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Economista dá dicas para se organizar financeiramente para 2026

As festas de fim de ano estão chegando, mas nem só as comidas deliciosas preocupam os amazonenses. Muitas pessoas estão mais ansiosas com as dívidas e já começam a pensar em como organizar as finanças.

O economista Jesse Rodrigues explica que cuidar do dinheiro não é apenas cortar gastos, mas sim planejar, ter disciplina e fazer escolhas conscientes.

“Atualmente, os juros altos e o elevado endividamento das famílias nos mostram que o planejamento financeiro é uma necessidade pessoal e familiar. Nesse sentido, a passagem de ano é um marco simbólico que pode nos levar a refletir sobre a reestruturação de hábitos e rotinas, assim como o estabelecimento de objetivos e trajetórias para assegurar a formação de patrimônio e a estabilidade doméstica”, explicou.


Leia mais

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Por onde começar

  • Segundo Rodrigues, o primeiro passo é ter clareza sobre a própria situação financeira. “Para isso, você precisa ser muito honesto consigo mesmo e identificar todos os seus gastos rotineiros e eventuais para saber como funciona o fluxo dos seus recursos, isto é, como o dinheiro entra no seu orçamento e para onde você o direciona”, orientou.
    • Classificar despesas entre fixas (aluguel, contas de água e luz, mensalidades) e variáveis (alimentação, lazer, compras eventuais);
    • Listar dívidas com valores, parcelas e prazos;
    • Estabelecer objetivos financeiros realistas, definindo quanto será destinado ao pagamento de dívidas, quanto será guardado para investir e quanto poderá ser usado em projetos pessoais ou emergências.

    Regra 50/20/30

    Para Rodrigues, o segredo é criar um planejamento financeiro consistente, mas simples e adaptável. O acompanhamento mensal é essencial para ajustar o planejamento e manter o controle.

    • 50% da renda: pagamento de dívidas;
    • 10 a 20% da renda: investimentos para emergências e objetivos de longo prazo;
    • 30% restantes: despesas variáveis do mês, como alimentação, lazer e pequenos gastos do dia a dia.

Erros comuns

O economista aponta que muitos cometem erros ao planejar o orçamento anual. Ele afirma que é importante criar o hábito de revisar o planejamento semanalmente para você garantir que não caia em tentações pelo desejo de consumo estimulado a todo momento.

  • Planejamento irrealista, que se torna difícil de acompanhar;
  • Confusão entre renda e limites de crédito, ignorando custos de juros e IOF;
  • Gastos por impulso e tentativas de burlar o orçamento.

“Revisar o planejamento semanalmente ajuda a manter a disciplina e a vencer a tentação do consumo estimulado”, explica.

Dívidas: quando o empréstimo pode ajudar

Embora pareça ruim pegar empréstimo para pagar dívidas, Rodrigues destaca que a emprestar do banco pode ser vantajoso se houver taxas menores e prazos adequados, mas ele deixa um alerta.

“Porém, essa deve ser uma negociação cautelosa, pois aqui estamos falando da “composição de dívida” cujo objetivo é viabilizar o pagamento da dívida, reduzindo o montante final e ajustando os valores das parcelas e os prazos para pagamento”, afirmou.

Reserva de emergência: quanto guardar?

Para Jesse Rodrigues, o valor ideal depende do perfil do trabalhador e também é necessário saber onde guardar o dinheiro.

“Nesse aspecto, você deve considerar dois critérios: segurança, baixo risco de perder o seu investimento; e liquidez, disponibilidade imediata para saques. Assim, restam três opções: a poupança, que tem alta liquidez, mas tem baixo rendimento; há os CDB de liquidez diária que também oferecem pouco risco, desde que sejam de bancos confiáveis, e têm rentabilidade um pouco melhor que a poupança; e, por fim há os títulos Tesouro Selic que ganham muito em segurança e têm rentabilidade melhor que a poupança e, às vezes, até dos CDB”, disse ele.

Como se preparar ainda em 2025 para 2026

“A organização financeira deve ser uma jornada de autoconhecimento e disciplina e desenvolvimento pessoal, e não um trabalho enfadonho que logo será esquecido. Para 2026, a chave do sucesso financeiro não está em fórmulas complexas, mas na aplicação constante de princípios básicos de gestão e na vigilância contra armadilhas comportamentais e tecnológicas”, afirmou Jesse Rodrigues.

O economista deu dicas para começar o ano com o pé direito e a vida financeira organizada. Confira;

  • Monte um calendário de despesas anuais, incluindo impostos, datas festivas e eventos previstos;
  • Faça uma faxina financeira, eliminando assinaturas desnecessárias e renegociando dívidas;
  • Ajuste seu padrão de vida e revise investimentos para reduzir riscos e melhorar rendimentos.

Ganhar mais ou gastar melhor?

