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Startup amazonense projeta aerobarco para superar barreira logística

Startup amazonense, financiada com recursos públicos, projeta um Aerobarco que promete destravar e revolucionar a logística no Amazonas

Você já ouviu falar de ekranoplano? sabe se ele voa, desliza na água ou corre nas estradas? Já viu um rodando por ai no Amazonas? Bem, vamos por partes então e veja nas fotos abaixo um exemplar do mais famoso ekranoplano do mundo, o chamado Monstro do Mar Cáspio.

Ekranoplano Monstro do Mar Cáspio
Construído pela União Soviética durante a Guerra Fria, este Ekranoplano estacionou numa praia do Mar Cáspio e de la nunca mais saiu. (Reprodução/Internet)
Ekranoplano Monstro do Mar Cáspio
Monstro do Mar Caspio era uma embarcação de guerra que voava a 5 metros acima do leito do mar e podia lançar mísseis balísticos. (Reprodução/Internet)

Como você deve ter percebido, o ekranoplano é um misto de embarcação com avião, decola “correndo” nas águas de um mar, rio ou lago e viaja como um avião entre dois e cinco metros acima das águas, usando o chamado efeito solo.

Pois foi com um ekranoplano na cabeça e recursos da Financiadora de Estudos e Projetos, empresa pública ligada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (Finep), e da Suframa no bolso, que uma startup amazonense desenvolve a construção de um “barco voador” para resolver os probemas de logística de cargas e passageiros.

O mais legal é que a AeroRiver Barco Voador é uma empresa amazonense de base tecnológica, tocada por quem vive na região, se qualificou na região e trabalha para resolver problemas locais.

“Nossa região tem um potencial sócio-econômico gigante, mas é travado por um problema crônico: a logística. A malha rodoviária é pequena e problematica, o modal aéreo, além de caro, atende poucas cidades e o fluvial demanda muito tempo para vencer as grandes distâncias”, diagnostica o CEO e co-fundador da AeroRiver, Lucas Guimarães.

O veículo de efeito solo (VES) desenvolvido por ele e os sócios Túlio Furtado e Felipe Assis, é capaz de transportar dez passageiros ou uma tonelada de carga, voando a 150 km/h e usando os rio do Amazonas como malha viária.

Nessa velocidade, o Aerobarco chegaria a Parintins, que está a 380 quilômetros de Manaus, em menos de três horas. Hoje, um voo regular leva quase uma hora e na lancha mais veloz o trajeto é feito 10 horas.

Ilustração do Veículo de efeito solo projetado por startup amazonense
Aerobarco voa a 150 km/h e transporta até dez passageiros ou uma tonelada de carga

“Obedecendo a critérios e certificações da Marinha, o Aerobarco é 40% mais barato que um avião da mesma categoria e trará benefícios gigantes para a região, resolvendo um problema logístico e destravando o potencial da região e do povo”, afirma Lucas.


Saiba mais:

Colisões aéreas: duas espécies de urubus concentram casos no Amazonas

Indústria de Material Bélico do Brasil estuda instalar unidade de P&D no Polo Industrial de Manaus

Da Scarolla e Lobbo’s até pizza de X-Caboquinho, pudim de cupuaçu e tacacá


Sócios do Aerobarco se encontram em Manaus

Os três sócios da AeroRiver se encontraram estudando Engenharia Mecânica em Manaus, mas já de olho em Engenharia Aeroespacial.

Lucas, Túlio e Felipe, sócios da AeroRiver
Sócios da AeroRiver, Lucas, Túlio e Felipe se conheceram na universidade, em Manaus

“Vim de Porto Velho (RO) para estudar Engenharia Mecânica, onde conheci o Lucas e o Túlio. Durante o curso participei de um projeto chamado aerodesign e me apaixonei por tudo que envolve projeto aeronáutico. Em 2018 fu fazer o mestrado no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e hoje to no doutorado, mas com eles vi a possibilidade de abrir a AeroRiver e desenvolver soluções inovadoras para a região, e o veículo de efeito solo é uma das soluções”, diz Felipe.

Já Lucas diz que sempre foi apaixonado por Engenharia Aeronáutica, mas em Manaus isso era impossível e acabou projetando a vida dele na mecânica.

