Manaus está cada vez mais quente, e quem anda pela cidade percebe principalmente nas ruas sem árvores, onde o sol bate diretamente no asfalto e nas calçadas. Mesmo assim, antes da suspensão das sessões e do recesso dos vereadores, a arborização não apareceu com a força que o problema exige no debate da Câmara Municipal.
O calor, os períodos de seca, os efeitos do El Niño, a falta de sombra e a necessidade de ampliar as áreas verdes afetam diretamente a qualidade de vida da população.
Mas qual é o plano de Manaus para ter mais árvores?
Não basta plantar mudas. É preciso discutir onde plantar, quais espécies são adequadas, como fazer a manutenção e como evitar a retirada de árvores adultas sem compensação adequada. Também é importante saber quais bairros têm menos árvores e áreas verdes, já que nem todos os moradores vivem perto de praças ou ruas arborizadas.
Os ipês da Djalma Batista mostram como as árvores transformam a paisagem. Quando florescem, chamam atenção, embelezam a cidade e rapidamente viram assunto nas redes sociais. Mas a discussão não pode parar na beleza.
Manaus precisa de árvores durante todo o ano: para fazer sombra a quem espera ônibus, caminha pelas ruas ou vive em áreas com pouco verde. Também precisa discutir quem planta, quem cuida, quantas árvores são retiradas, quantas são plantadas e quantas sobrevivem.
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São perguntas simples, mas importantes.
A Câmara Municipal tem o papel de discutir os problemas da cidade e cobrar ações do poder público. Por isso, a arborização poderia ocupar mais espaço nos debates, especialmente em uma cidade que enfrenta temperaturas tão altas.
O calor não entra em recesso.
Talvez seja hora de Manaus tratar suas árvores não apenas como paisagem, mas como parte da estrutura da cidade. Quando o calor aperta, uma árvore deixa de ser apenas bonita: vira sombra, conforto e qualidade de vida.