Rodrigues explica que o equilíbrio é essencial. “A chave está em equilibrar o piso de segurança familiar com o teto de crescimento da renda”, conclui.

  • Gastar melhor garante estabilidade e permite acumular reservas sem depender de aumentos de renda;
  • Ganhar mais acelera a formação de patrimônio e viabiliza projetos pessoais e familiares.
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As festas de fim de ano estão chegando, mas nem só as comidas deliciosas preocupam os amazonenses. Muitas pessoas estão mais ansiosas com as dívidas e já começam a pensar em como organizar as finanças.

O economista Jesse Rodrigues explica que cuidar do dinheiro não é apenas cortar gastos, mas sim planejar, ter disciplina e fazer escolhas conscientes.

“Atualmente, os juros altos e o elevado endividamento das famílias nos mostram que o planejamento financeiro é uma necessidade pessoal e familiar. Nesse sentido, a passagem de ano é um marco simbólico que pode nos levar a refletir sobre a reestruturação de hábitos e rotinas, assim como o estabelecimento de objetivos e trajetórias para assegurar a formação de patrimônio e a estabilidade doméstica”, explicou.


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    • Classificar despesas entre fixas (aluguel, contas de água e luz, mensalidades) e variáveis (alimentação, lazer, compras eventuais);
    • Listar dívidas com valores, parcelas e prazos;
    • Estabelecer objetivos financeiros realistas, definindo quanto será destinado ao pagamento de dívidas, quanto será guardado para investir e quanto poderá ser usado em projetos pessoais ou emergências.

    Regra 50/20/30

    Para Rodrigues, o segredo é criar um planejamento financeiro consistente, mas simples e adaptável. O acompanhamento mensal é essencial para ajustar o planejamento e manter o controle.

    • 50% da renda: pagamento de dívidas;
    • 10 a 20% da renda: investimentos para emergências e objetivos de longo prazo;
    • 30% restantes: despesas variáveis do mês, como alimentação, lazer e pequenos gastos do dia a dia.

Erros comuns

O economista aponta que muitos cometem erros ao planejar o orçamento anual. Ele afirma que é importante criar o hábito de revisar o planejamento semanalmente para você garantir que não caia em tentações pelo desejo de consumo estimulado a todo momento.

  • Planejamento irrealista, que se torna difícil de acompanhar;
  • Confusão entre renda e limites de crédito, ignorando custos de juros e IOF;
  • Gastos por impulso e tentativas de burlar o orçamento.

“Revisar o planejamento semanalmente ajuda a manter a disciplina e a vencer a tentação do consumo estimulado”, explica.

Dívidas: quando o empréstimo pode ajudar

Embora pareça ruim pegar empréstimo para pagar dívidas, Rodrigues destaca que a emprestar do banco pode ser vantajoso se houver taxas menores e prazos adequados, mas ele deixa um alerta.

“Porém, essa deve ser uma negociação cautelosa, pois aqui estamos falando da “composição de dívida” cujo objetivo é viabilizar o pagamento da dívida, reduzindo o montante final e ajustando os valores das parcelas e os prazos para pagamento”, afirmou.

Reserva de emergência: quanto guardar?

Para Jesse Rodrigues, o valor ideal depende do perfil do trabalhador e também é necessário saber onde guardar o dinheiro.

“Nesse aspecto, você deve considerar dois critérios: segurança, baixo risco de perder o seu investimento; e liquidez, disponibilidade imediata para saques. Assim, restam três opções: a poupança, que tem alta liquidez, mas tem baixo rendimento; há os CDB de liquidez diária que também oferecem pouco risco, desde que sejam de bancos confiáveis, e têm rentabilidade um pouco melhor que a poupança; e, por fim há os títulos Tesouro Selic que ganham muito em segurança e têm rentabilidade melhor que a poupança e, às vezes, até dos CDB”, disse ele.

Como se preparar ainda em 2025 para 2026

“A organização financeira deve ser uma jornada de autoconhecimento e disciplina e desenvolvimento pessoal, e não um trabalho enfadonho que logo será esquecido. Para 2026, a chave do sucesso financeiro não está em fórmulas complexas, mas na aplicação constante de princípios básicos de gestão e na vigilância contra armadilhas comportamentais e tecnológicas”, afirmou Jesse Rodrigues.

O economista deu dicas para começar o ano com o pé direito e a vida financeira organizada. Confira;

  • Monte um calendário de despesas anuais, incluindo impostos, datas festivas e eventos previstos;
  • Faça uma faxina financeira, eliminando assinaturas desnecessárias e renegociando dívidas;
  • Ajuste seu padrão de vida e revise investimentos para reduzir riscos e melhorar rendimentos.

Ganhar mais ou gastar melhor?

Rodrigues explica que o equilíbrio é essencial. “A chave está em equilibrar o piso de segurança familiar com o teto de crescimento da renda”, conclui.

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