Após terminar fui fazer o mestrado no ITA e, ao concluir, em 2020 o Túlio me ligou para parabenizar e colocar os conhecimentos em prática para resolver nossos problemas de logística“, conta o engenheiro.

Mais velho dos três, Túlio Furtado é mineiro, formado pela Universidade Federal de Minas Geraiis (UFMG), mas veio para Manaus em 2004, se apaixonou pela cidade e viu os desafios que a região precisa vencer, sendo o logístico o priincipal.

Para resolver o problema idealizamos e construimos a AeroRiver, que busca escalar a produção e vender para outros Estados com o barco que fará a transformacao da logística, onde as distancias são continentais. E nós pensamos este produto em escala global”, conta Tulio.

O potencial da startup amazonense, contudo, tem grande potencial de negócios e já tem 16 cartas de compra. O prototipo deve voar em janeiro do próximo ano e só está saindo do papel por conta de R$ 10 milhões em subvenção econômica, programa da Finep, e R$ 6 milhões no programa de indústria 4.0 da Suframa.

O Ekranoplano soviético na Guerra Fria

O ekranoplano é uma espécie de híbrido entre avião e embarcação, projetado para voar a poucos metros da superfície da água — geralmente, a menos de cinco metros de altura. Ele utiliza o chamado “efeito solo” (ou ground effect), um fenômeno aerodinâmico que ocorre quando uma aeronave voa muito próxima ao solo ou à água, gerando uma sustentação extra e reduzindo o arrasto. Isso permite que o ekranoplano atinja altas velocidades com menor consumo de combustível em comparação com embarcações tradicionais.

Desenvolvido principalmente pela União Soviética durante a Guerra Fria, o ekranoplano foi pensado como uma forma de transporte militar rápido e furtivo, capaz de cruzar grandes distâncias sobre mares e lagos sem ser detectado por radares convencionais — já que voa abaixo da linha de alcance dos sistemas tradicionais de detecção aérea.

O modelo mais famoso é o “Monstro do Mar Cáspio”, um gigante soviético com mais de 100 metros de comprimento, que impressionava pelo porte e pela velocidade, mesmo nunca tendo entrado em operação formal. Apesar de não ter se popularizado comercialmente, o conceito do ekranoplano ainda desperta o interesse de engenheiros e forças armadas ao redor do mundo, especialmente em regiões com vastas extensões de água.

Em resumo, o ekranoplano é uma engenhosa tentativa de unir a velocidade do avião com a flexibilidade do transporte marítimo — uma máquina que parece saída da ficção científica, mas que voa rente à realidade.

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Você já ouviu falar de ekranoplano? sabe se ele voa, desliza na água ou corre nas estradas? Já viu um rodando por ai no Amazonas? Bem, vamos por partes então e veja nas fotos abaixo um exemplar do mais famoso ekranoplano do mundo, o chamado Monstro do Mar Cáspio.

Ekranoplano Monstro do Mar Cáspio
Construído pela União Soviética durante a Guerra Fria, este Ekranoplano estacionou numa praia do Mar Cáspio e de la nunca mais saiu. (Reprodução/Internet)
Ekranoplano Monstro do Mar Cáspio
Monstro do Mar Caspio era uma embarcação de guerra que voava a 5 metros acima do leito do mar e podia lançar mísseis balísticos. (Reprodução/Internet)

Como você deve ter percebido, o ekranoplano é um misto de embarcação com avião, decola “correndo” nas águas de um mar, rio ou lago e viaja como um avião entre dois e cinco metros acima das águas, usando o chamado efeito solo.

Pois foi com um ekranoplano na cabeça e recursos da Financiadora de Estudos e Projetos, empresa pública ligada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (Finep), e da Suframa no bolso, que uma startup amazonense desenvolve a construção de um “barco voador” para resolver os probemas de logística de cargas e passageiros.

O mais legal é que a AeroRiver Barco Voador é uma empresa amazonense de base tecnológica, tocada por quem vive na região, se qualificou na região e trabalha para resolver problemas locais.

“Nossa região tem um potencial sócio-econômico gigante, mas é travado por um problema crônico: a logística. A malha rodoviária é pequena e problematica, o modal aéreo, além de caro, atende poucas cidades e o fluvial demanda muito tempo para vencer as grandes distâncias”, diagnostica o CEO e co-fundador da AeroRiver, Lucas Guimarães.

