras eleitorais. Mas elimina da agenda um compromisso que exige presença física no plenário e abre mais espaço para atividades políticas fora da Câmara.

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