O Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas recuou 0,8% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). O resultado foi o pior entre os estados da Região Norte no período.
Enquanto a economia brasileira cresceu 2% na comparação interanual, a Região Norte avançou apenas 0,2%. Roraima apresentou o melhor desempenho regional, com alta de 2,9%, enquanto Amazonas (-0,8%) e Pará (-0,2%) foram os únicos estados nortistas que registraram retração.
Amazonas e Pará respondem, juntos, por mais de 60% do PIB da Região Norte. Por isso, o desempenho negativo das duas economias contribuiu para que o crescimento regional ficasse próximo da estabilidade.
Indústria puxa resultado negativo no Amazonas
Segundo o estudo, a retração da economia amazonense foi influenciada principalmente pelo desempenho da indústria, com destaque negativo para a indústria de transformação. Entre as atividades que apresentaram redução estão a fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, além de máquinas e outros equipamentos.
O desempenho industrial tem peso significativo na economia do Amazonas devido à concentração de atividades produtivas no Polo Industrial de Manaus (PIM). Dessa forma, oscilações na produção do setor repercutem diretamente nos indicadores utilizados para estimar o nível de atividade econômica do estado.
O levantamento “Desempenho do PIB da região Norte no 2º trimestre de 2026” foi elaborado pelos economistas Juliana Trece e Claudio Considera, do Núcleo de Contas Nacionais (NCN) do FGV IBRE. A análise integra uma iniciativa experimental do instituto, que utiliza indicadores econômicos disponíveis e dados do Sistema de Contas Regionais (SCR) do IBGE para estimar o desempenho trimestral das unidades da Federação.
