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Por que o dólar subiu tanto no Natal? Entenda as diferenças nas cotações

No feriado de Natal, que normalmente seria um momento de tranquilidade, muitos brasileiros se surpreenderam ao ver o dólar cotado a R$ 6,36 no Google, um aumento de 2,91% se comparado com a cotação de segunda-feira (23/12) que era R$ 6,18.

O erro, que levou a empresa a suspender temporariamente sua ferramenta de cotação nesta quinta-feira (26), gerou intensos debates nas redes sociais.

Economistas e usuários divergiam: enquanto alguns apontavam que o mercado tradicional estava fechado e tratavam o valor como um erro do Google, outros acreditavam que aquele poderia ser o valor real ou até mesmo o valor futuro do dólar.

O esclarecimento surgiu após a provedora de dados financeiros Morningstar, responsável por fornecer a cotação do dólar para o real ao Google, afirmar, nesta quinta-feira (26/12), que o valor era apenas o resultado da especulação de mercados paralelos e não o valor base do mercado interbancário, de onde provém a cotação oficial do dólar.

Mas não é de hoje que a cotação da moeda americana causa confusão entre os brasileiros. Você mesmo já deve ter percebido que o dólar em casas de câmbio tem um preço, em plataformas digitais outro, e a moeda na cotação comercial tem outro valor.


Leia mais:

Dólar volta a subir: Entenda história da desvalorização do Real frente à moeda americana

Dólar atinge pico histórico de R$ 6,30, mas começa a cair após novos leilões do Banco Central


Por que os valores variam?

O primeiro mercado a definir o valor do dólar é o cambial interbancário, que são grandes transações feitas entre bancos internacionais. Eles não funcionam nos feriados.

Entretanto, outros mercados, como casas de câmbio e plataformas digitais, continuam funcionando 24 horas por dia, baseando suas transações em especulações e variações externas. Isso pode gerar discrepâncias significativas, especialmente durante períodos em que o mercado oficial está fechado.

Diferenças entre o dólar comercial e dólar de turismo

O dólar comercial é usado em transações internacionais de grande escala, como importações, exportações e transferências financeiras entre empresas ou governos. Seu valor é determinado pela oferta e demanda no mercado interbancário, sendo geralmente mais baixo que o dólar de turismo.

Por outro lado, o dólar de turismo é a taxa usada por viajantes para comprar moeda estrangeira em casas de câmbio. Ele inclui taxas de operação e margens de lucro das corretoras, tornando-o mais caro do que o dólar comercial. É indicado para gastos em viagens internacionais, como hotéis, alimentação e transporte.

Cotação do dólar em Stablecoins

Outra forma de comercializar a moeda americana são com as stablecoins.

Elas são criptomoedas atreladas ao valor do dólar ou outras moedas estáveis, como o Tether (USDT) ou USD Coin (USDC). Seu valor é geralmente próximo ao dólar comercial, mas pode variar ligeiramente devido à liquidez e às condições do mercado de criptomoedas. Essas moedas têm ganhado popularidade por sua acessibilidade e por funcionarem 24 horas por dia, mesmo em feriados.

Compreender essas diferenças ajuda a evitar sustos e a planejar melhor suas finanças em momentos de volatilidade cambial.

*Por Cristiane Holanda, do portal da Rede Onda Digital.

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No feriado de Natal, que normalmente seria um momento de tranquilidade, muitos brasileiros se surpreenderam ao ver o dólar cotado a R$ 6,36 no Google, um aumento de 2,91% se comparado com a cotação de segunda-feira (23/12) que era R$ 6,18.

O erro, que levou a empresa a suspender temporariamente sua ferramenta de cotação nesta quinta-feira (26), gerou intensos debates nas redes sociais.

Economistas e usuários divergiam: enquanto alguns apontavam que o mercado tradicional estava fechado e tratavam o valor como um erro do Google, outros acreditavam que aquele poderia ser o valor real ou até mesmo o valor futuro do dólar.

O esclarecimento surgiu após a provedora de dados financeiros Morningstar, responsável por fornecer a cotação do dólar para o real ao Google, afirmar, nesta quinta-feira (26/12), que o valor era apenas o resultado da especulação de mercados paralelos e não o valor base do mercado interbancário, de onde provém a cotação oficial do dólar.

Mas não é de hoje que a cotação da moeda americana causa confusão entre os brasileiros. Você mesmo já deve ter percebido que o dólar em casas de câmbio tem um preço, em plataformas digitais outro, e a moeda na cotação comercial tem outro valor.


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Entretanto, outros mercados, como casas de câmbio e plataformas digitais, continuam funcionando 24 horas por dia, baseando suas transações em especulações e variações externas. Isso pode gerar discrepâncias significativas, especialmente durante períodos em que o mercado oficial está fechado.

Diferenças entre o dólar comercial e dólar de turismo

O dólar comercial é usado em transações internacionais de grande escala, como importações, exportações e transferências financeiras entre empresas ou governos. Seu valor é determinado pela oferta e demanda no mercado interbancário, sendo geralmente mais baixo que o dólar de turismo.

Por outro lado, o dólar de turismo é a taxa usada por viajantes para comprar moeda estrangeira em casas de câmbio. Ele inclui taxas de operação e margens de lucro das corretoras, tornando-o mais caro do que o dólar comercial. É indicado para gastos em viagens internacionais, como hotéis, alimentação e transporte.

Cotação do dólar em Stablecoins

Outra forma de comercializar a moeda americana são com as stablecoins.

Elas são criptomoedas atreladas ao valor do dólar ou outras moedas estáveis, como o Tether (USDT) ou USD Coin (USDC). Seu valor é geralmente próximo ao dólar comercial, mas pode variar ligeiramente devido à liquidez e às condições do mercado de criptomoedas. Essas moedas têm ganhado popularidade por sua acessibilidade e por funcionarem 24 horas por dia, mesmo em feriados.

Compreender essas diferenças ajuda a evitar sustos e a planejar melhor suas finanças em momentos de volatilidade cambial.

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