Candidato a vice-governador do Amazonas pelo PSOL, Léo Balbi defendeu a ampliação de políticas públicas voltadas à população LGBTQIA+, principalmente na área da saúde. Durante entrevista à Rede Onda Digital, nesta quarta-feira (26/8), ele também falou sobre representatividade, diálogo com comunidades tradicionais e redução da jornada de trabalho.
Aos 30 anos, Léo Balbi, nome de urna de Leonardo Balbi da Silva, é pedagogo, amazonense e possui ensino superior completo. Pessoa trans, ele disputa o Governo do Amazonas como candidato a vice na chapa encabeçada por Isael Munduruku (Rede), formada pela Federação PSOL Rede.
Ao comentar a possibilidade de ocupar um cargo de destaque no Executivo estadual, Balbi afirmou que sua candidatura pode ampliar a presença da população LGBTQIA+ nos espaços de poder.
“Olha, o que eu penso sobre isso é a gente pensar e esperançar no futuro, sabe? Ter uma pessoa como eu nesse espaço é muito importante para a minha comunidade, para a comunidade LGBTQIA+. É muito importante para o Léo, que veio do interior, que passou por tudo o que precisou passar para estar aqui neste momento”, afirmou.
Saúde é prioridade para a população trans
Questionado sobre quais políticas públicas a chapa pretende implementar para a população LGBTQIA+ do Amazonas, Léo Balbi destacou a necessidade de ampliar o atendimento de saúde destinado às pessoas trans.
Entre as medidas mencionadas estão a ampliação do acesso a insumos e medicamentos, o atendimento relacionado aos processos de hormonização e feminilização e a criação de uma unidade específica para essa população.
“Nós precisamos de atenção à saúde, principalmente das pessoas trans, e da facilitação da distribuição de insumos e medicamentos básicos. Até o próprio acesso à hormonização e à feminilização. Há muitos aspectos que podemos trabalhar, como uma unidade própria para atender essa população, que é marginalizada e, muitas vezes, tratada mal nesses espaços. O nome social e a individualidade de cada corpo nem sempre são respeitados”, disse.
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Proposta é aproximar governo das comunidades
Além das políticas destinadas à população LGBTQIA+, o candidato defendeu maior aproximação entre o governo estadual e as comunidades do Amazonas.
Questionado sobre as ações da chapa para povos e comunidades tradicionais, Balbi afirmou que a construção das políticas públicas deve partir do diálogo direto com moradores e lideranças.
“A gente precisa de diálogo, principalmente com as comunidades, os líderes comunitários, as lideranças indígenas e os líderes de bairros, para conhecer suas necessidades”, afirmou.
Balbi defende fim da escala 6×1
Léo Balbi também foi questionado sobre qual proposta considera mais urgente para os trabalhadores amazonenses. O candidato defendeu o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso e a redução da jornada semanal para 36 horas, sem mencionar eventual redução salarial no trecho apresentado.
“A gente precisa aprovar o fim da escala 6×1 para que o trabalhador consiga ter mais tempo para descansar, curtir o final de semana e estar com a família. Isso é primordial para a nossa saúde e é uma questão de saúde pública”, finalizou.
