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Cerca de 25 candidaturas coletivas já foram identificadas nas eleições de 2026

As eleições de 2026 já têm pelo menos 25 candidaturas coletivas identificadas, segundo levantamento do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), que prepara um relatório sobre o crescimento desse modelo e deve divulgar os dados completos em setembro.

As candidaturas coletivas são formadas por grupos que se apresentam juntos na disputa eleitoral e defendem uma atuação compartilhada no Legislativo. Apesar disso, a legislação eleitoral brasileira ainda reconhece oficialmente apenas uma pessoa como candidata e detentora do mandato.

A Justiça Eleitoral permite que a característica coletiva apareça no nome de urna. Na prática, porém, somente o candidato oficialmente registrado é diplomado e responde legalmente pelo cargo, caso seja eleito. Não existe atualmente uma divisão formal do mandato entre os integrantes do grupo.

O número identificado pelo Inesc em 2026 chama atenção porque o levantamento considerou, até o momento, apenas candidaturas que utilizam as palavras “coletivo” ou “coletiva” no nome de urna. A quantidade, portanto, pode ser maior quando forem considerados outros termos associados ao formato.

Modelo já havia crescido em 2024

O avanço das candidaturas coletivas não é novidade. Nas eleições municipais de 2024, o Inesc contabilizou 280 candidaturas coletivas, número superior às 215 registradas nas eleições gerais de 2022.

O perfil dessas candidaturas também revela uma tentativa de ampliar a diversidade na representação política. No levantamento sobre 2024, 54% eram lideradas por mulheres e 59% eram formadas por pessoas negras.

A maior concentração ocorreu nas regiões Sudeste e Nordeste, principalmente em partidos de esquerda.


Saiba mais: 

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Congresso já discutiu legalização

Apesar do crescimento do modelo nas urnas, a atuação coletiva ainda não possui reconhecimento jurídico como forma de exercício compartilhado do mandato.

O Congresso Nacional já discutiu propostas para regulamentar esse tipo de candidatura. Em 2023, durante a votação da minirreforma eleitoral, a Câmara dos Deputados rejeitou um dispositivo do PL 4438/23 que previa a legalização das candidaturas coletivas.

O debate, no entanto, permanece diante do avanço desse formato. Na prática, os grupos podem fazer campanha e se apresentar como coletivos, mas, se eleitos, o mandato continua pertencendo formalmente à pessoa registrada como candidata.

 

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As eleições de 2026 já têm pelo menos 25 candidaturas coletivas identificadas, segundo levantamento do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), que prepara um relatório sobre o crescimento desse modelo e deve divulgar os dados completos em setembro.

As candidaturas coletivas são formadas por grupos que se apresentam juntos na disputa eleitoral e defendem uma atuação compartilhada no Legislativo. Apesar disso, a legislação eleitoral brasileira ainda reconhece oficialmente apenas uma pessoa como candidata e detentora do mandato.

A Justiça Eleitoral permite que a característica coletiva apareça no nome de urna. Na prática, porém, somente o candidato oficialmente registrado é diplomado e responde legalmente pelo cargo, caso seja eleito. Não existe atualmente uma divisão formal do mandato entre os integrantes do grupo.

O número identificado pelo Inesc em 2026 chama atenção porque o levantamento considerou, até o momento, apenas candidaturas que utilizam as palavras “coletivo” ou “coletiva” no nome de urna. A quantidade, portanto, pode ser maior quando forem considerados outros termos associados ao formato.

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O perfil dessas candidaturas também revela uma tentativa de ampliar a diversidade na representação política. No levantamento sobre 2024, 54% eram lideradas por mulheres e 59% eram formadas por pessoas negras.

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O debate, no entanto, permanece diante do avanço desse formato. Na prática, os grupos podem fazer campanha e se apresentar como coletivos, mas, se eleitos, o mandato continua pertencendo formalmente à pessoa registrada como candidata.

 

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