Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Haddad confirma IR de 17,5% sobre rendimentos de aplicações; Motta não se compromete a aprovar pacote

Enquanto governo tenta emplacar pacote alternativas para não aumentar IOF, Congresso responde

O pacote de medidas de compensação ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) vai incluir uma alíquota única de 17,5% de Imposto de Renda sobre os rendimentos de aplicações, confirmou na terça-feira (10/6) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Após reunião com o presidente Lula, Haddad disse à imprensa:

“A média da tributação das aplicações financeiras já é 17,5%. Então, nós estamos fixando uma alíquota para todas as aplicações financeiras no mesmo patamar. Hoje ela vai de 15% [para aplicações de até dois anos] a 22,5% [para aplicações de longo prazo]”.

O ministro também citou na reunião uma alta de 15% para 20% no Imposto de Renda sobre os Juros sobre Capital Próprio (JCP). Embora a medida tenha sido rejeitada em 2023 pelo Congresso, Haddad disse que o tema foi incluído no pacote por sugestão de parlamentares. O ministro da Fazenda se reuniu com líderes partidários no domingo (8) para definir pontos do pacote de alternativas ao aumento do IOF.

As propostas acertadas com o Congresso são as seguintes:

  • Aumento da taxação do faturamento das bets (empresas de apostas esportivas) de 12% para 18%;
  • Elevação de 9% para 15% as alíquotas da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) sobre fintechs e corretoras.
  • Fim de isenção de Imposto de Renda sobre títulos como Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito Agrícola (LCA), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que passarão a pagar 5%.

Leia mais:

Haddad anuncia medidas que elevam outros impostos para reduzir IOF

Saiba o que acontece com quem não declara o Imposto de Renda; hoje (30) é o último dia para entregar


A resposta do Congresso ao pacote

Nesta quarta (11/6), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o pacote de medidas fiscais anunciado nesta terça (10) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve ter uma “reação muito ruim” no Congresso e no empresariado.

O deputado fez menção especial a uma das medidas do pacote que prevê tributar títulos atualmente isentos de Imposto de Renda (IR), como a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA).

“O governo deve anunciar esta semana novas medidas em substituição àquilo que foi anunciado para o IOF. Já comuniquei à equipe econômica que as medidas que estão pré-anunciadas deverão ter uma reação muito ruim, não só dentro Congresso, como também no empresariado.

Quando você parte de trazer taxação de títulos que eram isentos e que ajudam a fomentar agronegócio e setor imobiliário, é claro que esses setores vão reagir. Esses títulos têm sido, na verdade, a grande fonte de financiamento num cenário de juros elevadíssimos, como temos hoje no nosso país”.

Ele continuou, dizendo que o governo não se dispõe a fazer “seu dever de casa”.

“Temos que entender que apresentar ao setor produtivo qualquer solução que venha a trazer aumento de tributos, impostos, sem o governo apresentar o mínimo de dever de casa do ponto de vista de corte de gastos, isso não será bem-aceito nem pelo setor produtivo nem pelo Poder Legislativo”.

Na terça (10), Motta já tinha dito em evento com empresários que não haveria compromisso do Congresso aprovar as medidas que serão encaminhadas pelo Planalto para assegurar o cumprimento da meta fiscal deste ano.

*Com informações de Agência Brasil e G1.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O pacote de medidas de compensação ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) vai incluir uma alíquota única de 17,5% de Imposto de Renda sobre os rendimentos de aplicações, confirmou na terça-feira (10/6) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Após reunião com o presidente Lula, Haddad disse à imprensa:

“A média da tributação das aplicações financeiras já é 17,5%. Então, nós estamos fixando uma alíquota para todas as aplicações financeiras no mesmo patamar. Hoje ela vai de 15% [para aplicações de até dois anos] a 22,5% [para aplicações de longo prazo]”.

O ministro também citou na reunião uma alta de 15% para 20% no Imposto de Renda sobre os Juros sobre Capital Próprio (JCP). Embora a medida tenha sido rejeitada em 2023 pelo Congresso, Haddad disse que o tema foi incluído no pacote por sugestão de parlamentares. O ministro da Fazenda se reuniu com líderes partidários no domingo (8) para definir pontos do pacote de alternativas ao aumento do IOF.

As propostas acertadas com o Congresso são as seguintes:

  • Aumento da taxação do faturamento das bets (empresas de apostas esportivas) de 12% para 18%;
  • Elevação de 9% para 15% as alíquotas da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) sobre fintechs e corretoras.
  • Fim de isenção de Imposto de Renda sobre títulos como Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito Agrícola (LCA), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que passarão a pagar 5%.

