A candidata a vice-governadora do Amazonas pelo PSTU, Juliana Frota, defendeu o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais durante entrevista à Rede Onda Digital, nesta segunda-feira (24/8). Segundo ela, a proposta seria uma das pautas defendidas por uma eventual gestão da chapa formada com o candidato do partido ao governo, Gilberto Vasconcelos.
Juliana afirmou que o governo estadual poderia atuar para fortalecer a mobilização dos trabalhadores no Amazonas e levar a discussão para o cenário nacional.
“Porque o fim da escala 6×1 é uma pauta que a gente defende. E a gente, quanto o governo do Estado, a gente ia impulsionar essa pauta a nível nacional. Mas a gente ia também incentivar e promover a mobilização, impulsionar a mobilização dos trabalhadores aqui do Amazonas”, disse.
Segundo a candidata, trabalhadores de diferentes categorias já conseguiram mudanças nas jornadas por meio de mobilizações, sem esperar uma mudança na legislação. Ela citou como exemplo uma categoria de garis que teria realizado uma greve para pressionar pelo fim da escala.
“Não sei se vocês sabem, mas teve agora recentemente uma categoria de Gariso, em outro Estado, que eles organizaram uma grande greve. Esse é o segredo, gente, organizaram uma grande greve e conseguiram derrubar a escala 6×1”, contou.
Proposta faz parte de projeto coletivo
A defesa da mudança na jornada aparece dentro de um projeto político que Juliana descreve como coletivo. No início da entrevista, ela afirmou que sua candidatura não representa apenas uma decisão individual, mas uma proposta construída pelo partido.
“O que não sabem é que essa candidatura não é um projeto político individual. Essa minha candidatura como vice, em parceria com Gilberto Vasconcelos, é um projeto coletivo de uma organização política que propõe mobilizar e organizar a classe trabalhadora, juventude, setores mais oprimidos, explorados aqui do nosso povo, do Amazonas, para fazer as transformações estruturais que são necessárias”, explicou
A candidata também defendeu que a discussão sobre a jornada de trabalho seja acompanhada pela organização dos próprios trabalhadores e pela pressão política para mudanças em nível nacional.
