“Eu vou indicar cinco ministros para o STF. Porque Alexandre de Moraes vai cair”, declarou Flávio durante o ato.
Durante o ato na Paulista, o candidato também associou sua campanha ao legado político do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e afirmou: “Vai ter Bolsonaro na Presidência, sim”.
A manifestação foi marcada por críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro Alexandre de Moraes. Flávio afirmou que pretende “acabar com o consórcio de Lula e Moraes” e, em outro momento, puxou o coro de “Fora Lula, fora Moraes”. A associação entre Lula e Moraes foi feita pelo próprio candidato durante o discurso.
Tarcísio cobra esclarecimentos
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também participou do ato. Em seu discurso, cobrou esclarecimentos sobre as recentes revelações envolvendo Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao caso Banco Master.
“As últimas revelações sobre Moraes no Supremo precisam ser esclarecidas e precisam de respostas”, afirmou Tarcísio.
O governador também declarou que nenhuma autoridade está acima da Constituição e defendeu uma atuação do Senado diante dos questionamentos relacionados ao Supremo. Ele, porém, não pediu diretamente o impeachment de Moraes durante o discurso.
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Nikolas defende saída de Moraes
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também discursou na manifestação e defendeu a saída de Alexandre de Moraes do STF. “Vamos tirar o sorriso debochado do rosto de Moraes”, afirmou.
Nikolas disse ainda que pretende realizar uma manifestação em frente à residência oficial do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para pressionar pela análise de pedidos de impeachment contra ministros do STF.
As manifestações ocorreram em meio à repercussão de mensagens e documentos relacionados ao caso Banco Master e aos contatos entre Moraes e Daniel Vorcaro. O episódio passou a ser explorado politicamente pelas lideranças que participaram do ato.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também pediu apoio à candidatura de Flávio. Durante o discurso, afirmou que, caso Flávio seja eleito, Jair Bolsonaro poderia deixar a prisão no dia seguinte.
As declarações ocorreram durante um ato político convocado para o 7 de Setembro, que reuniu lideranças e apoiadores da direita na Avenida Paulista.
