O Brasil elegeu oito pessoas trans para a Câmara dos Deputados e as assembleias legislativas nas eleições de domingo (4/10). O grupo é formado por sete mulheres trans e travestis e um homem trans, distribuídos entre três mandatos federais e cinco estaduais.
Câmara dos Deputados
Na disputa pela Câmara, Erika Hilton (PSOL-SP) foi reeleita com 1.596.472 votos e tornou-se a mulher mais votada da história do país para o cargo de deputada federal.
Também conquistaram mandatos Duda Salabert (PSOL-MG), com 229.535 votos, e Thabatta Pimenta (PV-RN), com 92.743.
Thabatta assumirá o primeiro mandato na Câmara e será a primeira deputada federal trans eleita pelo Nordeste. Erika e Duda foram as primeiras parlamentares trans a chegar ao Congresso Nacional, em 2022.
Representação nos estados
Nas assembleias legislativas, Sofia Favero (PSOL-SP) foi eleita com 407.773 votos e terminou como a terceira candidata mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo.
No mesmo estado, o vereador Thammy Miranda (PSD) conquistou uma cadeira com 85.619 votos e será o único homem trans entre os oito parlamentares.
No Rio de Janeiro, Dani Balbi (PCdoB) foi reeleita deputada estadual com 169.474 votos. No Rio Grande do Sul, Natasha Ferreira (PT) recebeu 54.027 votos e será a primeira parlamentar travesti da história da Assembleia Legislativa gaúcha.
Leia mais:
Erika Hilton é reeleita deputada e a mais votada da história da Câmara
Nikolas Ferreira impulsiona PL a 21 deputados em Minas
Mandato depende da Justiça
Em Sergipe, Linda Brasil (PSOL) recebeu 44.384 votos, a terceira maior votação para deputada estadual no estado. Apesar do desempenho suficiente para a reeleição, os votos aparecem como anulados sub judice.
A confirmação do mandato de Linda depende de uma decisão da Justiça Eleitoral sobre o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários da Federação PSOL/Rede.
