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Mercúrio do garimpo ameaça gravidez e saúde de ribeirinhos na Amazônia, aponta Fiocruz à comissão da Câmara

O uso de mercúrio na mineração voltou ao centro do debate nacional após especialistas defenderem a proibição total da substância durante audiência pública realizada na Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados. Pesquisadores, representantes indígenas e órgãos públicos alertaram que a contaminação já atingiu níveis graves na Amazônia ao afetar rios, peixes e milhares de pessoas que dependem da pesca para sobreviver.

Os impactos são considerados alarmantes principalmente entre indígenas e comunidades ribeirinhas. Estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em aldeias do povo Mundurucu, no Pará, mostram que gestantes apresentam níveis de mercúrio muito acima do limite considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo os pesquisadores, quando mulheres grávidas consomem peixes contaminados, o metal atravessa a placenta e pode causar danos neurológicos irreversíveis nos bebês. Crianças monitoradas nas aldeias já apresentam índices preocupantes de contaminação, além do aumento de síndromes neurológicas associadas ao mercúrio.

O problema, porém, não está restrito às terras indígenas. Estudos apontam que peixes vendidos em feiras e mercados de cidades amazônicas também apresentam contaminação. Espécies carnívoras muito consumidas na região, como o tucunaré, acumulam maiores quantidades do metal pesado.

Especialistas alertam que o risco já alcança ribeirinhos e moradores urbanos da Amazônia, onde o peixe faz parte da alimentação diária. Além do garimpo ilegal, queimadas, desmatamento e grandes obras de infraestrutura também contribuem para espalhar o mercúrio nos rios e na cadeia alimentar.

Foto: Reprodução/Agência Câmara

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Durante a audiência, representantes do Ministério Público do Trabalho e do Ministério do Trabalho denunciaram que o garimpo ilegal também está ligado à exploração humana e ao trabalho degradante. Mais de 700 trabalhadores já foram resgatados de condições análogas à escravidão em áreas de mineração ilegal na Amazônia.

O Ministério Público Federal afirmou ainda que todo o mercúrio usado no Brasil entra ilegalmente no país por rotas de contrabando nas fronteiras amazônicas. Mesmo assim, órgãos ambientais ainda concedem licenças para atividades minerárias que utilizam a substância.

Diante do avanço da contaminação, parlamentares e especialistas defendem a aprovação de projetos que proíbam definitivamente o uso do mercúrio na mineração brasileira. A medida é vista como essencial para proteger rios, peixes e a saúde das populações amazônicas.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 

Foto: Divulgação

*Com informações da Agência Câmara

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O uso de mercúrio na mineração voltou ao centro do debate nacional após especialistas defenderem a proibição total da substância durante audiência pública realizada na Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados. Pesquisadores, representantes indígenas e órgãos públicos alertaram que a contaminação já atingiu níveis graves na Amazônia ao afetar rios, peixes e milhares de pessoas que dependem da pesca para sobreviver.

Os impactos são considerados alarmantes principalmente entre indígenas e comunidades ribeirinhas. Estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em aldeias do povo Mundurucu, no Pará, mostram que gestantes apresentam níveis de mercúrio muito acima do limite considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo os pesquisadores, quando mulheres grávidas consomem peixes contaminados, o metal atravessa a placenta e pode causar danos neurológicos irreversíveis nos bebês. Crianças monitoradas nas aldeias já apresentam índices preocupantes de contaminação, além do aumento de síndromes neurológicas associadas ao mercúrio.

O problema, porém, não está restrito às terras indígenas. Estudos apontam que peixes vendidos em feiras e mercados de cidades amazônicas também apresentam contaminação. Espécies carnívoras muito consumidas na região, como o tucunaré, acumulam maiores quantidades do metal pesado.

Especialistas alertam que o risco já alcança ribeirinhos e moradores urbanos da Amazônia, onde o peixe faz parte da alimentação diária. Além do garimpo ilegal, queimadas, desmatamento e grandes obras de infraestrutura também contribuem para espalhar o mercúrio nos rios e na cadeia alimentar.

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O Ministério Público Federal afirmou ainda que todo o mercúrio usado no Brasil entra ilegalmente no país por rotas de contrabando nas fronteiras amazônicas. Mesmo assim, órgãos ambientais ainda concedem licenças para atividades minerárias que utilizam a substância.

Diante do avanço da contaminação, parlamentares e especialistas defendem a aprovação de projetos que proíbam definitivamente o uso do mercúrio na mineração brasileira. A medida é vista como essencial para proteger rios, peixes e a saúde das populações amazônicas.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 

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*Com informações da Agência Câmara

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