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Super El Niño: veja os impactos que o fenômeno pode provocar no Brasil

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Super El Niño: veja os impactos que o fenômeno pode provocar no Brasil

O Brasil pode enfrentar, no segundo semestre de 2026, a formação de um fenômeno climático de grande intensidade conhecido como “super El Niño”. Segundo informações divulgadas por especialistas, o evento poderá influenciar o clima em diversas regiões do planeta e seus efeitos podem se estender até 2027.

De acordo com o professor de Geografia Claudio de Brito Neri, do Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré, os impactos do El Niño vão além das mudanças no tempo e podem afetar diretamente a vida da população, com reflexos na produção de alimentos, no abastecimento de água e na ocorrência de eventos extremos, como secas e enchentes.

Diante das projeções, órgãos como o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) acompanham o cenário e reforçam a importância do planejamento para minimizar possíveis prejuízos.


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Impactos podem variar entre as regiões

Na Região Norte, a expectativa é de redução das chuvas e queda no nível dos rios, o que pode dificultar o transporte fluvial e o acesso de comunidades ribeirinhas a serviços essenciais. O tempo mais quente e seco também aumenta o risco de queimadas e incêndios florestais.

No Nordeste, a diminuição das precipitações pode comprometer reservatórios de água, afetar o abastecimento e prejudicar a produção agrícola. O calor intenso também favorece a ocorrência de incêndios em áreas de vegetação.

Já no Centro-Oeste, os efeitos tendem a ser menos intensos, mas o aumento das temperaturas e a redução da umidade do ar podem elevar o risco de queimadas em algumas áreas.

No Sudeste, os impactos costumam variar entre períodos de estiagem prolongada e episódios de chuvas intensas. Capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória podem registrar ondas de calor mais fortes, aumentando a demanda por energia elétrica.

A Região Sul é tradicionalmente a mais afetada pelo fenômeno. A previsão é de chuvas acima da média, com maior risco de enchentes, alagamentos, deslizamentos de terra e temporais frequentes nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.