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Comércio fecha novembro com crescimento minúsculo de 0,3%, aponta pesquisa do IBGE

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Comércio fecha novembro com crescimento minúsculo de 0,3%, aponta pesquisa do IBGE
Pesquisa de Intenção de Compras da Fecomércio. (Foto: divulgação)

A pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta sexta-feira (16/01) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou uma variação positiva de 0,3% no volume de vendas em novembro na comparação com outubro. Aliado a retração da indústria (-2,8%) e a brutal queda no setor de serviço (-3%), o segundo pior desempenho do País em novembro, as pesquisas do IBGE mostram uma estagnação da economia amazonense na parte final do ano de 2025.

O volume de vendas do comércio em novembro está abaixo da média nacional (1,0%). Conforme a série histórica, a variação do Estado oscilou entre resultados positivos e negativos durante todo o ano no índice que acompanha o volume de vendas do comércio mês a mês.

No índice que compara o resultado de novembro de 2025 com o mesmo mês do ano anterior, o comércio amazonense também registrou variação negativa de -1,7%, enquanto a média nacional ficou 1,3%. Este foi o pior resultado do Estado no índice desde março, quando registrou -1,8%

A variação acumulada ao longo de 2025 encerrou o mês de novembro com a variação acumulada de 0,9%, resultado abaixo da média nacional (1,5%) e menor variação acumulada registrada pelo estado no índice em 2025.


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Perspectivas de instabilidade econômica

Os números do IBGE para o mês de novembro comprovam um cenário macroeconômico que, para o economista Max Cohen, é extremamente desafiador. Na análise dele, com a taxa de juros básicos, a Selic, no patamar de 15% e sem perspectiva de redução devido ao risco inflacionário é fiscal as perspectivas da economia no final do ano não eram das melhores.

“O câmbio voltou a se depreciar, com o dólar PTAX acima de R$ 5,45 e acima da expectativa média do Relatório Focus do Banco Central para 2025 (R$ 5,40). A inflação nacional mostra tendência de desaceleração, mas Manaus permanece como ponto fora da curva, com forte pressão no custo da cesta básica (+12,2% em seis meses). Em síntese, o quadro combina emprego resiliente e expectativas positivas com consumo seletivo, crédito restrito e perda de fôlego da atividade, exigindo estratégias empresariais focadas em eficiência, liquidez e adaptação ao novo ciclo econômico”, analisou Max Cohen.