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TRE-AM: domingo decide guerra pela narrativa eleitoral

A propaganda eleitoral no rádio e na televisão deixou de ser apenas uma vitrine para propostas. Tornou-se também um dos principais campos de batalha entre as campanhas, e uma decisão recente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) pode mexer justamente com a velocidade dessa disputa.

O tribunal determinou que, a partir de 6 de setembro, as emissoras também recebam mídias de propaganda aos domingos, até as 12h. A decisão ainda é provisória e será analisada pelo colegiado, mas, se mantida, muda uma lógica importante da campanha: o poder de usar a sexta-feira para preparar uma ofensiva que atravessa o fim de semana inteiro.

A lógica é simples. Uma campanha poderia preparar um “ataque” na sexta-feira, entregar a peça dentro do prazo e colocá-la no ar no sábado e no domingo. O adversário, mesmo que reagisse politicamente, teria dificuldade para substituir rapidamente sua propaganda e apresentar uma resposta no mesmo espaço.

Em uma eleição disputada, uma acusação lançada no fim de semana pode dominar as conversas durante o sábado e o domingo, circular nas redes sociais e chegar à segunda-feira já com aparência de fato consolidado. Quando a resposta finalmente aparece, a primeira mensagem já pode ter cumprido seu objetivo.

A sexta-feira já era estratégica em 2022

A própria regulamentação das eleições de 2022 mostra como o fim de semana sempre teve tratamento especial. Naquele ano, o plano de mídia do TSE determinava que as inserções destinadas a sábado, domingo e segunda-feira fossem entregues até as 14h da sexta-feira anterior.

A diferença agora é que o domingo pode ganhar uma nova função, a de ser também um dia de reação. Isso reduz a vantagem de quem dispara primeiro na sexta-feira e obriga os adversários a manterem suas estruturas de comunicação e jurídico funcionando praticamente em tempo integral.

A propaganda virou uma disputa de narrativa

O horário eleitoral dificilmente será lembrado apenas pelas propostas apresentadas pelos candidatos. A tendência é que as campanhas utilizem cada vez mais o rádio e a televisão para desconstruir adversários, responder acusações e tentar impor uma determinada versão sobre os principais assuntos da eleição.

Nesse ambiente, velocidade vira estratégia. Quem ataca primeiro tenta pautar o debate, quem responde rápido tenta impedir que o ataque se consolide, e quem demora pode acabar gastando mais tempo explicando por que não respondeu antes.

Por isso, o domingo pode se transformar em uma espécie de plantão eleitoral. As campanhas terão de estar preparadas para produzir uma resposta, aprová-la juridicamente e entregá-la às emissoras em poucas horas. O político que estiver descansando pode descobrir que o adversário está trabalhando.

A decisão do TRE-AM, portanto, não trata apenas de uma questão técnica sobre recebimento de arquivos: ela interfere na própria dinâmica da disputa eleitoral. Se confirmada pelo colegiado, a mudança reduz o intervalo entre o ataque e a resposta e torna o fim de semana mais uma arena da guerra pela narrativa.

Em uma eleição acirrada, talvez a diferença entre uma campanha que domina o debate na segunda-feira e outra que corre atrás do prejuízo esteja justamente no que aconteceu no domingo.

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A propaganda eleitoral no rádio e na televisão deixou de ser apenas uma vitrine para propostas. Tornou-se também um dos principais campos de batalha entre as campanhas, e uma decisão recente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) pode mexer justamente com a velocidade dessa disputa.

O tribunal determinou que, a partir de 6 de setembro, as emissoras também recebam mídias de propaganda aos domingos, até as 12h. A decisão ainda é provisória e será analisada pelo colegiado, mas, se mantida, muda uma lógica importante da campanha: o poder de usar a sexta-feira para preparar uma ofensiva que atravessa o fim de semana inteiro.

A lógica é simples. Uma campanha poderia preparar um “ataque” na sexta-feira, entregar a peça dentro do prazo e colocá-la no ar no sábado e no domingo. O adversário, mesmo que reagisse politicamente, teria dificuldade para substituir rapidamente sua propaganda e apresentar uma resposta no mesmo espaço.

Em uma eleição disputada, uma acusação lançada no fim de semana pode dominar as conversas durante o sábado e o domingo, circular nas redes sociais e chegar à segunda-feira já com aparência de fato consolidado. Quando a resposta finalmente aparece, a primeira mensagem já pode ter cumprido seu objetivo.

A sexta-feira já era estratégica em 2022

A própria regulamentação das eleições de 2022 mostra como o fim de semana sempre teve tratamento especial. Naquele ano, o plano de mídia do TSE determinava que as inserções destinadas a sábado, domingo e segunda-feira fossem entregues até as 14h da sexta-feira anterior.

A diferença agora é que o domingo pode ganhar uma nova função, a de ser também um dia de reação. Isso reduz a vantagem de quem dispara primeiro na sexta-feira e obriga os adversários a manterem suas estruturas de comunicação e jurídico funcionando praticamente em tempo integral.

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Por isso, o domingo pode se transformar em uma espécie de plantão eleitoral. As campanhas terão de estar preparadas para produzir uma resposta, aprová-la juridicamente e entregá-la às emissoras em poucas horas. O político que estiver descansando pode descobrir que o adversário está trabalhando.

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