Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Estudo de economista paulista mostra que PIM arrecada mais imposto do que recebe de incentivos

Um estudo conduzido pelo professor da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Márcio Holland, comprovou que os incentivos tributários concedidos ao Polo Industrial de Manaus são compensados pela arrecadação de impostos gerados pelas empresas incentivadas, uma tese defendida desde o século passado pelo professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Samuel Benchimol, e referendada em livro pelo atual secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Serafim Corrêa.

O estudo “Gastos Tributário no Brasil e Custo Fiscal da ZFM” foi publicado em agosto e mostra que em 2021 a renúncia tributária para o PIM foi de R$ 7,5 bilhões, conforme dados da Receita Federal do Brasil, mas para cada real destes gastos com o modelo, R$ 1,72 retornam para a União na forma de impostos ou contribuições.


Saiba mais:

Chefes de cozinha transformam insumos amazônicos em pratos únicos, requintados e saborosos

Ovos de galinha, o ingrediente curinga que atende da cozinha simples até as sofisticadas


PIM favorece o trabalho formal e a arrecadação previdenciária

No trabalho, Holland cita especificamente a contribuição previdenciária, que não é objeto de desoneração específica para a região. “Como a indústria é a principal atividade empregadora da região, ela gera emprego formal, celetista, recolhe tributos, as contrapartidas”, afirma o economista.

Marcio Holland também mostra que, por este critério, os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro são os que mais devolvem arrecadação em relação aos incentivos tributários que recebem da União. Ele cita que cinco estados devolvem menos do que recebem: Roraima, Acre, Tocantins, Amapá e Pará. O Amazonas está na 17ª posição de maior retorno entre os 26 estados — o DF está fora da conta.

O autor ressalta que o trabalho não tem a intenção de tratar a relação entre custos e benefícios do programa. Ele defende que a discussão para os problemas da região não deve passar simplesmente por desmantelar o programa, mas em aprimorá-lo.

“O programa Zona Franca precisa de aperfeiçoamento, modernização, precisa promover a diversificação produtiva, a interiorização do desenvolvimento. Os níveis de IDH da região são de países subsaarianos. Precisamos discutir o desenvolvimento na região. Como fazer isso? É dizendo que esse programa custa caro, e acabou, ou é repensando a região?”

O estudo foca em diferenciar o Polo Industrial de Manaus do conceito mais amplo de Zona Franca, que também inclui comércio, agropecuária e serviços. Segundo Holland, os dados da Receita tornam difícil isolar os dados.

Ele também aborda a questão das contrapartidas obrigatórias das empresas –recursos para os fundos de fomento ao turismo do Amazonas e às microempresas, financiamento à universidade do estado e investimentos em P&D. São R$ 6 bilhões, o que aumentaria o retorno fiscal da ZFM.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

Um estudo conduzido pelo professor da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Márcio Holland, comprovou que os incentivos tributários concedidos ao Polo Industrial de Manaus são compensados pela arrecadação de impostos gerados pelas empresas incentivadas, uma tese defendida desde o século passado pelo professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Samuel Benchimol, e referendada em livro pelo atual secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Serafim Corrêa.

O estudo “Gastos Tributário no Brasil e Custo Fiscal da ZFM” foi publicado em agosto e mostra que em 2021 a renúncia tributária para o PIM foi de R$ 7,5 bilhões, conforme dados da Receita Federal do Brasil, mas para cada real destes gastos com o modelo, R$ 1,72 retornam para a União na forma de impostos ou contribuições.


Saiba mais:

Chefes de cozinha transformam insumos amazônicos em pratos únicos, requintados e saborosos

Ovos de galinha, o ingrediente curinga que atende da cozinha simples até as sofisticadas


PIM favorece o trabalho formal e a arrecadação previdenciária

No trabalho, Holland cita especificamente a contribuição previdenciária, que não é objeto de desoneração específica para a região. “Como a indústria é a principal atividade empregadora da região, ela gera emprego formal, celetista, recolhe tributos, as contrapartidas”, afirma o economista.

