Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

“Ministério da Fazenda é o menos culpado por alta taxa de juros”, diz Durigan

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as decisões do governo federal não são a principal causa da elevada taxa de juros no país. Em entrevista ao g1, ele disse que o debate fiscal, embora importante, não explica sozinho o atual cenário econômico e garantiu que a equipe econômica manterá o processo de ajuste das contas públicas para cumprir as metas fiscais dos próximos anos.

“Eu não estou procurando culpados. Porque assim, quem é menos culpado é o Ministério da Fazenda por conta da taxa de juros. (…) Nós temos que discutir qual a razão da taxa de juros estar nesse patamar. O debate fiscal, ele importa para a taxa de juros, mas não é a solução, porque essa é a resposta fácil”, declarou.

Atualmente, a taxa básica de juros, a Selic, está em 14,25% ao ano, patamar que coloca o Brasil na liderança mundial em juros reais, considerando o desconto da inflação projetada para os próximos 12 meses. Para Durigan, esse cenário representa o principal obstáculo ao crescimento econômico, ao investimento privado e ao equilíbrio das contas públicas.

“De fato, a taxa de juros prejudica o investimento privado e ela prejudica a dívida pública. Hoje, o que machuca a dívida pública é a taxa de juros”, afirmou.


Leia mais

Ministro das Comunicações prestigia segunda noite do Festival de Parintins

Ministério da Fazenda diz que ampliará controle sobre bets na Copa


A dívida bruta do governo brasileiro alcança 81,4% do Produto Interno Bruto (PIB), índice considerado elevado para padrões de economias emergentes. Como parte significativa dessa dívida é corrigida pela taxa básica, aumentos nos juros ampliam diretamente o custo do endividamento público.

Durigan reconheceu a necessidade de harmonizar as duas frentes e afirmou que a preocupação com a inflação também é prioridade da equipe econômica.

“O Brasil tem que seguir fazendo um esforço fiscal grande, não é pequeno, para limitar o crescimento da dívida no que compete ao Ministério da Fazenda. Tudo o que o Ministério da Fazenda puder fazer para melhorar a política fiscal e harmonizar a política monetária, nós faremos”, disse.

Meta é superávit primário de 1,5% do PIB até 2030

O ministro reiterou que o governo pretende alcançar superávits primários nos próximos anos. A meta proposta para 2027 é de resultado positivo equivalente a 0,5% do PIB, cerca de R$ 73,2 bilhões, com previsão de avanço gradual para 1,5% do PIB até 2030.

Para atingir esses objetivos, a estratégia inclui contenção de despesas, revisão de benefícios fiscais e maior tributação sobre as camadas mais ricas da população. Segundo Durigan, debates mais amplos, como a desindexação do salário mínimo de benefícios previdenciários e dos gastos em saúde e educação, deverão ser conduzidos pelo próximo governo.

O ministro também defendeu o arcabouço fiscal aprovado em 2023, classificando a regra como sustentável e necessária para garantir previsibilidade às contas públicas, mesmo diante da redução gradual do espaço para gastos discricionários da União.

“Reconheço que o espaço discricionário tende a diminuir se a gente não reverter o crescimento de gasto obrigatório. E isso vai precisar ser feito, mas sem descartar o arcabouço fiscal. É o arcabouço fiscal que vai nos permitir acomodar a trajetória de receita e despesa no país”, afirmou.

Ao comentar críticas sobre programas de crédito subsidiado lançados pelo governo, especialmente em período pré-eleitoral, Durigan minimizou possíveis impactos sobre a política monetária. Segundo ele, iniciativas voltadas para setores específicos representam volumes reduzidos diante do mercado de crédito nacional e não comprometem os esforços do Banco Central para conter a inflação.

O Banco Central, por sua vez, sustenta que a política de juros é uma resposta ao ambiente econômico e que estímulos fiscais e de crédito influenciam as expectativas inflacionárias, exigindo atuação mais rígida para desacelerar a atividade econômica e manter a inflação sob controle.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as decisões do governo federal não são a principal causa da elevada taxa de juros no país. Em entrevista ao g1, ele disse que o debate fiscal, embora importante, não explica sozinho o atual cenário econômico e garantiu que a equipe econômica manterá o processo de ajuste das contas públicas para cumprir as metas fiscais dos próximos anos.

“Eu não estou procurando culpados. Porque assim, quem é menos culpado é o Ministério da Fazenda por conta da taxa de juros. (…) Nós temos que discutir qual a razão da taxa de juros estar nesse patamar. O debate fiscal, ele importa para a taxa de juros, mas não é a solução, porque essa é a resposta fácil”, declarou.

Atualmente, a taxa básica de juros, a Selic, está em 14,25% ao ano, patamar que coloca o Brasil na liderança mundial em juros reais, considerando o desconto da inflação projetada para os próximos 12 meses. Para Durigan, esse cenário representa o principal obstáculo ao crescimento econômico, ao investimento privado e ao equilíbrio das contas públicas.

“De fato, a taxa de juros prejudica o investimento privado e ela prejudica a dívida pública. Hoje, o que machuca a dívida pública é a taxa de juros”, afirmou.


