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Panorama Econômico de janeiro sinaliza para ano com instabilidade e resiliência, aponta economista

O estudo Panorama Econômico do Amazonas, elaborado pelo economista da Federação do Comércio do Amazonas (Fecomercio-AM), Max Cohen, sinaliza que o ano de 2026 será marcado por um contexto de transição, com sinais distintos entre a estrutura produtiva e o comportamento recente da atividade.

Os dados analisados pelo economista indicam que o setor de comércio e serviços mantém papel central na dinâmica econômica do Estado, ao mesmo tempo em que enfrenta limitações impostas pelo consumo ainda contido e pela desaceleração observada ao longo de 2025, que não foi um dos melhores anos para o segmento.

O número de empresas ativas no Amazonas seguiu em expansão na transição de dezembro de 2025 para janeiro de 2026, com destaque para o segmento de comércio e serviços, que responde por 86,7% dos registros da Junta Comercial do Estado (Jucea-AM) e apresentou crescimento neste período.

“O movimento aponta para a continuidade do empreendedorismo e reforça a predominância das atividades terciárias na economia amazonense, mesmo em um ambiente de menor ritmo de crescimento”, afirma Cohen.


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Desafios para o ano que começa agora

No comércio varejista, os indicadores mostram perda de fôlego ao longo de 2025. Após uma sequência de retrações, houve leve avanço mensal entre novembro e dezembro, sem impacto relevante sobre o desempenho acumulado no ano ou na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Tanto o varejo restrito quanto o ampliado, aferidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registram crescimento limitado, refletindo um cenário de consumo moderado, influenciado por juros elevados, crédito mais seletivo e restrições no orçamento das famílias.

O setor de serviços encerrou 2025 com sinais de retração. A queda registrada nos últimos meses do ano afetou os indicadores mensais e interanuais, levando o resultado acumulado a terreno negativo. A trajetória em 12 meses aponta reversão do crescimento observado até meados do ano, evidenciando a dependência do setor de uma recuperação mais consistente da demanda interna e de condições macroeconômicas mais favoráveis.

Dentro do conjunto dos serviços, o turismo segue como principal ponto de sustentação. A atividade mantém crescimento nas comparações anual e acumulada, mesmo após ajustes pontuais no fim de 2025. O desempenho sustenta perspectivas de oportunidades ao longo de 2026 em áreas como hospedagem, alimentação, transporte e atividades associadas à economia criativa, com impacto direto sobre o emprego e a renda.

O mercado de trabalho formal contribui para a sustentação do comércio e dos serviços. O estoque de empregos nesses segmentos alcançou novo patamar, concentrando cerca de 70% dos vínculos formais do Estado. Esse desempenho está associado à melhora dos indicadores de intenção de consumo das famílias no fim de 2025, especialmente nos componentes relacionados a emprego e renda. Ainda assim, o nível elevado de endividamento e inadimplência limita a capacidade de expansão do consumo, sobretudo em bens de maior valor.

Questão fiscal e tributária

No campo fiscal, a arrecadação do ICMS no Amazonas encerrou 2025 abaixo do nível observado no ano anterior, em termos reais. Para 2026, a expectativa é de crescimento condicionado à recuperação gradual da atividade econômica. No cenário nacional, a inflação abaixo do teto da meta abre espaço para uma flexibilização monetária gradual, embora a taxa básica de juros permaneça elevada no curto prazo, com reflexos sobre o crédito e o consumo.

Diante desse cenário, as perspectivas para o comércio e os serviços em 2026 indicam um ano de ajustes e decisões cautelosas. A atividade deve seguir sustentada pelo mercado de trabalho e pelo turismo, enquanto o consumo das famílias tende a avançar de forma limitada. A evolução do setor dependerá da resposta da demanda interna, do comportamento do crédito e do ambiente macroeconômico ao longo do ano.

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O estudo Panorama Econômico do Amazonas, elaborado pelo economista da Federação do Comércio do Amazonas (Fecomercio-AM), Max Cohen, sinaliza que o ano de 2026 será marcado por um contexto de transição, com sinais distintos entre a estrutura produtiva e o comportamento recente da atividade.

Os dados analisados pelo economista indicam que o setor de comércio e serviços mantém papel central na dinâmica econômica do Estado, ao mesmo tempo em que enfrenta limitações impostas pelo consumo ainda contido e pela desaceleração observada ao longo de 2025, que não foi um dos melhores anos para o segmento.

O número de empresas ativas no Amazonas seguiu em expansão na transição de dezembro de 2025 para janeiro de 2026, com destaque para o segmento de comércio e serviços, que responde por 86,7% dos registros da Junta Comercial do Estado (Jucea-AM) e apresentou crescimento neste período.

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O setor de serviços encerrou 2025 com sinais de retração. A queda registrada nos últimos meses do ano afetou os indicadores mensais e interanuais, levando o resultado acumulado a terreno negativo. A trajetória em 12 meses aponta reversão do crescimento observado até meados do ano, evidenciando a dependência do setor de uma recuperação mais consistente da demanda interna e de condições macroeconômicas mais favoráveis.

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