Leia mais:

Haddad anuncia medidas que elevam outros impostos para reduzir IOF

Saiba o que acontece com quem não declara o Imposto de Renda; hoje (30) é o último dia para entregar


A resposta do Congresso ao pacote

Nesta quarta (11/6), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o pacote de medidas fiscais anunciado nesta terça (10) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve ter uma “reação muito ruim” no Congresso e no empresariado.

O deputado fez menção especial a uma das medidas do pacote que prevê tributar títulos atualmente isentos de Imposto de Renda (IR), como a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA).

“O governo deve anunciar esta semana novas medidas em substituição àquilo que foi anunciado para o IOF. Já comuniquei à equipe econômica que as medidas que estão pré-anunciadas deverão ter uma reação muito ruim, não só dentro Congresso, como também no empresariado.

Quando você parte de trazer taxação de títulos que eram isentos e que ajudam a fomentar agronegócio e setor imobiliário, é claro que esses setores vão reagir. Esses títulos têm sido, na verdade, a grande fonte de financiamento num cenário de juros elevadíssimos, como temos hoje no nosso país”.

Ele continuou, dizendo que o governo não se dispõe a fazer “seu dever de casa”.

“Temos que entender que apresentar ao setor produtivo qualquer solução que venha a trazer aumento de tributos, impostos, sem o governo apresentar o mínimo de dever de casa do ponto de vista de corte de gastos, isso não será bem-aceito nem pelo setor produtivo nem pelo Poder Legislativo”.

Na terça (10), Motta já tinha dito em evento com empresários que não haveria compromisso do Congresso aprovar as medidas que serão encaminhadas pelo Planalto para assegurar o cumprimento da meta fiscal deste ano.

*Com informações de Agência Brasil e G1.

- Publicidade -[adrotate group="9"]
Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

Mais lidas

Banco Central endurece regras para transferências de criptomoedas

O Banco Central (BC) anunciou novas regras para reforçar o monitoramento das operações com ativos virtuais no Brasil. A partir de 1º de outubro...

Tadros é reeleito presidente da CNC para 2026-2030

O empresário amazonense José Roberto Tadros foi reeleito, por unanimidade, presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A votação...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

CNJ manda cancelar R$ 4,7 bilhões em precatórios ligados ao Banco Master

O corregedor nacional de Justiça, ministro Benedito Gonçalves, determinou o cancelamento de 16 precatórios do setor sucroalcooleiro que somam R$ 4,7 bilhões. A decisão...

MP prevê R$ 64 milhões para combater a fome e apoiar povos indígenas

O Congresso Nacional vai decidir o destino de R$ 64,289 milhões previstos em um crédito extraordinário aberto pelo governo federal para ações de segurança...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Polo Industrial de Manaus fatura R$ 142,9 bi até julho

O Polo Industrial de Manaus (PIM) acumulou R$ 142,98 bilhões em faturamento entre janeiro e julho de 2026, manteve 132.596 trabalhadores empregados em julho...

PIB do AM cai 0,8% no segundo trimestre, aponta FGV IBRE

O Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas recuou 0,8% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo estimativa...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Banco Central endurece regras para transferências de criptomoedas

O Banco Central (BC) anunciou novas regras para reforçar o monitoramento das operações com ativos virtuais no Brasil. A partir de 1º de outubro...

Tadros é reeleito presidente da CNC para 2026-2030

O empresário amazonense José Roberto Tadros foi reeleito, por unanimidade, presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A votação...

CNJ manda cancelar R$ 4,7 bilhões em precatórios ligados ao Banco Master

O corregedor nacional de Justiça, ministro Benedito Gonçalves, determinou o cancelamento de 16 precatórios do setor sucroalcooleiro que somam R$ 4,7 bilhões. A decisão...

MP prevê R$ 64 milhões para combater a fome e apoiar povos indígenas

O Congresso Nacional vai decidir o destino de R$ 64,289 milhões previstos em um crédito extraordinário aberto pelo governo federal para ações de segurança...

Polo Industrial de Manaus fatura R$ 142,9 bi até julho

O Polo Industrial de Manaus (PIM) acumulou R$ 142,98 bilhões em faturamento entre janeiro e julho de 2026, manteve 132.596 trabalhadores empregados em julho...

PIB do AM cai 0,8% no segundo trimestre, aponta FGV IBRE

O Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas recuou 0,8% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo estimativa...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]