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Ex-vice-governador Samuel Hanan diz que economia está um “lixo, uma nau à deriva”

O ex-vice-governador do Amazonas Samuel Assayag Hanan fez duras críticas, nesta quinta-feira (21/8), a condução atual da economia brasileira, que na opinião dele está ancorada na cobrança de tributos e na falta de planejamento de longo prazo.

“Churchil [Winston, ex-primeiro ministro da Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial] dizia que uma nação que pensa em progredir com base na cobrança de tributos e igual a um homem que está sentado em um balde e tenta levantar segurando as alças deste balde. Não vai”, disse Hanan

Vice de Amazonino Mendes entre 1999 e 2002, Samuel Hanan considera que a economia brasileira é hoje uma “nau à deriva, uma nau sem rumo” que se perde na polarização política e ideológica e não toma as providências necessárias para o aproveitamento do nosso potencial.

“Ninguém é capaz de gerenciar este país sem um plano de metas, não tem salvador da pátria, não tem amigos de pobres, não tem  divisor  entre ricos e pobres. Precisamos de planejamento”, defendeu Hanan.


Saiba Mais:

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Hanan tem histórico empresarial e no setor público do Amazonas

Samuel Hanan foi um dos homenageados, ao lado do ex-vereador Joaquim Lucena (in memorian),  na reunião ordinária do Codam, nesta quinta-feira (21/8), que aprovou 64 projetos industriais que vão investir R$ 1,3 bilhão nos próximos três anos e gerar 3,7 mil empregos diretos.

Ao agradecer a homenagem, Hanan lembrou dos primórdios do Distrito Industrial quando as empresas eram construídas com concreto feito em betoneiras movidas a bateria, porque não havia luz elétrica, e alimentado por caminhões pipas, pois não havia rede de abastecimento.

“Esse é um projeto vencedor, que demandou muito trabalho. Lembro que no governo Amazonino  Mendes tivemos que ir ao Supremo (Tribunal Federal) diversas vezes para defender o modelo e todas as vezes saímos vitoriosos por unanimidade”, lembrou.

Perfil de Hanam mostra um técnico que virou político

Nascido no município de Tefé, na região do Médio Solimões, Hanan é Engenheiro Industrial com especialização em metalurgia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde também concluiu pós-graduações em Engenharia de Segurança, Higiene e Trabalho e em Engenharia Econômica e Administração de Empresas.

Com uma extensa carreira no setor privado, ocupou cargos de destaque em importantes conglomerados como:

  • Diretor e presidente da Companhia Industrial Amazonense e da CESBRA;

  • Diretor e executivo na Brascan (atualmente Brookfield) e no Grupo Paranapanema;

  • Vice-presidente executivo e CFO da British Petroleum para a América do Sul.

Ainda no setor empresarial, atuou como presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Estanho e integrou conselhos de empresas como Abramo, Ibram, Federações das Industrias dos Estados do Rio de Janeiro (Firjam) e de São Paulo (Fiesp).

Na esfera pública, sua trajetória inclui:

  • Secretário de Estado da Indústria, Comércio e Turismo do Amazonas (1995–1997);

  • Secretário de Estado da Fazenda (1995–1998);

  • Vice-governador do Amazonas (1999–2002), tendo assumido interinamente o governo por mais de 360 dias.

Foi um dos principais articuladores na criação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), sendo considerado um dos fundadores da instituição.

Nos últimos anos, Samuel Hanan tem se destacado como intelectual e articulista. É autor de diversos livros que reúnem análises críticas sobre temas nacionais e regionais, como:

  • Brasil – um país à deriva (coautoria com Daniel Falcone Hanan), que aborda dilemas como Constituição, reeleição, moralidade e corrupção;

  • Brasil pós CF 88, a conjuntura atual em números, publicado em 2025, com foco nos impactos das políticas públicas desde a promulgação da Constituição.

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O ex-vice-governador do Amazonas Samuel Assayag Hanan fez duras críticas, nesta quinta-feira (21/8), a condução atual da economia brasileira, que na opinião dele está ancorada na cobrança de tributos e na falta de planejamento de longo prazo.

“Churchil [Winston, ex-primeiro ministro da Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial] dizia que uma nação que pensa em progredir com base na cobrança de tributos e igual a um homem que está sentado em um balde e tenta levantar segurando as alças deste balde. Não vai”, disse Hanan

Vice de Amazonino Mendes entre 1999 e 2002, Samuel Hanan considera que a economia brasileira é hoje uma “nau à deriva, uma nau sem rumo” que se perde na polarização política e ideológica e não toma as providências necessárias para o aproveitamento do nosso potencial.

“Ninguém é capaz de gerenciar este país sem um plano de metas, não tem salvador da pátria, não tem amigos de pobres, não tem  divisor  entre ricos e pobres. Precisamos de planejamento”, defendeu Hanan.


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Ao agradecer a homenagem, Hanan lembrou dos primórdios do Distrito Industrial quando as empresas eram construídas com concreto feito em betoneiras movidas a bateria, porque não havia luz elétrica, e alimentado por caminhões pipas, pois não havia rede de abastecimento.

“Esse é um projeto vencedor, que demandou muito trabalho. Lembro que no governo Amazonino  Mendes tivemos que ir ao Supremo (Tribunal Federal) diversas vezes para defender o modelo e todas as vezes saímos vitoriosos por unanimidade”, lembrou.

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Nascido no município de Tefé, na região do Médio Solimões, Hanan é Engenheiro Industrial com especialização em metalurgia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde também concluiu pós-graduações em Engenharia de Segurança, Higiene e Trabalho e em Engenharia Econômica e Administração de Empresas.

Com uma extensa carreira no setor privado, ocupou cargos de destaque em importantes conglomerados como:

  • Diretor e presidente da Companhia Industrial Amazonense e da CESBRA;

  • Diretor e executivo na Brascan (atualmente Brookfield) e no Grupo Paranapanema;

  • Vice-presidente executivo e CFO da British Petroleum para a América do Sul.

Ainda no setor empresarial, atuou como presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Estanho e integrou conselhos de empresas como Abramo, Ibram, Federações das Industrias dos Estados do Rio de Janeiro (Firjam) e de São Paulo (Fiesp).

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