Mais de 140 observadores internacionais já estão no Brasil para acompanhar as eleições gerais de 2026. As equipes foram convidadas e credenciadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para observar diferentes etapas do processo eleitoral, da preparação à votação, apuração e totalização dos resultados.
As missões são formadas por especialistas que atuam de maneira independente. Avaliam organização e logística eleitoral, tecnologia, legislação, financiamento de campanhas, comunicação, desinformação e eventuais episódios de violência política. O acompanhamento é regulamentado pela Resolução TSE nº 23.678/2021.
Participam das missões a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a União Europeia, a Liga dos Estados Árabes, a Rede dos Órgãos de Jurisdição e Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP), a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e o Centro Carter.
OEA acompanha eleições em mais de 20 estados
A Missão de Observação Eleitoral da OEA é a maior delegação. São 91 observadores de 23 nacionalidades, distribuídos por mais de 20 estados e pelo Distrito Federal.
A equipe é liderada pelo ex-secretário-geral da OEA e ex-ministro das Relações Exteriores do Chile, José Miguel Insulza. Os especialistas acompanham logística eleitoral, uso de tecnologia, Justiça Eleitoral, financiamento político-eleitoral, violência, campanhas, mídia e comunicação digital. A missão também mantém reuniões com autoridades, candidatos e representantes da sociedade civil.
A presença da OEA em 2026 marca a quinta eleição brasileira acompanhada pela organização por meio de uma missão de observação.
União Europeia avalia tecnologia e desinformação
A missão da União Europeia é composta por seis especialistas e acompanha o processo até a divulgação final dos resultados. Entre os temas analisados estão redes sociais e desinformação, tecnologia, administração eleitoral, legislação, contencioso, partidos, campanhas e financiamento eleitoral.
A equipe pode solicitar informações ao TSE e comunicar ao tribunal eventuais irregularidades ou interferências observadas durante o trabalho.
Parlasul terá atuação técnica
A missão do Parlamento do Mercosul também acompanha o pleito. O grupo tem caráter técnico e não intervencionista e deve respeitar a legislação brasileira e as atribuições das autoridades eleitorais.
Ao final do trabalho, as informações coletadas serão sistematizadas em relatório, que poderá apresentar recomendações para o aperfeiçoamento dos procedimentos eleitorais e o intercâmbio de experiências entre os países.
Liga Árabe participa pela primeira vez
A participação da Liga dos Estados Árabes é inédita em uma eleição brasileira. A missão integra o esforço do TSE para ampliar a participação internacional na observação do pleito. A organização também deverá observar aspectos relacionados à votação eletrônica e à administração do processo eleitoral.
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Centro Carter acompanha tecnologia e legislação
O Centro Carter também enviou observadores ao Brasil. A organização acompanha principalmente tecnologia eleitoral, o marco jurídico da administração das eleições e a educação do eleitor.
A missão é liderada pela consultora sênior para América Latina e Caribe, Jennie Lincoln, e se reuniu com representantes do TSE durante a preparação para o pleito.
Observadores têm acesso às etapas da eleição
A atuação das missões não se limita ao dia da votação. Segundo o TSE, os observadores podem acompanhar a preparação dos sistemas eleitorais, a organização logística, os locais de votação, a transmissão dos resultados, a apuração e a totalização dos votos. A legislação também permite acesso às seções eleitorais e às juntas de transmissão.
Além das organizações internacionais, entidades nacionais da sociedade civil, instituições de ensino e outras organizações credenciadas pelo TSE também participam da observação. O tribunal mantém uma lista oficial das missões nacionais e internacionais habilitadas para as eleições de 2026.
O primeiro turno das eleições gerais ocorre neste domingo (4). As missões deverão produzir relatórios e recomendações a partir das observações realizadas durante o processo eleitoral.