Leia mais

Ministro das Comunicações prestigia segunda noite do Festival de Parintins

Ministério da Fazenda diz que ampliará controle sobre bets na Copa


A dívida bruta do governo brasileiro alcança 81,4% do Produto Interno Bruto (PIB), índice considerado elevado para padrões de economias emergentes. Como parte significativa dessa dívida é corrigida pela taxa básica, aumentos nos juros ampliam diretamente o custo do endividamento público.

Durigan reconheceu a necessidade de harmonizar as duas frentes e afirmou que a preocupação com a inflação também é prioridade da equipe econômica.

“O Brasil tem que seguir fazendo um esforço fiscal grande, não é pequeno, para limitar o crescimento da dívida no que compete ao Ministério da Fazenda. Tudo o que o Ministério da Fazenda puder fazer para melhorar a política fiscal e harmonizar a política monetária, nós faremos”, disse.

Meta é superávit primário de 1,5% do PIB até 2030

O ministro reiterou que o governo pretende alcançar superávits primários nos próximos anos. A meta proposta para 2027 é de resultado positivo equivalente a 0,5% do PIB, cerca de R$ 73,2 bilhões, com previsão de avanço gradual para 1,5% do PIB até 2030.

Para atingir esses objetivos, a estratégia inclui contenção de despesas, revisão de benefícios fiscais e maior tributação sobre as camadas mais ricas da população. Segundo Durigan, debates mais amplos, como a desindexação do salário mínimo de benefícios previdenciários e dos gastos em saúde e educação, deverão ser conduzidos pelo próximo governo.

O ministro também defendeu o arcabouço fiscal aprovado em 2023, classificando a regra como sustentável e necessária para garantir previsibilidade às contas públicas, mesmo diante da redução gradual do espaço para gastos discricionários da União.

“Reconheço que o espaço discricionário tende a diminuir se a gente não reverter o crescimento de gasto obrigatório. E isso vai precisar ser feito, mas sem descartar o arcabouço fiscal. É o arcabouço fiscal que vai nos permitir acomodar a trajetória de receita e despesa no país”, afirmou.

Ao comentar críticas sobre programas de crédito subsidiado lançados pelo governo, especialmente em período pré-eleitoral, Durigan minimizou possíveis impactos sobre a política monetária. Segundo ele, iniciativas voltadas para setores específicos representam volumes reduzidos diante do mercado de crédito nacional e não comprometem os esforços do Banco Central para conter a inflação.

O Banco Central, por sua vez, sustenta que a política de juros é uma resposta ao ambiente econômico e que estímulos fiscais e de crédito influenciam as expectativas inflacionárias, exigindo atuação mais rígida para desacelerar a atividade econômica e manter a inflação sob controle.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Dólar cai 4,26% e fica abaixo de R$ 5 após resultado do 1º turno

O dólar abriu o mercado desta segunda-feira (5/10) em forte queda, recuando 4,26% e sendo negociado abaixo de R$ 5. A reação ocorre após...

Lula diz que quer proibir bancos de emitir mais de um cartão por pessoa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o governo discute com o Banco Central a possibilidade de proibir os bancos de...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Vale-refeição será aceito em todas maquininhas a partir de novembro

O Ministério do Trabalho e Emprego informou, nesta quinta-feira (1º/10), que cartões de vale-refeição e vale-alimentação serão aceitos em todas as maquininhas a partir...

Transações Pix caem 10% após fim das bets

As transações Pix caíram 10% após o fim das bets no Brasil. Os dados são do Banco Central (BC) sobre as operações liquidadas no...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Emprego e inadimplência batem recorde no Brasil, segundo IBGE

O Brasil registrou recorde de pessoas com emprego e, ao mesmo tempo, atingiu o maior nível de inadimplência da série histórica. Dados divulgados nesta...

Desenrola 3.0 mira R$ 150 bi em dívidas de brasileiros

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (25) uma nova rodada do Desenrola, programa criado para facilitar a renegociação de dívidas de pessoas físicas. Batizada...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Dólar cai 4,26% e fica abaixo de R$ 5 após resultado do 1º turno

O dólar abriu o mercado desta segunda-feira (5/10) em forte queda, recuando 4,26% e sendo negociado abaixo de R$ 5. A reação ocorre após...

Lula diz que quer proibir bancos de emitir mais de um cartão por pessoa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o governo discute com o Banco Central a possibilidade de proibir os bancos de...

Vale-refeição será aceito em todas maquininhas a partir de novembro

O Ministério do Trabalho e Emprego informou, nesta quinta-feira (1º/10), que cartões de vale-refeição e vale-alimentação serão aceitos em todas as maquininhas a partir...

Transações Pix caem 10% após fim das bets

As transações Pix caíram 10% após o fim das bets no Brasil. Os dados são do Banco Central (BC) sobre as operações liquidadas no...

Emprego e inadimplência batem recorde no Brasil, segundo IBGE

O Brasil registrou recorde de pessoas com emprego e, ao mesmo tempo, atingiu o maior nível de inadimplência da série histórica. Dados divulgados nesta...

Desenrola 3.0 mira R$ 150 bi em dívidas de brasileiros

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (25) uma nova rodada do Desenrola, programa criado para facilitar a renegociação de dívidas de pessoas físicas. Batizada...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]