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Suprema Corte derruba tarifas de Trump e dólar cai para R$ 5,17

O dólar à vista encerrou esta sexta-feira (20/02) em queda de 0,98%, cotado a R$ 5,17, voltando ao patamar observado no fim de maio de 2024. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em alta de 0,99%, aos 190.408,96 pontos, batendo novo recorde de fechamento, superando a marca anterior de 189.699,12 pontos, registrada em 11 de fevereiro.

O movimento foi puxado principalmente pelo noticiário externo. Durante o pregão, o grande vetor para câmbio e renda variável foi a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que derrubou as tarifas comerciais amplas impostas pelo presidente Donald Trump com base em um instrumento emergencial, o que aumentou o apetite global por risco e enfraqueceu o dólar.

Tarifaço derrubado e “plano B” de Trump não esfriou o mercado

Após a decisão judicial, Trump anunciou uma tarifa global temporária de 10% por 150 dias, usando outro dispositivo legal (Seção 122 do Trade Act de 1974). Ainda assim, a leitura predominante do mercado foi de que a medida seria menos agressiva do que o pacote anterior, o que manteve o clima positivo nos ativos de risco.


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Com isso, o dólar aprofundou as perdas e a Bolsa brasileira, que chegou a oscilar, ganhou força e terminou o dia em alta, embalando o novo topo histórico de fechamento.

Dados do Brasil e dos EUA também mexeram com as cotações

No Brasil, o IBGE informou que a taxa de desemprego caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, o menor nível da série histórica iniciada em 2012.

Nos Estados Unidos, indicadores mistos ajudaram a calibrar expectativas sobre juros: o núcleo do PCE (medida de inflação acompanhada pelo Fed) veio mais forte do que o esperado em dezembro, enquanto o PIB do 4º trimestre de 2025 desacelerou para 1,4%.

Ouro sobe com busca por proteção

Mesmo com a melhora no humor das Bolsas, a sessão também teve alta do ouro, ativo tradicionalmente procurado em momentos de incerteza, em meio ao rearranjo do cenário comercial dos EUA e à leitura dos dados americanos.

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