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Agora ao lado de quem atacava, Coronel Menezes tenta sustentar o novo discurso

O movimento mais recente de Coronel Menezes escancara uma prática antiga da política: a flexibilidade de posicionamentos quando o objetivo maior é sobreviver eleitoralmente. Agora ao lado de quem antes atacava, o ex-superintendente da Zona Franca divide agendas e discursos com David Almeida, em uma mudança que já não passa despercebida pelo eleitor. A cena, por si só, já diz muito, não apenas sobre Menezes, mas sobre o tipo de cálculo político que costuma prevalecer em períodos eleitorais.

A aproximação com Almeida não parece ter sido motivada por uma mudança de visão política ou reconciliação de ideias. Pelo contrário, tudo indica uma decisão pragmática. Já integrado ao grupo do Avante, partido comandado por Almeida no Amazonas, Menezes tenta sustentar um novo discurso público, mirando viabilidade eleitoral após uma sequência de derrotas. É o clássico “dar o braço a torcer” em nome de uma chance real de vitória, algo comum, mas que sempre cobra um preço em termos de coerência pública.

E é justamente nesse ponto que está o maior desafio do coronel. Ao longo dos últimos anos, ele transitou por diferentes grupos políticos, saindo do PL após conflitos internos, passando pelo União Brasil e rompendo também com aliados como Roberto Cidade. Esse histórico de idas e vindas, somado à mudança já consolidada de posição em relação a Almeida, alimenta a percepção de instabilidade. No discurso, Menezes afirma manter os mesmos princípios e se declara bolsonarista. Na prática, no entanto, o eleitor pode enxergar um político que ainda não conseguiu firmar um caminho claro.

No fim das contas, a nova aliança pode até abrir portas no curto prazo, especialmente no interior, onde o peso da máquina e das articulações locais conta muito. Mas também levanta uma dúvida inevitável: até que ponto o eleitor está disposto a aceitar mudanças tão bruscas de posicionamento?

Agora, mais do que explicar a virada, Menezes precisa convencer que o novo discurso se sustenta na prática. O risco é que, para parte do público, isso soe menos como estratégia e mais como falta de consistência, algo que, em política, costuma ser difícil de recuperar nas urnas.

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O movimento mais recente de Coronel Menezes escancara uma prática antiga da política: a flexibilidade de posicionamentos quando o objetivo maior é sobreviver eleitoralmente. Agora ao lado de quem antes atacava, o ex-superintendente da Zona Franca divide agendas e discursos com David Almeida, em uma mudança que já não passa despercebida pelo eleitor. A cena, por si só, já diz muito, não apenas sobre Menezes, mas sobre o tipo de cálculo político que costuma prevalecer em períodos eleitorais.

A aproximação com Almeida não parece ter sido motivada por uma mudança de visão política ou reconciliação de ideias. Pelo contrário, tudo indica uma decisão pragmática. Já integrado ao grupo do Avante, partido comandado por Almeida no Amazonas, Menezes tenta sustentar um novo discurso público, mirando viabilidade eleitoral após uma sequência de derrotas. É o clássico “dar o braço a torcer” em nome de uma chance real de vitória, algo comum, mas que sempre cobra um preço em termos de coerência pública.

E é justamente nesse ponto que está o maior desafio do coronel. Ao longo dos últimos anos, ele transitou por diferentes grupos políticos, saindo do PL após conflitos internos, passando pelo União Brasil e rompendo também com aliados como Roberto Cidade. Esse histórico de idas e vindas, somado à mudança já consolidada de posição em relação a Almeida, alimenta a percepção de instabilidade. No discurso, Menezes afirma manter os mesmos princípios e se declara bolsonarista. Na prática, no entanto, o eleitor pode enxergar um político que ainda não conseguiu firmar um caminho claro.

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