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Coari: Sem Adail, Emanoel pode ter de escolher entre Prefeitura e Aleam

O afastamento de Adail Pinheiro (Republicanos) da Prefeitura de Coari, determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (16/9), não produz apenas efeitos administrativos. A decisão altera o tabuleiro político do interior do Amazonas a menos de três semanas das eleições gerais de 2026.

A medida foi tomada no âmbito da Operação Dinastia do Lago, conduzida pela Polícia Federal, e não representa uma condenação do prefeito. Politicamente, porém, o afastamento levanta uma questão imediata: quem passará a comandar a articulação de uma das principais bases eleitorais do interior do estado?

Coari possui 52.010 eleitores, segundo dados da Justiça Eleitoral, e está entre os maiores colégios eleitorais do interior amazonense. Em uma disputa que envolve os cargos de governador, senador, deputado federal e deputado estadual, controlar uma base desse tamanho pode fazer diferença na construção de alianças e na busca por votos.

É justamente nesse cenário que aparece Emanoel Pinheiro (PSD), vice-prefeito de Coari. Escolhido pelo grupo político da família Pinheiro para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), ele vinha construindo a candidatura com o apoio de lideranças políticas estaduais.

O desenho estava definido: Adail permaneceria na Prefeitura, Adail Filho (MDB) buscaria a permanência na Câmara dos Deputados e Emanoel disputaria uma cadeira na Aleam. Com o afastamento do prefeito, entretanto, essa engrenagem corre o risco de ser desorganizada.

A pergunta agora é inevitável: Emanoel permanecerá na disputa pela Assembleia ou será chamado a assumir o comando da Prefeitura?

A resposta depende dos próximos atos institucionais. Como Emanoel está licenciado da função de vice-prefeito para participar das eleições, a presidente da Câmara Municipal, vereadora Jeany Pinheiro (Republicanos), poderá assumir interinamente a administração de Coari enquanto durar o impedimento.

Uma eventual posse de Emanoel na Prefeitura também abriria uma questão eleitoral delicada. Pela jurisprudência da Justiça Eleitoral, o vice-prefeito que substitui ou sucede o titular nos seis meses anteriores ao pleito pode enfrentar impedimentos para concorrer a outro cargo. A aplicação da regra, entretanto, dependeria das circunstâncias concretas e de eventual análise da Justiça Eleitoral.

Portanto, ainda não é possível afirmar que Emanoel ficará necessariamente fora da disputa pela Aleam. O fato político é que o afastamento de Adail colocou o projeto eleitoral da família Pinheiro diante de uma nova equação.

Sem Adail à frente da Prefeitura, a capacidade de articulação do grupo será testada justamente na reta final da campanha. Até o dia 4 de outubro, quem comandará a máquina administrativa e, sobretudo, a força política de Coari?

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O afastamento de Adail Pinheiro (Republicanos) da Prefeitura de Coari, determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (16/9), não produz apenas efeitos administrativos. A decisão altera o tabuleiro político do interior do Amazonas a menos de três semanas das eleições gerais de 2026.

A medida foi tomada no âmbito da Operação Dinastia do Lago, conduzida pela Polícia Federal, e não representa uma condenação do prefeito. Politicamente, porém, o afastamento levanta uma questão imediata: quem passará a comandar a articulação de uma das principais bases eleitorais do interior do estado?

Coari possui 52.010 eleitores, segundo dados da Justiça Eleitoral, e está entre os maiores colégios eleitorais do interior amazonense. Em uma disputa que envolve os cargos de governador, senador, deputado federal e deputado estadual, controlar uma base desse tamanho pode fazer diferença na construção de alianças e na busca por votos.

É justamente nesse cenário que aparece Emanoel Pinheiro (PSD), vice-prefeito de Coari. Escolhido pelo grupo político da família Pinheiro para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), ele vinha construindo a candidatura com o apoio de lideranças políticas estaduais.

O desenho estava definido: Adail permaneceria na Prefeitura, Adail Filho (MDB) buscaria a permanência na Câmara dos Deputados e Emanoel disputaria uma cadeira na Aleam. Com o afastamento do prefeito, entretanto, essa engrenagem corre o risco de ser desorganizada.

A pergunta agora é inevitável: Emanoel permanecerá na disputa pela Assembleia ou será chamado a assumir o comando da Prefeitura?

A resposta depende dos próximos atos institucionais. Como Emanoel está licenciado da função de vice-prefeito para participar das eleições, a presidente da Câmara Municipal, vereadora Jeany Pinheiro (Republicanos), poderá assumir interinamente a administração de Coari enquanto durar o impedimento.

Uma eventual posse de Emanoel na Prefeitura também abriria uma questão eleitoral delicada. Pela jurisprudência da Justiça Eleitoral, o vice-prefeito que substitui ou sucede o titular nos seis meses anteriores ao pleito pode enfrentar impedimentos para concorrer a outro cargo. A aplicação da regra, entretanto, dependeria das circunstâncias concretas e de eventual análise da Justiça Eleitoral.

Portanto, ainda não é possível afirmar que Emanoel ficará necessariamente fora da disputa pela Aleam. O fato político é que o afastamento de Adail colocou o projeto eleitoral da família Pinheiro diante de uma nova equação.

Sem Adail à frente da Prefeitura, a capacidade de articulação do grupo será testada justamente na reta final da campanha. Até o dia 4 de outubro, quem comandará a máquina administrativa e, sobretudo, a força política de Coari?

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