O veículo de efeito solo (VES) desenvolvido por ele e os sócios Túlio Furtado e Felipe Assis, é capaz de transportar dez passageiros ou uma tonelada de carga, voando a 150 km/h e usando os rio do Amazonas como malha viária.

Nessa velocidade, o Aerobarco chegaria a Parintins, que está a 380 quilômetros de Manaus, em menos de três horas. Hoje, um voo regular leva quase uma hora e na lancha mais veloz o trajeto é feito 10 horas.

Ilustração do Veículo de efeito solo projetado por startup amazonense
Aerobarco voa a 150 km/h e transporta até dez passageiros ou uma tonelada de carga

“Obedecendo a critérios e certificações da Marinha, o Aerobarco é 40% mais barato que um avião da mesma categoria e trará benefícios gigantes para a região, resolvendo um problema logístico e destravando o potencial da região e do povo”, afirma Lucas.


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Sócios do Aerobarco se encontram em Manaus

Os três sócios da AeroRiver se encontraram estudando Engenharia Mecânica em Manaus, mas já de olho em Engenharia Aeroespacial.

Lucas, Túlio e Felipe, sócios da AeroRiver
Sócios da AeroRiver, Lucas, Túlio e Felipe se conheceram na universidade, em Manaus

“Vim de Porto Velho (RO) para estudar Engenharia Mecânica, onde conheci o Lucas e o Túlio. Durante o curso participei de um projeto chamado aerodesign e me apaixonei por tudo que envolve projeto aeronáutico. Em 2018 fu fazer o mestrado no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e hoje to no doutorado, mas com eles vi a possibilidade de abrir a AeroRiver e desenvolver soluções inovadoras para a região, e o veículo de efeito solo é uma das soluções”, diz Felipe.

Já Lucas diz que sempre foi apaixonado por Engenharia Aeronáutica, mas em Manaus isso era impossível e acabou projetando a vida dele na mecânica.

Após terminar fui fazer o mestrado no ITA e, ao concluir, em 2020 o Túlio me ligou para parabenizar e colocar os conhecimentos em prática para resolver nossos problemas de logística“, conta o engenheiro.

Mais velho dos três, Túlio Furtado é mineiro, formado pela Universidade Federal de Minas Geraiis (UFMG), mas veio para Manaus em 2004, se apaixonou pela cidade e viu os desafios que a região precisa vencer, sendo o logístico o priincipal.

Para resolver o problema idealizamos e construimos a AeroRiver, que busca escalar a produção e vender para outros Estados com o barco que fará a transformacao da logística, onde as distancias são continentais. E nós pensamos este produto em escala global”, conta Tulio.

O potencial da startup amazonense, contudo, tem grande potencial de negócios e já tem 16 cartas de compra. O prototipo deve voar em janeiro do próximo ano e só está saindo do papel por conta de R$ 10 milhões em subvenção econômica, programa da Finep, e R$ 6 milhões no programa de indústria 4.0 da Suframa.

O Ekranoplano soviético na Guerra Fria

O ekranoplano é uma espécie de híbrido entre avião e embarcação, projetado para voar a poucos metros da superfície da água — geralmente, a menos de cinco metros de altura. Ele utiliza o chamado “efeito solo” (ou ground effect), um fenômeno aerodinâmico que ocorre quando uma aeronave voa muito próxima ao solo ou à água, gerando uma sustentação extra e reduzindo o arrasto. Isso permite que o ekranoplano atinja altas velocidades com menor consumo de combustível em comparação com embarcações tradicionais.

Desenvolvido principalmente pela União Soviética durante a Guerra Fria, o ekranoplano foi pensado como uma forma de transporte militar rápido e furtivo, capaz de cruzar grandes distâncias sobre mares e lagos sem ser detectado por radares convencionais — já que voa abaixo da linha de alcance dos sistemas tradicionais de detecção aérea.

O modelo mais famoso é o “Monstro do Mar Cáspio”, um gigante soviético com mais de 100 metros de comprimento, que impressionava pelo porte e pela velocidade, mesmo nunca tendo entrado em operação formal. Apesar de não ter se popularizado comercialmente, o conceito do ekranoplano ainda desperta o interesse de engenheiros e forças armadas ao redor do mundo, especialmente em regiões com vastas extensões de água.

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