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Produção de tomate bate recorde no Brasil, mas clima pode aumentar preço em 2026

A produção brasileira de tomate atingiu recorde histórico em 2025, mas o setor já enfrenta desafios climáticos que podem pressionar a oferta e os preços em 2026.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país colheu 4,7 milhões de toneladas no último ano, alta de 27% em relação a 2022 e acima do recorde anterior, de 4,4 milhões de toneladas, registrado em 2011.

A área plantada cresceu 21% no período, passando de 52,3 mil para 63,3 mil hectares, enquanto a produtividade média subiu de 71 para 74 toneladas por hectare.

O avanço é atribuído ao uso de tecnologias no campo, como irrigação, melhoramento genético e manejo mais eficiente. Apesar do desempenho, o setor iniciou 2026 sob impacto de chuvas frequentes e temperaturas elevadas, que aumentaram a incidência de doenças fúngicas e bacterianas, provocando perdas e descarte de frutos.

Segundo a empresa Ascenza Brasil, especializada em defensivos e cultivares, o cenário exige reforço no monitoramento das lavouras e adoção de estratégias integradas de proteção para conter prejuízos.

Os efeitos já são percebidos no mercado. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo, aponta alta de 34% no preço do tomate longa vida no Rio de Janeiro no início de fevereiro, com a caixa chegando a R$ 134,12. Em Campinas, a valorização foi de 11%.

Projeção do FGV Ibre indica que o tomate pode acumular alta próxima de 7% em 2026, impulsionado pela oferta mais restrita e pelos custos elevados de produção.


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Produtor e consumidor

Segundo a Embrapa, o tomate é uma das hortaliças mais consumidas no mundo e ocupa posição estratégica na agricultura brasileira, tanto para consumo in natura quanto para processamento industrial.

O Brasil é o 5º maior produtor mundial de tomate destinado à indústria, destacando-se também no segmento de tomate de mesa pelo volume produzido e pelo uso de tecnologias no campo. Goiás lidera a produção voltada ao processamento, com cultivo em larga escala e alto nível tecnológico. Já Minas Gerais e São Paulo concentram a maior produção e consumo de tomate in natura no país.

A chamada “árvore do conhecimento do tomate” reúne informações técnicas sobre toda a cadeia produtiva, incluindo etapas de pré-produção, produção e pós-produção, além de disponibilizar conteúdos completos para consulta.

Com informações da CNN Brasil.

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A produção brasileira de tomate atingiu recorde histórico em 2025, mas o setor já enfrenta desafios climáticos que podem pressionar a oferta e os preços em 2026.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país colheu 4,7 milhões de toneladas no último ano, alta de 27% em relação a 2022 e acima do recorde anterior, de 4,4 milhões de toneladas, registrado em 2011.

A área plantada cresceu 21% no período, passando de 52,3 mil para 63,3 mil hectares, enquanto a produtividade média subiu de 71 para 74 toneladas por hectare.

O avanço é atribuído ao uso de tecnologias no campo, como irrigação, melhoramento genético e manejo mais eficiente. Apesar do desempenho, o setor iniciou 2026 sob impacto de chuvas frequentes e temperaturas elevadas, que aumentaram a incidência de doenças fúngicas e bacterianas, provocando perdas e descarte de frutos.

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Os efeitos já são percebidos no mercado. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo, aponta alta de 34% no preço do tomate longa vida no Rio de Janeiro no início de fevereiro, com a caixa chegando a R$ 134,12. Em Campinas, a valorização foi de 11%.

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