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O que as redes sociais dizem sobre os pré-candidatos ao governo do Amazonas

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O que as redes sociais dizem sobre os pré-candidatos ao governo do Amazonas
(Fotos: Divulgação/Reprodução)

As redes sociais dos principais pré-candidatos ao governo do Amazonas já deixaram de ser vitrine. Hoje, funcionam como um raio-x do estágio real de cada projeto político.

Omar Aziz não disputa atenção. Suas postagens não trabalham com a atenção do eleitorado. São diretas. Mas isso não é falha, o político sabe que possui popularidade no interior do Estado.

O sinal é de que ele não está jogando o jogo da visibilidade. Está jogando o jogo do poder. Enquanto outros ainda buscam espaço, Omar usa as redes para registrar reuniões com prefeitos, vereadores e lideranças mostrando articulação política.

Do outro lado, Maria do Carmo Seffair faz exatamente o oposto. Sua presença digital é intensa, popular e busca o emocional. Vídeos no meio do povo, linguagem simples, estética direta e agenda constante no interior. Aqui, a estratégia é clara: aparecer, conectar e crescer.

Mas esse movimento também revela um ponto: Maria ainda está construindo espaço. Precisa ser vista, lembrada e reconhecida. Suas redes não registram poder, tentam conquistá-lo.

Já David Almeida segue um caminho mais técnico. Sua comunicação gira em torno de números, entregas e resultados de gestão. É uma tentativa de transformar desempenho administrativo em viabilidade eleitoral.

O problema é que gestão não se traduz automaticamente em voto estadual e, nas redes, isso ainda aparece mais como prestação de contas do que como mobilização política.

Apesar de algumas movimentações nos bastidores afirmarem que Roberto Cidade não vai concorrer em outubro, em suas redes, o governador interino do Amazonas, tem se movimentando bastante em relação a obras e entregas tentando fortalecer seu nome, está focado em construir a imagem de um governador que escuta o povo, mas está claro que ainda tem muitas batalhas pela frente antes de chegar de fato, as eleições de 2026.

No fim, as redes deixam claro que não existe uma disputa equilibrada neste momento, existem estágios diferentes de jogo.

No Amazonas, onde eleição não se ganha apenas com visibilidade, mas com estrutura, capilaridade e muita articulação a diferença de posicionamento não é detalhe e pode definir o jogo.