Marcio Holland também mostra que, por este critério, os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro são os que mais devolvem arrecadação em relação aos incentivos tributários que recebem da União. Ele cita que cinco estados devolvem menos do que recebem: Roraima, Acre, Tocantins, Amapá e Pará. O Amazonas está na 17ª posição de maior retorno entre os 26 estados — o DF está fora da conta.

O autor ressalta que o trabalho não tem a intenção de tratar a relação entre custos e benefícios do programa. Ele defende que a discussão para os problemas da região não deve passar simplesmente por desmantelar o programa, mas em aprimorá-lo.

“O programa Zona Franca precisa de aperfeiçoamento, modernização, precisa promover a diversificação produtiva, a interiorização do desenvolvimento. Os níveis de IDH da região são de países subsaarianos. Precisamos discutir o desenvolvimento na região. Como fazer isso? É dizendo que esse programa custa caro, e acabou, ou é repensando a região?”

O estudo foca em diferenciar o Polo Industrial de Manaus do conceito mais amplo de Zona Franca, que também inclui comércio, agropecuária e serviços. Segundo Holland, os dados da Receita tornam difícil isolar os dados.

Ele também aborda a questão das contrapartidas obrigatórias das empresas –recursos para os fundos de fomento ao turismo do Amazonas e às microempresas, financiamento à universidade do estado e investimentos em P&D. São R$ 6 bilhões, o que aumentaria o retorno fiscal da ZFM.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Banco Central endurece regras para transferências de criptomoedas

O Banco Central (BC) anunciou novas regras para reforçar o monitoramento das operações com ativos virtuais no Brasil. A partir de 1º de outubro...

Tadros é reeleito presidente da CNC para 2026-2030

O empresário amazonense José Roberto Tadros foi reeleito, por unanimidade, presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A votação...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

CNJ manda cancelar R$ 4,7 bilhões em precatórios ligados ao Banco Master

O corregedor nacional de Justiça, ministro Benedito Gonçalves, determinou o cancelamento de 16 precatórios do setor sucroalcooleiro que somam R$ 4,7 bilhões. A decisão...

MP prevê R$ 64 milhões para combater a fome e apoiar povos indígenas

O Congresso Nacional vai decidir o destino de R$ 64,289 milhões previstos em um crédito extraordinário aberto pelo governo federal para ações de segurança...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Polo Industrial de Manaus fatura R$ 142,9 bi até julho

O Polo Industrial de Manaus (PIM) acumulou R$ 142,98 bilhões em faturamento entre janeiro e julho de 2026, manteve 132.596 trabalhadores empregados em julho...

PIB do AM cai 0,8% no segundo trimestre, aponta FGV IBRE

O Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas recuou 0,8% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo estimativa...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Banco Central endurece regras para transferências de criptomoedas

O Banco Central (BC) anunciou novas regras para reforçar o monitoramento das operações com ativos virtuais no Brasil. A partir de 1º de outubro...

Tadros é reeleito presidente da CNC para 2026-2030

O empresário amazonense José Roberto Tadros foi reeleito, por unanimidade, presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A votação...

CNJ manda cancelar R$ 4,7 bilhões em precatórios ligados ao Banco Master

O corregedor nacional de Justiça, ministro Benedito Gonçalves, determinou o cancelamento de 16 precatórios do setor sucroalcooleiro que somam R$ 4,7 bilhões. A decisão...

MP prevê R$ 64 milhões para combater a fome e apoiar povos indígenas

O Congresso Nacional vai decidir o destino de R$ 64,289 milhões previstos em um crédito extraordinário aberto pelo governo federal para ações de segurança...

Polo Industrial de Manaus fatura R$ 142,9 bi até julho

O Polo Industrial de Manaus (PIM) acumulou R$ 142,98 bilhões em faturamento entre janeiro e julho de 2026, manteve 132.596 trabalhadores empregados em julho...

PIB do AM cai 0,8% no segundo trimestre, aponta FGV IBRE

O Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas recuou 0,8% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo estimativa...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]